sábado, 14 de março de 2015

O SALTA POCINHAS


Ontem,  em conversa com aquele  grupo de amigos com quem costumo confraternizar às sextas à noite,  alguém ficou muito escandalizado por eu ter largado um “foda-se, caralho!”, quando foi abordada a questão das próximas eleições legislativas e o nome de Marinho Pinto para ocupar o lugar de Primeiro Ministro.

- “Mas tu votaste nele para o Parlamento Europeu!”.

Pois votei, mas não sou maluca ao ponto de o querer para Primeiro Ministro.

Primeiro, "engravidou" um partido, o MPT, do qual nasceu e se fez eurodeputado de luxo. Tornado eurocrata,  cedo percebeu  que afinal não tinha espaço de manobra para mudar o mundo e ficou frustrado e inquieto. 

Essa inquietação, ao que parece,  levou-o a duas jogadas: abandonar o partido que o pariu e desejar  fundar um outro,  a tempo de concorrer às legislativas para se catapultar para a Assembleia da República.

Mas o seu desejo não acaba aqui. O que ele deseja sincera e ardentemente é tornar-se no novo deputado do queijo limiano, aquele deputado indispensável à futura maioria absoluta,  para refazer aquele equilíbrio de forças precário,  do tempo do Engº Guterres.

Há dias também li a sua proposta de haver 50 Senadores vitalícios no Parlamento, com a indicação de nomes como Ferreira Leite, Bagão Félix e Freitas do Amaral.

Ora se já existem 334 deputados, pagos a peso de ouro, para que precisaremos de mais 50 Senadores incontinentes a pingar de mijo os assentos da Assembleia da República?


Decididamente, nas legislativas,  não irei votar no partido de Marinho Pinto.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

"COSTICES"



António Costa soma e segue os tiros nos pés.

Como líder da oposição, não tem estratégia nem  apresenta alternativas, e utiliza sempre o mesmo tipo de discurso cata-vento,  em todas as situações, para o lado que o vento estiver  a soprar.

De tanto malabarismo que faz, as escorregadelas são uma constante,  e os tombos são mais que muitos.

Depois da cena dos automóveis em Lisboa e do perdão da dívida ao Benfica, diz cá dentro que Portugal está péssimo,  e para fora afirma  que Portugal está melhor.

Desta vez notou-se demais a sua falta de capacidade  para ser o Primeiro Ministro de Portugal.





segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

BATIDELAS


Portugal está a transformar-se num filme sado-masoquista.

A começar por nós que,  de quatro em quatro anos,  teimamos em dar umas palmadas e umas chicotadas em nós próprios.

O Zé Povinho é protagonista de sessões de boundage,  de tanga, com o governo a apertar-lhe o cinto, a garganta e a arrancar-lhe os cabelos.

E fica todo feliz porque a tanga é comestível,  e sempre é mais uma refeição que poupa.

Eu cá, pela parte que me toca, vou batendo com a cabeça na parede, enquanto peço que me façam coisas porcas, como umas sandes de torresmos.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

RECEITINHA DA SEMANA



A propósito daquelas moçoilas inseguras que acham que o mais-que-tudo não corresponde às expectativas,  deixo-lhes  aqui algumas dicas que funcionam na perfeição.

Aproveitem-nas, porque eu não duro sempre.

Usem  leggins e tops  de instrutora de fitness.

Usem  a camisa  e os boxers dele.

Abram-lhe a porta como vieram ao mundo.

Vistam-se  de capuchinho vermelho ou de enfermeira,  e não se esqueçam da liga encarnada e da lingerie preta.

Sugiram fazer  coisas diferentes, como brincar aos médicos.

Façam o pino e a espargata.

Mas não invoquem em vão o Santo nome de Jesus.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

DA POBREZA



Os dias têm estado muito frios, tem chovido bastante e o vento tolhe-nos  os sentidos.

Hoje, enquanto  jantava,  alguém na mesa ao lado dizia que o melhor que a vida tem,  é  ficar deitado numa cama confortável, bem agasalhado,  a beber chá quente, a ouvir a chuva a cair e o vento a uivar lá fora, nas portas e nas janelas.   

Lembrei-me de todas aquelas pessoas,  sem eira nem beira,  que vi ontem a dormir  nas arcadas do Terreiro do Paço, expostas à intempérie.

Odiei  a chuva, o frio e o vento que massacra. 

E os políticos também. 




AS 50 SOMBRAS DE RIO TINTO CITY


Já li há algum tempo os três volumes das 50 Sombras de Grey, e, muito sinceramente,  não compreendo o alarido que se está a gerar em Portugal,  em torno do filme.

Não acho nada de especial.

Ou serei eu que sou uma desavergonhada?

Mas não me sai da cabeça que tal euforia tuga se deve  ao facto de a mulher que está a ser sodomizada, amarrada à cama,  estar a bater com a cornadura  numa mesinha de cabeceira "made in Portugal",  fabricada em Rio Tinto.  

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

.... E DE OUTRAS COISAS QUE TAIS



Eles estão empenhados em fazer-nos regressar ao tempo de viver num filme a preto e branco dos anos 50, em que se é pobre mas honrado, se vive numa casinha modesta mas feliz, onde o gordo bêbado do bairro suspira por palhete a sair da parede, e onde o povo só sai à rua para as marchas populares e os arraiais.

E nós lá vamos, cantando e rindo.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

DA MEMÓRIA




 Já quase todos foram "Charlie".

 Agora quase todos são "Syriza".

 Pelo meio já quase todos foram europeus.


 E, de repente, serão  bem capazes de se esquecer de que já foram portugueses. 

domingo, 1 de fevereiro de 2015

POR QUE SERÁ?



Agora que por cá todos se intitulam "Syrisas", estou sempre à espera de ouvir, no final dos discursos, vivas ao fim da austeridade,  e a promessa de um I-Phone 6 para todos os oprimidos.

sábado, 31 de janeiro de 2015

COISAS DE GAIJA



Não me importava nada que este ministro das finanças da Grécia,  me fizesse auditorias todos os dias. 

O NOVO FEITICEIRO DE OZ



Syrisa ou não Syrisa, eis a questão.

Pagar ou não pagar é o problema.

sábado, 17 de janeiro de 2015

DÚVIDA METÓDICA



Agora fiquei na dúvida.

Não sei se poderei entrar em Lisboa de fato de treino e sapatilhas, ou se serei obrigada a usar sapatos Louboutin e coordenado Chanel.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O VERDADEIRO TERRORISMO



São cenas como esta, que me aterrorizam.

A sério.

domingo, 11 de janeiro de 2015

PONTOS DE VISTA



Se não fosse a presença de tantos cidadãos anónimos, em Paris, eu diria que aquela "marcha republicana", de hoje, mais parecia um desfile de "serial killers".

MERDOSOS DE MERDA


Parece que a esfregona e o balde do lixo também foram hoje a Paris, participar na marcha "Je suis Charlie".

Grandes fiteiros!

Estou a lembrar-me daquela cena de terem impedido, não há muito tempo, os capitães de Abril de usar da palavra na Assembleia da República,  e de outras cenas mirabolantes de que rezará a História.

E que será feito daquele outro estrunfo, o tal  que agora anda à solta ali para os lados da Biblioteca e se diz "Charlie",  mas que há uns anos, por causa dos meus escritos,  deu o meu número de telemóvel  a um panasca  que me ameaçou de porrada?