quarta-feira, 27 de junho de 2007

PARA TI




Serena cai a noite e não consigo adormecer. Assaltam-me pensamentos, avivam-se memórias que julgava já esquecidas. Não resisto e ao mesmo tempo não sei por que te escrevo. Já fomos tudo ou nada e agora somos apenas tu e eu, indiferentes. Dou por mim a falar sozinha nesta angústia perpétua, deste não poder ser, que é.
Lembras-te quando nos conhecemos?
Abraçavas-me ternamente e eu adorava-te em silêncio, naquele silêncio só quebrado pelo grande amor que sentia por ti.
Onde estão esses momentos?
Para onde foram os afectos e as promessas que fizemos um ao outro?
Pediste que esperasse por ti e eu esperei. Nunca me procuraste.
Para onde foste?
Onde estarás agora?

Nunca te esqueci.

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