sábado, 30 de junho de 2007

SONHOS DE PORCELANA


Enquanto a noite dorme,

A ti, negra senhora,

Entrego o meu pranto

E em teus braços morro.


Entrego-me ao silêncio

Que adormece os sentidos,

Neste jardim transparente

Em que te encontro e renasço.


Mergulho em cada bruma

Onde o sonho é secreto

E os versos rasgados

Sem forma, nem espaço.


Afago o tempo e morro

Em cima da própria morte.


E procuro nas vielas escondidas,

Das memórias silenciosas,

Os sonhos de porcelana.

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