domingo, 15 de julho de 2007

FÉRIAS


CHEGOU FINALMENTE O DIA!


SE PUDESSE, FAZIA COMO O MEU AMIGO VTM E SÓ VOLTAVA DEPOIS DAS AUTÁRQUICAS.


COMO NÃO POSSO, FIQUEM BEM POR CÁ E ATÉ AO MEU REGRESSO, DAQUI A ALGUMAS SEMANAS.


ESTAREI NA PRAIA DA FOTO.


QUALQUER COISA, MI LIGA, VAI!


BEIJOKAS

PASSOU-SE DOS CARRETOS!


LI HOJE NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS QUE JOSÉ SARAMAGO DEFENDE A INTEGRAÇÃO DE PORTUGAL COMO UMA PROVÍNCIA ESPANHOLA.


DIZ ESTE KAMARADA QUE SOMOS DEZ MILHÕES E SÓ TERIAMOS A LUCRAR COM ISSO, EM TERMOS DE DESENVOLVIMENTO.


MAIS UM QUE SE DEIXOU SEDUZIR PELAS VIRTUDES DO CAPITALISMO E LEVOU UNS APALPÕES MAROTOS, SABE-SE LÁ ONDE.


sábado, 14 de julho de 2007

O (IN)DESEJADO - PERDIDO NA BATALHA DE INDEPENDENTE-QUIBIR


POR ONDE ANDARÃO OS VERDADEIROS SOCIALISTAS?


CUIDADO COM OS SALVADORES DA PÁTRIA!

AS TERMAS DO LAVRADIO


A RTP ANUNCIOU A REABERTURA DAS TERMAS DO LAVRADIO.


ORA VAMOS TODOS PREPARAR AS VENTINHAS PARA MAIS UMAS NEBULIZAÇÕES SULFUROSAS.


NÃO SEJAM GARGANEIROS E NÃO INALEM TUDO DE UMA VEZ, PARA NÃO ESGOTAR O STOCK.

ADEUS - POEMA DE EUGÉNIO DE ANDRADE




Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,

E o que nos ficou não chega

Para afastar o frio de quatro paredes.

Gastámos tudo menos o silêncio.

Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,

Gastámos as mãos à força de as apertarmos,

Gastámos o relógio e as pedras das esquinas

Em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.

Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;

Era como se todas as coisas fossem minhas:

Quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.

E eu acreditava.

Acreditava,

Porque ao teu lado

Todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,

Era no tempo em que o teu corpo era um aquário,

Era no tempo em que os meus olhos

Eram realmente peixes verdes.

Hoje são apenas os meus olhos.

É pouco mas é verdade,

Uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.

Quando agora digo: meu amor,

Já não se passa absolutamente nada.

E no entanto, antes das palavras gastas,

Tenho a certeza

De que todas as coisas estremeciam

Só de murmurar o teu nome

No silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.

Dentro de ti

Não há nada que me peça água.

O passado é inútil como um trapo.

E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.



SUICÍDIO


A grande maioria das pessoas não gosta de falar ou de ouvir falar sobre o suicídio.

O suicídio é muitas vezes um acto violento de comunicação.

É mais tentado pelos homens mas é melhor conseguido pelas mulheres.

Dizia Voltaire no "Cato" que qualquer suicida desejaria não o ter feito, se vivesse uma semana.

É importante conhecer o problema do suicídio, de modo a ajudar a prevenir essa trágica situação.

Na maioria dos casos as ideias de suicídio derivam de uma crise depressiva.

Quem já teve uma depressão, sabe muito bem o sofrimento e o tormento por que passou.

A sociedade jamais entenderá a doença do desespero, do desinteresse, da fraqueza, da angústia, da culpa, do desamor, que pode culminar no suicídio.

O controle adequado de uma crise depressiva, a prevenção e a atenuação dos sintomas, fazem com que o paciente volte a acreditar na vida e em viver.


O Helder Sousa, de Azeitão, jovem polícia, voluntário da Cruz Vermelha e estudante, estava em estado depressivo profundo e "postou" pela última vez no seu BLOG AMOR E VIDA, no dia 16 de Maio de 2005.



"JÁ VOU A CAMINHO

Abraça-me então"


escreveu ele e partiu!


Descansa em Paz, Helder!


Desististe facilmente.

SOLIDÃO


VEJO-TE

EM CADA NOITE

ABRAÇANDO AMORES,

O CORPO SOLTO

EM ONDAS

DE DESEJO

E OIÇO

O SILÊNCIO

DA MEMÓRIA

DOS DIAS

JÁ ESQUECIDOS,

DESTE AMOR

QUE NÃO CABE

NAS PALAVRAS

sexta-feira, 13 de julho de 2007

BALLET GULBENKIAN


NUNCA TIVE A OPORTUNIDADE DE VOS AGRADECER OS MOMENTOS MARAVILHOSOS QUE ME PROPORCIONARAM COM AS VOSSAS ACTUAÇÕES A QUE TIVE O PRIVILÉGIO DE ASSISTIR.


GUARDO COM IMENSA TERNURA OS MEUS SAPATINHOS DE BALLET QUE COMECEI A PRATICAR, AINDA MUITO MENINA, GRAÇAS À VOSSA INSPIRAÇÃO.


BEM HAJAM!


JAMAIS VOS ESQUECEREI!

Hasta mi final - Il Divo

ESTA É DEDICADA AO MECINHO DR. CARLOS CORREIA QUE NOS SEUS TEMPOS AUREOS DE QUEBRA-CORAÇÕES, FAZIA SERENATAS ÀS MOÇOILAS EM ÉVORA. BEIJOKAS

quinta-feira, 12 de julho de 2007

SINTO VERGONHA!


Possuo uma segunda habitação numa zona simpática da cidade do Barreiro, onde tenho raízes profundas. Não deixo, contudo, de ser uma "estrangeira", já que pouco disfruto da prerrogativa que os meus avós maternos me concederam, ao contemplar-me no seu testamento com a casa que foi sua durante longos anos e onde foram muito felizes.

Sempre que posso, lá vou eu visitar a família: as tias, os tios, as primas e os primos e a minha velha ama, para não pensarem que me tornei importante demais. Eu curto a família.

Foi numa dessas visitas de médico que me dei conta que tinha a despensa quase vazia, eu moçoila que sou tão dada às lides caseiras e aos cozinhados.

Apetecia-me confeccionar um prato tipo "à lavrador" mas, olhando para o frigorífico e para a despensa, dei-me conta que estive ausente tempo demais e não tinha os ingredientes necessários para o cozinhado que me propunha confeccionar.

Vai daí, desço as escadas toda lampeira e vou direita à mercearia da esquina, ao Senhor Joaquim, com o propósito de escolher um belo repolho e outros ingredientes para fazer o tal manjar tipo "lavrador".

Confesso que tive sempre mais olhos que barriga e, pensando bem, talvez tivesse sido melhor deslocar-me ao Leão D'Ouro e empanturrar-me lá com uma bela refeição de peixe, que só eles sabem confeccionar.

Escolhi o meu repolho e o resto dos ingredientes que precisava. Paguei e comecei a retirar as folhas que considerei menos viçosas, para não levar lixo para casa, e a colocá-las num cesto que o Senhor Joaquim tem na loja para esse efeito.

De repente, reparo que um Senhor muito velhinho, de aspecto miserável, estava a remexer no cesto e a recolher as minhas folhas velhas e a fruta podre que entretanto o dono da loja também lá tinha colocado, dizendo que davam uma boa refeição.

Fiquei chocada. Já não tive coragem de levar para casa as compras que tinha feito.

O velhote agradeceu com um largo sorriso desdentado e confidenciou-me:

"Sabe, eu já vivi muito bem. Tinha pão, leite e manteiga todos os dias. Agora já não posso trabalhar, porque tenho um problema nas costas e a minha mulher também está doente e acamada já há dois anos. Costumo vir aqui porque o Senhor Joaquim deixa-me escolher a fruta "tocada" e as folhas velhas que dão uma boa sopa. Depois vou à padaria e lá há sempre quem me dê dois pãezinhos. Com a sopa é uma bela refeição".

Nessa noite tive insónias.

Em pleno Século XXI e com um Governo Socialista isto jamais deveria ser permitido acontecer.
Sinto vergonha por ter a possibilidade de ter comida para comer enquanto aqueles dois velhinhos se contentam com o lixo dos outros.

FILHOS DE UM DEUS MENOR


QUE MAL TE FEZ ELE?

terça-feira, 10 de julho de 2007

Queen - Bohemian Rhapsody

A MAIOR BANDA DE TODOS OS TEMPOS.

UM HINO À VONTADE DE VIVER.

SO LONG FREDDIE!

O GRUNHO


HOJE APETECE-ME FALAR SOBRE O GRUNHO, ESSA ESPÉCIE QUE NÃO ESTÁ EM VIAS DE EXTINÇÃO.


EM PORTUGAL HÁ-OS AOS MOLHOS.


RESMAS DELES.


ENQUANTO HOUVER PARTIDOS QUE OS ACOLHAM E ELEITORES QUE VOTEM NELES, ELES VÃO SER COMO OS GREMLINS: VÃO CRESCER, CRESCER, CRESCER E MULTIPLICAR-SE, PARA DEVORAR TUDO O QUE ESTIVER AO SEU ALCANCE.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

DESEJO


QUE SEJAS ETERNO
ENQUANTO DURARES...

QUE AS NOITES
DOS TEUS DIAS
AMANHEÇAM
COM PAZ E SERENIDADE

QUE OS AMIGOS
NÃO TE ESQUEÇAM

QUE OS TEUS OLHOS
NÃO SE FECHEM

SEM QUE EU
MATE A SAUDADE

DO TEU CORPO,
DOS TEUS BEIJOS,
DO TEU SILÊNCIO,
DA TUA VOZ,
DOS TEUS DESEJOS.

domingo, 8 de julho de 2007

Kelly Klarkson-Because of you

I WILL NOT MAKE THE SAME MISTAKES YOU DID.
I'VE LEARNED THE HARD WAY.

PARIDADES


A Lei da Paridade foi aprovada na Assembleia da República, no dia 20 de Abril de 2006, após várias peripécias parlamentares, dignas de um país do terceiro Mundo.
Verificou-se naquele dia a maior confusão no que respeita à confirmação da existência, ou não, de “quórum” que permitisse a sua aprovação.
A referida lei recolheu, na 1.ª votação, o voto favorável de 111 deputados (103 do PS e 8 do BE), menos votos que os 116 necessários e Jaime Gama chegou mesmo a dá-la como rejeitada.
De votação em votação e mercê de técnicas muito pouco claras, o PS conseguiu então mais onze votos, a somar aos votos do Bloco de Esquerda, que foram fundamentais para a aprovação. A lei acabou por passar, à segunda tentativa, com 122 votos a favor e 96 contra.
A Lei da Paridade visa estabelecer que os partidos têm de ter pelo menos um terço de mulheres, nas listas para eleições legislativas, autárquicas e europeias.
Tendo em conta o papel das mulheres na era do conhecimento, esta paridade agora objectivada, é um princípio maligno que visa tão-somente o branqueamento do corporativismo dos homens e o confronto e a anulação de interesses e de valores constitucionalmente consagrados.
A paridade foi desde sempre o caminho para se alcançar e efectivar a igualdade, a liberdade, a democracia e o direito à diferença. Ela consubstancia princípios éticos englobantes como a dignidade humana e a cidadania e não importa apenas às mulheres, mas a todos os seres humanos.
Esta lei, apesar de a sua discriminação positiva, acaba por discriminar negativamente as mulheres, transformando-as em simples matéria fungível, ao sabor de qualquer referente paradigmático.
Mais um exercício demagógico de este Governo que ao considerar a paridade nos termos em que a considerou, ignorou a igualdade na diversidade, porque não se pode atribuir iguais competências a todas as partes, em virtude de os diferentes graus culturais, de conhecimento e de competência.
Nós mulheres, não somos ovelhas paridas, membros de um qualquer rebanho enfiado em qualquer redil e prontas a ser tosquiadas, etiquetadas e carimbadas ao gosto de qualquer pastor.
Com esta Lei, tiveram início as manobras que visam acabar com a democracia em Portugal.


sábado, 7 de julho de 2007

The Association - Never My Love

A MINHA MÚSICA FAVORITA QUE ME ACOMPANHOU SEMPRE, AO LONGO DE TODA A MINHA VIDA

A MISÉRIA DA CRISE


Após o 25 de Abril de 1974, a transformação social fez-se de forma abrupta em Portugal. Faltavam alicerces culturais e cívicos à maioria da população portuguesa, para compreender a mudança. A liberdade desde então vivida, sem a consequente responsabilidade, favoreceu o aparecimento de comportamentos pouco sérios, que se foram sedimentando ao longo dos tempos, até aos dias de hoje.
Trinta e dois anos passados, o país está em crise, o Estado agoniza e o povo sofre.
Emergiram os valores fúteis. Instalou-se o consumismo desenfreado, a par de um materialismo exacerbado, com a ostentação de riqueza. Apareceram os novos-ricos e deu-se o colapso da instituição familiar. A entrada numa Europa Comunitária sem se ter preservado as nossas potencialidades, nomeadamente o usufruto da agricultura e do mar a que sempre estivemos ligados, foi-nos fatal. A emigração dos nossos “cérebros” e da nossa mão-de-obra qualificada, constituída por licenciados desempregados, seduzida por melhores condições de vida e de trabalho no estrangeiro, contribuiu estatisticamente para a nossa iliteracia. A imigração desajustada dos povos dos PALOP e de Leste, veio contribuir para o aumento das bolsas de exclusão social, de prostituição e de exploração de trabalhadores por parte de agentes económicos muito pouco escrupulosos, que lhes pagam muito abaixo do salário mínimo nacional, quando lhes pagam, não fazendo contratos nem os correspondentes descontos para a Segurança Social.
Portugal está em crise e ela é simultânea. Todos os sectores da vida pública estão contaminados pelo vírus da incompetência, pela febre da incapacidade, pela total impunidade dos políticos que tudo esbanjam na gestão dos seus próprios interesses, gastando irresponsavelmente o dinheiro que o país não tem.
Estamos pobres! Os pobres são pessoas e não podem ser tratados apenas como um dado estatístico. Actualmente, em Portugal, restam apenas algumas pequenas ilhas de produtividade que não tardarão também em afundar-se num oceano de ruína e de pobreza. A nossa economia sufoca nos seus próprios dejectos e, a coberto da globalização, instalou-se uma economia de saque, com os grupos rapinantes a reinar, impunes, numa sociedade civil instrumentalizada pelos políticos, que tem servido apenas de fonte de rendimento ao poder instituído e aos seus acólitos.
Com a agudização da situação económica e os cortes sucessivos das prestações sociais, emergiu o conflito e o alargamento do fosso social entre ricos e pobres. Através de exercícios discriminatórios que culminaram na desqualificação dos serviços públicos, deu-se origem ao regresso de uma “luta de classes” entre funcionários públicos e privados, geradora de instabilidade.
Tira-se aos pobres para dar aos ricos e os governantes, em vez de combaterem a miséria, optam por eliminar pela fome as pessoas carenciadas, através de uma política anti-social, esquecendo que são os pobres que ainda vão pagando os impostos e que são eles também os mais trabalhadores, generosos, respeitadores e honestos.
O país está em crise porque perdeu o seu filtro ético. A ideia de uma sociedade solidária e justa, não passa agora de letra morta.
Mas o pior de tudo isto, é a indiferença de todos nós e a passividade com que encaramos o descalabro e abicamos, de uma forma resignada, numa miséria sorridente.

ADEUS


Olho o teu rosto
Pálido e sereno,
Em sonho imerso…

E oiço o teu eco,
No som dos teus passos,
A tua voz em verso.

Ela abraçou-te
Com o seu manto negro
E tu partiste.

Coberto de mil flores,
Disseste-nos adeus
Naquela tarde triste.

Partiste para sempre
Mas ficaste no tempo,
Num tempo que não existe.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

MATERNIDADES



O lema deste Governo tem sido a extinção em vez da reabilitação, requalificação e integração.

Em Portugal não temos política social e económica. Existe uma incapacidade, desleixo e incompetência nessas áreas, a juntar ao desrespeito pelas nossas raízes.

O fecho das maternidades vem na onda do PRACE, o famoso programa de reestruturação da Administração Central, que propôs o encerramento selvagem de muitos organismos, tendo em vista apenas a redução do défice, a todo o custo, não se olhando a meios para atingir fins.

A vida em comunidade, o bem-estar, a natureza, a cultura, a ciência e a saúde, já para não falar do bem supremo que é a humanização, são uma realidade a que cada vez menos cidadãos têm acesso.

A decisão de encerramento das várias maternidades, irá criar uma realidade virtual em termos de povoamento, porque irá fomentar mais zonas mortas, já de si desertificadas, em benefício de outras áreas que verão assim acrescido o seu fluxo populacional. Consequentemente haverá Câmaras mais beneficiadas que outras, em termos de atribuição de verbas e de outros benefícios, com base na densidade populacional, porque as crianças nascidas no seu concelho serão, para todos os efeitos, seus munícipes.

Com tanta engenharia económica, geográfica e demográfica, muita sorte teremos se este Governo não promover, a curto prazo, dando incentivos fiscais para o efeito, um programa de esterilização em massa, para homens e mulheres, para se acabar com os nascimentos e com a polémica do encerramento das maternidades.
Não havendo grávidas, não haverá maternidades e se não há bebés, encerrem-se também as unidades de pediatria e os hospitais pediátricos.

E já agora transformem também os hospitais psiquiátricos em SPAS e os lares de terceira idade em Clubes VIP, só para aqueles que puderem pagar. Os outros que vão para a vizinha Espanha e morram por lá.

Tudo isso em nome do santo défice e da incompetência que nos governa.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

PAZ À MINHA ALMA - 4 de Julho de 2006


ONTEM NÃO POSTEI.

FEZ UM ANO QUE MORRI DE MORTE ESTÚPIDA.

Encontrava-me na fila das Finanças para liquidar o IRS, depois de ter tirado um ticket que me fez logo adivinhar uma longa tarde de espera.

Tudo à minha volta estava carregado: O tempo, quente cum'ocaraças. Os semblantes. A vida.

"Ela", aproveitando-se da minha fragilidade, abraçou-me com o seu manto negro.

Tentei resistir-lhe, buscando na minha bolsa, os meus comprimidos SOS. Não consegui!

Entrei no seu túnel de luz e senti-me leve. Tão leve!


Rocei a perfeição e senti-me eu. Finalmente era Eu!

Conseguia ver através das sombras reflectidas nas paredes do túnel, aquela figura imponente que julguei ser Jesus Cristo ou o Diabo.
E senti uma tremenda angústia.

Permaneci no tempo e na luz. Quis ficar para sempre!

O meu Anjo da Guarda ucraniano não deixou.

Acordei no hospital, três dias depois de ter morrido e julguei-me no paraíso.

Um Anjo de olhos azuis como se fossem lagos, estava debruçado sobre mim e falava-me numa língua que eu julguei ser a dos Anjos.

Soube que foi ele o meu Anjo da Guarda. Aquele trolha ucraniano de olhos lindos como o azul do céu, salvou-me de morrer, quando tenho ainda tantas coisas para fazer, tantas coisas para dizer, tanto para dar.

Médico no país que o viu nascer, trolha explorado no país que o acolheu.

Teve a percepção que eu apertava na mão esquerda os comprimidos que não consegui levar à boca. Prontamente reconheceu os sintomas de um AVC e iniciou uma série de manobras que o INEM, quando chegou, se limitou a completar.

OLEG, de seu nome. O médico- trolha explorado.

Não falava português, o meu Anjo da Guarda.

Tomei a meu cargo a sua aprendizagem da língua portuguesa e, juntamente com alguns amigos, comecei a tratar dos documentos, para que pudesse fazer o exame à Ordem dos Médicos.

Um ano depois, o Oleg fala e escreve quase fluentemente a língua portuguesa e tem o exame à Ordem marcado para Outubro.

Foi o mínimo que pude fazer.

Em Outubro lá estarei a apoiá-lo.

É O MEU ANJO DA GUARDA!

domingo, 1 de julho de 2007

UM EDITOR DE SUCESSO


O MEU COLEGA E DILECTO AMIGO JORGE FRAGOSO.


Colega de liceu e de Faculdade até ao 3.º ano de Direito.


Um dia passou-lhe uma coisa pela cabeça e mudou para Filosofia, tendo acabado a licenciatura com muito boa classificação.


Deixou o Direito e preferiu as Letras. Fundou sozinho a Editora Palimage e dedicou-se à escrita.


O seu livro de poemas , "A Fome da Pele", é de um profundo lirismo de tradição romântica e intimista. Aquela pele é a dele mas também é a dos outros. É o real e o íntimo numa sinfonia de amor.


Rendo-te aqui a minha singela homenagem, meu querido amigo.


Que as Musas nunca te abandonem e que sejamos AMIGOS PARA SEMPRE.

UNIVERSIDADE DE COIMBRA


A MINHA FACULDADE É LINDA

CAMPANHA PARA AS AUTÁRQUICAS 2009 - CÂMARA MUNICIPAL DO BARREIRO


A MECINHA EXPERIMENTANDO A BURKA QUE VAI USAR NA CAMPANHA


CAMELO, PRECISA-SE!

O FILHO DA MUSA


Filho de musa e de rei, ele era o mais talentoso músico entre os mortais e imortais.
Os pássaros paravam de voar para o escutar e os animais selvagens tornavam-se calmos e dóceis. Possuía o poder extraordinário e sobrenatural de conseguir fascinar, com o seu canto e doces melodias. Toda a natureza o ouvia, extasiada e o sol dançava.
As árvores balançavam-se ao som da sua música, procurando captá-la no vento.
Casou com Política, mulher madura, na esperança de ter uma vida fácil, governando e governando-se, mas tal não foi possível. Ela era séria demais e recusava as atenções desse marido que quis enganá-la e aproveitar-se da sua condição de mulher rica, bonita e atraente.
Ao tentar escapar-se, Política é abraçada por um polvo gigante que lhe ceifa a vida. E ele, filho de musa, ficou transtornado. Levando a sua música, entrou no mundo dos mortos para trazê-la de volta. Cantou uma canção pungente e emocionada e convenceu o povo a levá-lo ao colo, adormecendo cérebros e avivando tormentos.
E o povo, convencido, lá o deixou entrar no seu reino e ele chorou lágrimas de crocodilo, dias e dias, a fio.
Comovido, o rei dos mortos atendeu o seu desejo e devolveu-lhe a sua amada.
Política poderia voltar ao mundo dos vivos. Mas com uma condição: que ele não olhasse para ela, enquanto não chegasse à claridade.
E ele, filho de musa, atravessou, dançando, o escuro reino da morte, tocando músicas de alegria e celebração.
Política não resistiu. Esfumou-se na escuridão e o seu grito ainda hoje ecoa, no triste Reino dos Mortos.

MACACADAS


Um dia destes, ia eu maravilhosa pela calçada, gostosa, confiante e saltitante, na Avenida Alfredo da Silva, ali para a zona chique da cidade e eis senão quando me passa à tangente pelo rosto, um belo de um "ovo estrelado" lançado pelo condutor de uma viatura que se imobilizou mais à frente, nos semáforos.
Escusado será dizer que armei o maior "barraco" com o dito cujo e dei asas ao meu vocabulário vernáculo-portista em dia de jogo com o Benfica.
O homenzinho ignorou-me, pura e simplesmente. Enquanto o sinal não abria, pôs-se a tirar "macacos" do nariz e com um ar prazenteiro olhava o "tesouro" que veio agarrado àquela unhaca compridona do dedo mindinho, antes de colar o "burrié" algures dentro da viatura.
Quando arrancou e à laia de despedida, atirou pela janela do lado do pendura, certamente no intuito de me atingir, uma lata vazia de coca-cola que foi parar dentro de um carrinho de bébé, no passeio.
Agora pergunta-se: por que motivo o Código da Estrada não contempla lições de civismo e de urbanidade?
Deveria ser proibido o uso da unhaca do dedo mindinho, para tirar "macacos" do nariz e os polícias do Barreiro deveriam ter permissão para furar os pneus a quem estacionar em cima dos passeios, das passadeiras e em frente às bocas de incêndio.
Só assim se disciplinaria o trânsito, o estacionamento e as acessibilidades