domingo, 1 de julho de 2007

MACACADAS


Um dia destes, ia eu maravilhosa pela calçada, gostosa, confiante e saltitante, na Avenida Alfredo da Silva, ali para a zona chique da cidade e eis senão quando me passa à tangente pelo rosto, um belo de um "ovo estrelado" lançado pelo condutor de uma viatura que se imobilizou mais à frente, nos semáforos.
Escusado será dizer que armei o maior "barraco" com o dito cujo e dei asas ao meu vocabulário vernáculo-portista em dia de jogo com o Benfica.
O homenzinho ignorou-me, pura e simplesmente. Enquanto o sinal não abria, pôs-se a tirar "macacos" do nariz e com um ar prazenteiro olhava o "tesouro" que veio agarrado àquela unhaca compridona do dedo mindinho, antes de colar o "burrié" algures dentro da viatura.
Quando arrancou e à laia de despedida, atirou pela janela do lado do pendura, certamente no intuito de me atingir, uma lata vazia de coca-cola que foi parar dentro de um carrinho de bébé, no passeio.
Agora pergunta-se: por que motivo o Código da Estrada não contempla lições de civismo e de urbanidade?
Deveria ser proibido o uso da unhaca do dedo mindinho, para tirar "macacos" do nariz e os polícias do Barreiro deveriam ter permissão para furar os pneus a quem estacionar em cima dos passeios, das passadeiras e em frente às bocas de incêndio.
Só assim se disciplinaria o trânsito, o estacionamento e as acessibilidades

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