sexta-feira, 6 de julho de 2007

MATERNIDADES



O lema deste Governo tem sido a extinção em vez da reabilitação, requalificação e integração.

Em Portugal não temos política social e económica. Existe uma incapacidade, desleixo e incompetência nessas áreas, a juntar ao desrespeito pelas nossas raízes.

O fecho das maternidades vem na onda do PRACE, o famoso programa de reestruturação da Administração Central, que propôs o encerramento selvagem de muitos organismos, tendo em vista apenas a redução do défice, a todo o custo, não se olhando a meios para atingir fins.

A vida em comunidade, o bem-estar, a natureza, a cultura, a ciência e a saúde, já para não falar do bem supremo que é a humanização, são uma realidade a que cada vez menos cidadãos têm acesso.

A decisão de encerramento das várias maternidades, irá criar uma realidade virtual em termos de povoamento, porque irá fomentar mais zonas mortas, já de si desertificadas, em benefício de outras áreas que verão assim acrescido o seu fluxo populacional. Consequentemente haverá Câmaras mais beneficiadas que outras, em termos de atribuição de verbas e de outros benefícios, com base na densidade populacional, porque as crianças nascidas no seu concelho serão, para todos os efeitos, seus munícipes.

Com tanta engenharia económica, geográfica e demográfica, muita sorte teremos se este Governo não promover, a curto prazo, dando incentivos fiscais para o efeito, um programa de esterilização em massa, para homens e mulheres, para se acabar com os nascimentos e com a polémica do encerramento das maternidades.
Não havendo grávidas, não haverá maternidades e se não há bebés, encerrem-se também as unidades de pediatria e os hospitais pediátricos.

E já agora transformem também os hospitais psiquiátricos em SPAS e os lares de terceira idade em Clubes VIP, só para aqueles que puderem pagar. Os outros que vão para a vizinha Espanha e morram por lá.

Tudo isso em nome do santo défice e da incompetência que nos governa.

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