segunda-feira, 20 de agosto de 2007

REFLEXÕES - MERCADO DA VERDERENA



Antes de partir para mais um ano de trabalho, não posso deixar de reflectir sobre o Barreiro e as suas gentes e sobre as influências que as boas ideias têm nas mentes sórdidas da cidade.

Por ter apoiado esta causa, tenho recebido mails e mensagens de fazer corar a melhor estrela de hard-core. Mas não me arrependo. Lutarei sempre pelas boas causas e nunca me deixarei intimidar pelos néscios.

A vaca, na religião hindú, é um animal sagrado.

Vou contar uma história que, espero, sirva de reflexão a todos aqueles que me têm bombardeado com insultos que em nada me afectam, porque eu sou um osso duro de roer.

Ao Dr. Cabós Gonçalves, dono da ideia, e a todos os outros que a apoiam, ficam os meus sinceros votos de sucesso e de que o Mercado Marquês de Pombal seja uma realidade, a bem do progresso, da solidariedade e da justiça social.


Lá longe estarei a torcer para que o Barreiro se reconcilie com a sua história.

" Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso,
que se dedicava a ensinar zen aos jovens.
Apesar da sua idade, corria a lenda de que ainda
era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido pela sua total
falta de escrúpulos, apareceu por ali.
Queria derrotar o samurai e aumentar a sua fama.

O velho aceitou o desafio e o jovem começou a insultá-lo.
Chutou algumas pedras na sua direcção,
cuspiu-lhe no rosto, gritou insultos, ofendeu os seus ancestrais.
Durante horas fez tudo para provocá-lo,
mas o velho permaneceu impassível.

No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado,
o impetuoso guerreiro retirou-se.

Desapontados, os alunos perguntaram ao mestre
como é que ele pode suportar tamanha indignidade.

- Se alguém chegar até ti com um presente,
e não o aceitares, a quem pertencerá o presente?
- A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos.
Quando não são aceites, continuarão a pertencer a
quem os transportava consigo.

A tua paz interior depende exclusivamente de ti.
As pessoas não podem tirar-te a calma.
Só se tu permitires... "

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