terça-feira, 11 de setembro de 2007

BARREIRO SEX BOMB



Isto das mulheres se juntarem no “corte” é uma coisa muito perigosa. Toda a gente é unânime em afirmar que somos pior que os homens e até já há quem diga que também ejaculamos e temos próstata.
Sinto-me feliz! Já não nos falta nada. Bonitas, inteligentes e com “ tusa”.
Uma colega minha, durante a leitura dos anúncios eróticos do Correio da Manhã, descobriu uma palavra nova: pinguelinho. Duas tipas anunciavam ter um pinguelinho grandíssimo.
Assim mesmo.
Ficou curiosa.
"O que será um pinguelinho", perguntou-me ela.
“E, por oposição, haverá pinguelinhos pequeninos?”
“Imagino que não seja nada bom ter um pinguelinho pequenino”.
Não consegui reprimir uma gargalhada. Esta minha colega, apesar de ter a experiência profissional e a mesma formação académica que eu tenho, e lidar com todo o tipo de pessoas nas oficiosas, não sabia o que era o clítoris em versão relax.
E o pior de tudo é que chamou a atenção dos nossos colegas gandulos e sabidolas, sempre prontos para uma boa brejeirice, que entraram na conversa a matar.
Como sou moçoila de resposta pronta e raciocínio rápido, raramente fico a perder e todos eles são unânimes em considerar-me boa de língua.
Tive sempre a preocupação de me documentar sobre todos os assuntos e o mundo “relax” sempre despertou em mim curiosidade, não pela matéria em si mas pelo mundo fascinante do amor a metro e ao quilo, que ele engloba e as suas motivações sórdidas. Posso dizer que sou uma “expert” na matéria.
Os noticiários referem que os bordeis estão em crise e que há alguns a levar quinze euros pelos seus serviços.
Dizia-me uma cliente apanhada numa rusga, que o segredo reside em fazer crer aos otários que são os únicos, os maiores e se possível fazer-lhes acreditar que é a a primeira vez que o fazem. Essa rapariga põe anúncios a pedir uma companhia por ser casada, carente com o marido ausente. Os otários aparecem às resmas e ela vê-se grega para gerir o tempo e a passarinha. Confessou-me que é o próprio marido que coloca os anúncios no jornal e lhe saca a massa toda que ganha nessa vida.
Uma outra, brasileira, confidenciou-me que se prostitui porque é a forma mais fácil de ganhar dinheiro. Num dia chega a ganhar quinhentos euros e como não tem chulo, tem uma vida boa. Queixa-se dos velhos jarretas e dos tarados que tem de aturar e a quem tem de fazer crer que são os super lá do sítio, quando na realidade se sente confrangida porque a maior parte deles já não vai lá, de tão despencados e murchos que estão. E como tempo é dinheiro, em vez de uma hora pagam duas ou três, para não ficarem mal vistos.
Analisando a redacção da maior parte dos anúncios, verificamos que também nessa área se assiste a uma certa sofisticação.
Confesso que já não entro com os meus sobrinhos numa confeitaria a pedir chupa-chupas em voz alta, nem convido o meu director a dançar uma espanholada, nem tampouco vou à ourivesaria escolher um broche.
Quando vou ao ginásio evito pronunciar a palavra “fist” e faço os possíveis para que no Bingo não me calhe o cartão com o número 69.
Já não ofereço botões de rosa a ninguém, nem beijos negros, não me ponho a apanhar chuva dourada nem convido ninguém a dançar minuetes.
Andar a cavalo, nem pensar, por causa do pingalim e, simulações, essas só no Totta ou no BES.

Mas o que me lixa mesmo é aquela história do bum-bum guloso e da matulona índia e peluda no Barreiro.

O que haverá de doce em tanta javardice e degradação pessoal?






Sem comentários: