domingo, 23 de setembro de 2007

A NEURA



Hoje estou como o meu vizinho do Barreiro Velho. Estou com o Amok. Estou com uma neura, que nem sei. Acho que o primeiro que me diga algo que eu não goste, vai levar com aquilo que está acumulado, e que nem eu própria sei bem o que é.
Até nem acordei mal disposta e, até às 10 horas, o dia nem me correu mal. A partir daí foi sempre a descer. Foi o meu vestido que não chegava da costureira, foi a Net que teimou em não querer nada com a minha nova casa, foram coisas que por causa disso ficaram por fazer.
Só faltou mesmo vir o cão do VTM e mijar-me nos pés. Até do trabalho não me largam a molécula. Chamam daqui, refilam dali, favor dacolá, irra. Tirem senha, vão para a bicha, mas não me moam o capacete.
Há dias assim, eu sei, mas também há dias melhores e é desses que eu gosto. Quando sou eu que controlo as minhas coisas. Faço os meus horários, distribuo o meu trabalho pelas diversas fases do dia. Sinto-me frustrada, danada, irada, chateada e outras coisas acabadas em "ada" ou "ida" sempre que me sinto ultrapassada pelos acontecimentos, mesmo que eu não tenha responsabilidades na ultrapassagem.
Se calhar, se me encostasse a uma parede, lhe desse 3 ou 4 murros, chamasse uns quantos nomes feios que o pudor e os bons costumes deste blog não me permitem reproduzir e a seguir fosse fumar um charro e beber um café, descansadamente, se calhar até me aliviava, mas não sou capaz. Arriscava-me a ficar com a fama de ser ainda mais doida do que as pessoas já me acham.
Bem, já desabafei mas os meus colegas voltaram a ligar-me por nada e o outro continua a dar-me música no telemóvel. Desamparem-me a loja. Não conhecem mais nenhum nome?
Há pouco tempo escrevi um post, onde falava sobre Beijos Negros. Meu Deus, que fui eu fazer...
Recebi alguns mails a tratar-me de um modo que não gostei e decidi apagá-los.
Não, não eram daqueles com asneiras, mas sim algumas belas flores deste jardim global que se sentiram atraiçoadas por mim. Diziam que não estavam à espera e tal, que os meus outros posts eram bem diferentes e que de um momento para o outro agora só falava de sexo.
Ora bem, vamos a ver se nos entendemos: eu não sou a Madre Teresa de Calcutá. Eu escrevo para mim e quando criei este blog foi porque estava a passar uns maus dias e precisava de uma terapia assim. Se alguém ler os meus posts e gostar, ainda bem, se não, paciência. Mas não me venham dizer que não devo escrever sobre sexo, porque não tem nada a ver comigo.
Como é que sabem disso? Conhecem-me???

Aos meus leitores que dizem não ao sexo nos blogs, dedico-lhes a imagem com que ilustrei este post.

Inté!

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