sábado, 29 de setembro de 2007

QUE VENHA O DIABO E ESCOLHA!



Dei voltas e mais voltas e não me ocorreu uma, uma única, solução para este caso. Quem puder dar uma ajudita aos aflitos, julgo que será benvindo.
Que sorte lhes saiu na rifa!
O que houve para escolher, afinal?
É caso para dizer: dos dois, venha o diabo e escolha!
O PSD já demonstrou, mais que uma vez, não conseguir libertar-se do seu karma e, como não resta aos militantes outra alternativa credível, ou votam ou abstêm-se. No caso de optarem pelo segundo procedimento, eles contribuem para que seja eleito aquele que tem a mais duvidosa representatividade eleitoral.
Em primeiro lugar, a classe política portuguesa é constituída por portugueses. Não é nenhum corpo estranho que se incrustou na nossa sociedade e lhe está a devorar as entranhas. Os militantes dos partidos e os políticos, somos todos nós: vêm de nós e somos nós que os elegemos.
O PSD como todas as outras forças politicas tem necessariamente de levar uma "vassourada" interna de modo a remover os instalados e aproximar-se dos interesses da população. Só quando existe afinidade se ganham eleições. Este Partido tem nos seus quadros actuais, os ex-Jotas que hostilizam qualquer renovação, pois consideram ter chegado a sua altura de ser poder, não pelas suas competências, ou por mérito, mas sim por compadrio. Estas são as equipas que rodearam Marques Mendes e Felipe Menezes, ao longo de toda a campanha para líder do partido.
Felipe Menezes “partiu a loiça” e ganhou. Agora terá forçosamente que ir buscar novos quadros por mérito e esta é, quanto a mim, a questão crucial. Será o fim dos direitos adquiridos e dos baronatos, conforme ele preconizou durante toda a campanha. Mas será também o princípio do fim de um partido que se pretendia como alternativa credível, porque Felipe Menezes sempre fez e fará oposição ao seu próprio partido. Quem não se lembra da célebre contenda “Sulistas, elitistas e liberais”?
Não lhe restará outra alternativa que não seja a de ir colando os cacos e esperar, até que Rui Rio avance, em toda a sua plenitude, no ano de 2009, que será então o ano da Graça do Partido Social Democrata.

Sem comentários: