domingo, 28 de outubro de 2007

ALÔ! ALÔ!



As escutas telefónicas em Portugal são o pão-nosso de cada dia. Metade do país encontra-se sob escuta. Pelo menos é o que tenho lido em dois jornais portugueses que assino religiosamente e recebo aqui em terras de Sua Majestade, El Rei D. Juan Carlos de Bourbon.
O caricato da questão é que as escutas estão a ser feitas ilegalmente, à revelia de quem quer que seja e ao arrepio da "Grundnorm".
Por isso, caros compatriotas, toca a interpôr providências cautelares, no sentido de as polícias começarem a ajudar no pagamento da conta de telemóvel, a quem fôr escutado. Sim, porque isto de ter acesso aos segredos mais íntimos de cada um, de borla e a seco, tem que acabar.
A Gente, a Lux e a Caras, certamente que pagariam muito bem para "cuscar" as conversas que as nossas forças de segurança escutam à borlix.
Não é justo!
Da próxima vez que falar ao telefone ou ao telemóvel com alguém e, quando digo alguém, estou a pensar em alguém muito especial, vou tentar negociar com o elemento da escuta: se quer na minha casa ou na dele, porque de certeza que o homem já está de calças em baixo, a imaginar que me está a saltar para cima.
Só assim se compreende o motivo de tanta escuta telefónica. É uma forma de voyeurismo, de taradice sexual, legitimada ao arrepio dos preceitos Constitucionais.


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