quarta-feira, 10 de outubro de 2007

TRISTEZA



A tristeza faz-nos viver a vida em lume brando.
Todo o movimento é penoso e a palavra de ordem é a lentidão.
Quase sempre, a tristeza começa com uma perda.
Perda de afectos, emprego, estatuto, casa, cidade, alguém, ou um objecto, o que nos faz sentir sozinhos e abandonados.
Apesar disso, a tristeza não é negativa. Com ela paramos para pensar e fazemos uma espécie de retiro espiritual.
Assim, poderemos aprender a evitar situações semelhantes àquela que nos causou a dor.
A tristeza também nos protege da agressividade dos outros e remete-nos para dentro de nós.
Quando a tristeza se apodera definitivamente de nós, entramos na espiral da depressão e pode acabar mal.
A tristeza é parente da melancolia e do tédio.
Para acabar com ela, é preciso reflectir, procurar o apoio dos outros e deixar que o tempo sare algumas feridas.
A tristeza também tem como sinónimo o vazio e enquanto o vazio dominar a nossa existência, não haverá espaço para o entusiasmo nem para a alegria.
O vazio tem cura. Basta enchê-lo com afecto.
E o afecto não se força, sente-se.

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