sábado, 10 de novembro de 2007

O MAGUSTO



Hoje é mais uma véspera de S. Martinho.
Por estes lados, vou fazer a festa, deitar os foguetes e apanhar as canas, se fôr preciso.
Convidei alguns portugueses amigos e, como não podia deixar de ser, a maior parte dos meus colegas de trabalho, de outras nacionalidades.
Esta noite vou ter, como convidados, dois espanhois, cinco noruegueses, um alemão e uma nepalesa gaga.
O magusto terá início às oito da noite e prolongar-se-á madrugada dentro, até que todos estejam saturados da companhia uns dos outros.
É cansativo ter de pensar em português e falar outras línguas simultaneamente. Mas o exercício compensa porque ficamos sempre com a consciência de que somos capazes.
A ementa, essa, escolhi-a de acordo com as preferências dos lateiros portugueses: bacalhau assado na brasa, com batatas a murro, caldo verde e arroz doce para a sobremesa. O vinho será Muralhas de Monção e para quem preferir tinto, optei por um Periquita. Não bebo, mas sei escolher vinhos. É um talento inato. Talvez noutra encarnação eu tivesse sido uma grande "borrachola".
As castanhas serão comidas à ceia, assadas e cozidas com erva doce, conforme o gosto, acompanhadas com jeropiga verdadeira e ginjinha, mandadas vir de propósito de uma aldeia do Norte de Portugal.
Acrescentei o meu toque pessoal de servir a jeropiga e a ginjinha em chávenas de chocolate, o que confere um sabor requintado a ambas as bebidas. Se alguém nunca experimentou, que o faça, porque ficam simplesmente deliciosas.
Os meus amigos dizem sempre que gostam que seja eu a organizar os eventos, porque sou toda cheia de paneleirices requintadas, que sabem bem e fazem bem ao ego (deles, está claro), porque se sentem distinguidos pela forma como recebo toda a gente.
São sete horas e já tenho quase tudo pronto, para receber a "marabunta".
Acho que vai ser um sucesso.
Desejo a todos um Bom S. Martinho.

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