quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

"RECEITA DE ANO NOVO"



"Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre."

Poema de Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

REMODELAÇÃO - NOVA GERÊNCIA



Aproxima-se o ano de 2009 e com ele novos desafios para a minha carreira.

Cheguei a uma nova etapa da minha vida e há que aproveitar as oportunidades, se não quiser estagnar e marcar passo.

Já há um tempo que não ando por aqui. Não tenho tido oportunidade.

Dia 31 vou despedir-me de 2008, no mar de Sesimbra, mergulhando com amigos de longa data, que não sabem que será a última vez que o farei, nos tempos mais próximos.

Possivelmente nem irei retomar o blog.

Está na altura de ir mais longe. Está na altura de sedimentar os meus conhecimentos e fazer o doutoramento.

Vou fazê-lo fora de Portugal, naquela área que sempre me foi muito cara e que não vou dizer qual é, porque entretanto posso mudar de ideias.

Vou deixar o sinal de "Blog em Obras", porque um dia destes até me pode dar na cabeça vir aqui "pregar uns pregos", se a saudade bater.

Não é nada definitivo.

Tanto pode ser um até já, como um adeus, ou os dois juntos.

A gente vai-se vendo por aí.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Ne Me Quitte Pas


Segunda-Feira-6052

domingo, 21 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL!


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DESEJO A TODOS OS MEUS AMIGOS, UM SANTO E FELIZ NATAL.

TUDO DE BOM!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

GRANDE ENTREVISTA



E GRANDE MANEL!

Adorei quando ele disse à Judite de Sousa que em eleições do PS, houve lares de idosos e empresas de construção civil a votar e que só agora, há pouco tempo, soube disso.

Bora lá, Manel. Vamos pôr a boca no trombone.

Falta o resto, que eu sei que tu sabes aquilo que eu sei.

MENSAGEM



Ó Pázinho, hoje estou muito cansada e não estou com disposição para responder ao teu mail.

És um querido chamares-me "Princesa Encantada".

A sério!

Adorei o Poema.

Adoro os Poetas Parnasianos.

Vou pensar no teu caso.

Passei muitas vezes em frente à tua "República", ali para os lados da Filantrópica.

Saudações académicas para ti.

sábado, 13 de dezembro de 2008

ARRUMOS



Sempre que se aproxima o Natal, tenho quase como certa a tarefa de me pôr a arrumar tudo aquilo que ao longo do ano vou encafuando nas gavetas, nas despensas, nos armários, em tudo o que dê para fechar e dar a impressão que está tudo muito "arrumadinho".

Já comecei pelos livros e pelos CD's. Ao longo do ano tenho muitas ofertas de editoras que me oferecem livros e discos e nunca cheguei a saber porquê. Conheço-os mal, não tenho grande intimidade com a maior parte deles, mas eles lá me vão enviando as suas obras que eu, por não ter tempo para ler nem ouvir tudo, vou guardando, na esperança de um dia poder sentar-me descansadamente a ler e a ouvir música.

É também nesta altura que tenho muitas solicitações de organizações de cariz social que pedem ajuda para poderem prosseguir os seus objectivos.

Já enviei a primeira remessa para uma associação barreirense, cujo presidente foi amigo e funcionário do meu avô nas oficinas da CUF. Uma caixa de CD's e romances novinhos em folha. Jazz, hip-hop, fado, folclore e os romances todos de Nicholas Spark (que detesto), Irwing Wallace, Hemmingway, etc., etc.

Dantes oferecia-os a uma pessoa de quem gostei muito. Agora atiro-os para um canto e espero que se amontoem para oferecê-los na primeira oportunidade à primeira pessoa que precisar deles.

O mesmo se passa com as roupas.

Sou moçoila que compra por impulso. Passo numa loja e se gosto de qualquer coisa, compro mesmo sem antes experimentar. O resultado é montes de roupas e de sapatos novos que fazem a alegria de muitas pessoas, nesta altura do ano.

Mas há uma coisa que me entristece.

A observação que me fazem sempre e que eu acho canalha: "Tem a certeza que quer dar isto? Está tudo novo. Nem sequer foi estreado.".

Fico com um frio na barriga e quase que me apetece chorar.

Eu, que já deixei de chorar há muitos anos atrás.

DOCE DE ABÓBORA



Há dias em que paro um pouco para descansar.

Hoje foi um desses dias.

Mas, como sempre, tive de arranjar algo para fazer.

Sou hiperactiva por natureza. Nasci de traseiras e saltei lá de dentro como se fosse uma rolha de garrafa de champanhe. Quem assistiu, disse que nunca tinha visto nada assim.

Não consigo estar parada, sem fazer nada.

Fui até à cozinha e dei de caras com as abóboras da D.ª Mimi.

A D.ª Mimi é a senhora que me ajuda, há mais de 15 anos, nas lides da casa e tinha 2 abóboras reservadas para fazer doces de Natal.

Eu fui-me a elas e resolvi fazer doce de abóbora, sem nunca ter feito nada de doces na minha vida. Ninguém é perfeito e eu para culinária não tenho grande jeito. Prefiro lavar loiça e arrumar a cozinha.

Segui à risca uma receita que era da minha falecida avó paterna.

Meti o doce todo em frascos que fui comprar, de propósito, para o efeito.

Lá dentro de cada frasco misturei nozes e pinhões.

A D.ª Mimi ia tendo uma apoplexia quando deu por falta das abóboras e viu a "sua" cozinha toda de pernas para o ar.

Eu peguei na chave do carro e pirei-me, só para não a ouvir.

Quando cheguei a casa, à noite, tinha uma bela torta feita pela D.ª Mimi, recheada com o doce de abóbora que eu pensava ter ficado uma porcaria.

Acho que, de castigo, ela vai pôr-me a comer doce de abóbora durante os próximos dez anos.

Só que ela ainda não sabe que eu adoro doce de abóbora.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O VOTO SENTIDO



Há coisas que eu nunca faria na vida.

Uma delas seria votar no Partido Socialista, em 2009.

Outra delas, era ser sócia do Futebol Clube do Porto.

Preferia ser lésbica.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

FIM DE ANO MALUCO



OK, eu prometo que vou estar novamente em Sesimbra, a festejar a entrada de 2009.

Não era preciso insistir.

Eu já sabia.

Mas depois vou direitinha para a minha caminha, porque isto de mergulhar em pleno Inverno, com um grupo de malucos, não é fácil, porque já estou a caminho da 3.ª idade.

Beijos à malta e já sabem que podem sempre contar comigo.

KANDAHAR



Já faltam poucos dias para terminar o 1.º Semestre.

Hoje fiquei apreensiva.

Um dos meus melhores alunos de Fiscal I, militar de profissão, vai para Kandahar no Afeganistão, logo a seguir ao Natal.

Por isso vai deixar o Curso de Direito.


Perguntei-lhe se valeria a pena desistir do seu sonho de ser magistrado, para ir fazer uma guerra que não é nem nunca foi a sua.

Disse-me que sim, que valia, porque vai ganhar o suficiente para comprar a moradia dos seus sonhos, daqui a pouco tempo.

Fiquei a pensar.

Ontem fugiam para França, a salto, para escaparem à tropa nas antigas colónias. Diziam que era uma guerra injusta e que não queriam morrer em vão.

Hoje militam numa guerra que não é deles e esquecem-se que podem morrer ali ao virar de uma esquina, atingidos por um fundamentalista qualquer.

Será que a vida, afinal, tem um preço?

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

SENSAÇÕES



Aproxima-se o Natal.

Não gosto nada do Natal. Nunca gostei.

Lembro-me sempre daqueles que nada têm.

Lembro-me de todos aqueles que, de uma forma ou de outra, já partiram.

Esqueço-me de tudo aquilo que gostaria de recordar e não quero.

Para quê o Natal?

Um marco no tempo?

Ou a incapacidade de sermos nós?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

"CURRICULUM"



Ando com uma crise existencial.

Há muito que não me dava semelhante.

Hoje, ao actualizar o meu "curriculum vitae", dei comigo a pensar:

"Meu Deus, por que será que cá em Portugal tenho a sensação de ter cadastro, em vez de curriculum?".

Acho que vou ter de consultar um colega psicólogo.

Há coisas no mínimo estranhas, que me fazem pensar .

E logo agora que eu pensava estar a amadurecer.

Em vez disso, acho que estou a ficar senil.

Quem sabe?

sábado, 29 de novembro de 2008

AS VERDADES DA MENTIRA



Há várias espécies de mentiras: as maldosas e as outras. Todas resultam do facto de sermos seres imperfeitos e inacabados, ontogeneticamente falando.
Desde muito cedo aprendemos a mentir. Ainda de tenra idade, os pais, os avós e aqueles que nos rodeiam e acompanham de perto, ainda que de forma involuntária, ensinam-nos as vantagens da mentira, através de pequenos gestos e histórias que, de forma mais ou menos persistente, nos irá marcar.
Mal começamos a balbuciar as primeiras palavras e a demonstrar algum discernimento, começam por impingir-nos a existência do Pai Natal, fazendo-nos acreditar que será ele que, em função do nosso bom comportamento, nos irá premiar com presentes. Um embuste e uma chantagem psicológica que se prolonga no tempo e que raramente vem só.
Quantos de nós não se aperceberam, em crianças, das piedosas mentiras maternas para legitimar as ausências de um pai? Quantos de nós não evitámos dizer à antipática tia que o beijo lambuzado dela é repulsivo? Quem nunca demonstrou uma alegria fingida, ao receber um presente inútil de Natal ou de aniversário?
Apesar de todos estes exemplos fazerem parte, directa ou indirectamente, do trajecto de vida de cada um de nós, raramente nos questionamos sobre estes aparentemente inofensivos logros, ilusões ou omissões, admitindo que também servem de modelo a futuras mentiras que se vão tornando cada vez mais sofisticadas ao longo da vida.
Em vários momentos da nossa existência mentimos, jogando com as palavras, contendo gestos, assumindo uma maneira de ser mais ou menos apropriada, em função e de acordo com a conveniência.
A mentira maldosa é ignóbil. Normalmente traduz-se no boato e na difamação. Quem a pratica, age sempre de má fé, apenas com o intuito de prejudicar o próximo e, muitas vezes, nem tem consciência da leviandade e da gravidade desse acto, nem das suas consequências.
São tantas as possibilidades de escamotear a verdade que o mais prudente seria olharmos para o ser humano com total desconfiança. Pelo menos até prova em contrário.
Existem outras formas de mentira, como, por exemplo, a mentira institucional, proveniente dos políticos e dos programas de Governo. São mentiras esperadas e socialmente reconhecidas mas, mesmo assim, têm um peso de verdade. Frases como “Não há crise em Portugal”, “O desemprego baixou” ou “A inflação está a diminuir”, tornaram-se tão banais e comuns, como todas aquelas fantasias que nos impingiram em crianças.
Todas as mentiras, desde a mentira de dizer “bom dia” quando queremos desejar o contrário, passando pela mentira de consolar um rival, pela mentira afável de comentar que aquela camisa horrorosa, de cor rosa e aquelas pulseiras de mariconço, ficam muito bem a determinado amigo, da existência do Pai Natal, da Fada dos dentinhos de leite e terminando na mentira por omissão, seja ela médica, política ou de qualquer outra índole, demonstram que a mentira está presente em todas as classes sociais e em todas as circunstâncias da vida.
Exceptuando a mentira maldosa, uma das razões mais comuns para mentir é a insegurança ou a baixa auto-estima, pois a mentira passa para os outros uma imagem de nós próprios, muito melhor do que aquela que realmente possuimos, no intuito de causarmos boa impressão.
Ainda que sentir medo e insegurança faça parte da natureza humana, fingimos que tudo está sob controlo e que nada nos abala, para ocultarmos as nossas fragilidades. Mentimos para não parecermos frágeis e inferiores, diante daqueles que julgamos fortes.
Neste palco diário, alimenta-nos o círculo vicioso da dissimulação. Mentir é um recurso fácil de utilizar, ainda que haja o permanente risco de se ser descoberto.
Não seria mais fácil admitirmos que somos seres contingentes e que não há nada que nos proteja das incertezas do futuro?
A verdadeira vida do Homem é o caminho que ele percorre desfazendo-se das mentiras que lhe foram impostas pelos outros e que ele absorveu como se fossem verdades. A verdade é algo que não pode ser conquistado, porque ela existe efectivamente, vale e vincula, independentemente da atitude que perante ela possamos tomar.
Só a mentira é que tem de ser rejeitada e afastada, pois no momento em que esta desaparece, a verdade transparece, porque só ela é a realidade pura.
Por tudo isso e porque a nossa experiência nos tem demonstrado que “é mais fácil apanhar um mentiroso que um coxo”, deviamos repensar a nossa forma de estar na vida e de nos relacionarmos com os demais, com vista a sermos pessoas de bem.
Por que não ousarmos ser autênticos?
Talvez o Mundo fosse melhor.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

OS MEUS MENINOS MUITO QUERIDOS



Foram todos meus alunos.

São jovens excepcionais, muito bons alunos, que entraram este ano na Universidade.

Estou muito orgulhosa deles.

Um beijo.

Lá estarei na Vossa festa de Fim de Ano, a cantar convosco, como sempre.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

PORQUE SIM!



Não é resposta que eu goste de dar.

Quem me conhece sabe que tenho sempre resposta e justificação para tudo.

Um colega meu, hoje, intrigado, perguntou-me por que motivo, ao criar o meu blog, não enveredei por um formato científico, bem comportado, uma vez que tenho formação académica em três áreas que poderiam ser uma mais-valia, no caso de eu querer compartilhar o meu saber e a minha experiência com o resto do mundo.

Respondi-lhe que fosse ter juízo.

Então eu que passo a vida agarrada aos livros, trabalho que me farto, ia agora gastar o meu tempo livre a dissertar sobre coisas que não divertem ninguém?

Nem pensar!

O meu colega ficou assustado porque lhe prometi um "post" sobre bonecas insufláveis.

É um assunto que me fascina, esse das tais bonecas insufláveis.

Aquele ar apático das moçoilas de plástico, com a boca aberta e ar rígido, faz-me pensar logo na Misericórdia do Barreiro.

Acho que no Natal vou enviar algumas de presente ao Freire Juliano, para as distribuir pelos velhotes e quiça por ele próprio e pelos outros que a gente sabe.

Por isso, caro colega, vais ter de me gramar.

O mais que podes fazer é assobiar para o lado e fingir que não me conheces de lado nenhum.

sábado, 22 de novembro de 2008

ONDE ME SINTO BEM E OS MEUS SONHOS ACORDAM



Sou uma pervertida.

Nas noites geladas ligo o aquecimento e deito-me com os meus dois Andrades.

Devoro-os noite após noite, na minha cama macia e confortável.

A Florbela e a Alda também lá estão, a observar-nos, e entram na festa, quando quero variar.

São noites e noites de doces insónias, neste meu quarto.

Acordo de manhã enrolada nas palavras que construiram os belos poemas.

Acordo de manhã desejosa que seja noite.

E deito-me à noite a pensar que te vou encontrar em cada estrofe.

Para acordar novamente e perceber que já não estás.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Já não te lembras, pois não?

26 de Outubro de 2005.

Ainda guardo o bilhete do barco.

Boa sorte para ti.

A gente um dia vê-se por aí
.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

OSLO - Grand Caffé



O meu café preferido, em Oslo.

É lá que tomo o meu chá e como o meu bolo de chocolate, quando o frio me põe as bochechas vermelhas e as mãos geladas.

É lá também que escrevo, nas horas vagas.

Curiosamente só escrevo coisas sobre Portugal. As minhas vivências, os meus desaires, as muitas histórias que vivi e gosto de partilhar.

Tenho sempre a sensação que Ibsen lá está junto de mim a ler e a censurar-me os escritos.

Tenho caixas e caixas de palavras guardadas.

Algumas vou escrevendo por aqui.

Outras irei guardando para quando já fôr velhota.

Mas a maior parte ficará por aí, até que alguém as descubra e deite fora.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

MAIS DO MESMO



Comentando hoje, à hora de almoço, com um amigo de longa data, que por acaso até é socialista, a nova lista dos eleitos para a Federação Distrital do PS, não pudemos deixar de ser unânimes e de chegar a um consenso:

Estamos perante mais do mesmo.

Os mesmos nomes, as mesmas caras que levaram o PS Barreirense à difícil situação em que se encontra.

O Arquitecto não teve coragem de cortar o mal pela raíz.

Dá a ideia que vai ser dada continuidade ao descalabro.

Vi lá "chocolates e contradanças".

Só não vi o porco. Por onde andará o porco?

Vejo lá uma que até há bem pouco tempo era apoiante incondicional e fazia parte das listas de Luis Ferreira, juntamente com o bronco do pai.

Agora está em todas e pelos vistos já virou a "casaca".

A rapariga não perde tempo. Tem a quem sair.

Ao meu amigo que me quer filiar à força, neste PS, eu digo:

"Jamé! Jamé!"

TENHO ORGULHO DE SER PORTUGUESA!

É UMA QUESTÃO DE VALORES.

A MOCIDADE DE ONTEM É IGUAL À JUVENTUDE DE HOJE.

SÓ QUE OS JOVENS DE HOJE JÁ NASCERAM VELHOS E OS VALORES QUE PROFESSAM SÃO EFÉMEROS.

domingo, 9 de novembro de 2008

NÃO VOLTAREI TÃO CEDO.



O que eu temia, aconteceu há momentos.

O e-mail é bem claro.

"...We need you before Christmas. Please come back as soon as you can......".

Já estou com saudades de Portugal, em especial do Barreiro.

Vou fazer os possíveis para passar por aqui, de vez em quando.

Vou ter saudades dos meus alunos, dos meus cães, da minha casa, dos meus amigos e até dos meus inimigos.

Uma certeza eu tenho.

Vou, mas voltarei.

Não importa quando.

Só sei que voltarei sempre.

sábado, 8 de novembro de 2008

A NOVA CATEDRAL



Ultimamente tenho andado com muito pouca disposição para socializar e conviver com outras pessoas, sejam elas amigos ou simplesmente conhecidos.
De há uns tempos para cá, sinto como que uma saturação que não é habitual em mim, pois sempre gostei de conviver, reunir com os amigos, conversar, trocar pontos de vista e pregar algumas partidas.
Vem isto a propósito da inauguração do novo Fórum, para a qual fui convidada, na qualidade de representante de uma empresa associada da minha, com duas lojas abertas naquele local, cujo pessoal foi seleccionado por mim e pela minha equipa de trabalho.
Como não me apetecia ir, fiz os possíveis para me escapar do evento. Mas não consegui. Lá tive de gramar o acontecimento, pese embora o facto de nesse dia estar com uma neura do tamanho de um comboio.
Para não ir sozinha, convidei o meu vizinho Conde do Barreiro Velho a acompanhar-me. Primeiro deu-me uma valente nega, mas depois quando lhe disse que podia levar o seu anel de brasão e o seu smoking, ficou hesitante. Este meu vizinho é mesmo vaidoso.
Combinámos encontrar-nos à porta do meu serviço, em Lisboa. Bastava dar-me um toque que eu desceria logo de seguida.
Assim como assim, quando dei conta, tinha-o no meu gabinete à minha espera. Fiquei admirada porque o segurança não é de deixar subir ninguém que não esteja devidamente autorizado por mim. Mas ele lá conseguiu convencê-lo e o que é facto é que o meu vizinho ali estava, a mexer e a cuscovilhar-me tudo, com aquele seu ar irónico, que o caracteriza. Ficou admirado porque o segurança se levantava sempre que qualquer pessoa falava com ele e tinha as unhas limpas e os dentes brancos.
Foi só o tempo de desligar os computadores, pegar na chave do carro e rumar até ao Barreiro onde tudo se iria passar. Pelo caminho não disse uma palavra que fosse. Eu mirava-o pelo canto do olho e não conseguia disfarçar a curiosidade que senti em relação ao pequeno saco que ele transportava e que tentava esconder de mim, sem êxito.
- Vizinho, posso saber o que leva aí?” “Não me diga que leva farnel. Aquilo é uma inauguração e deve haver por lá comes e bebes. Não havia necessidade de vir prevenido.”
Respondeu-me mal-humorado: “Lá está você a querer controlar-me! Concentre-se na condução e veja lá se não excede os limites de velocidade.” Não liguei. Ele é sempre assim quando lhe peço para vir comigo a algum lugar. Detesta que eu lhe interrompa os pensamentos. Amochei como sempre amocho, quando ele me grita.
Lá chegámos ao local da festa e eu pus o meu vizinho à minha frente, para ver se passava despercebida no meio da multidão. Lá fomos circulando e, a páginas tantas, vi-me na obrigação de controlar o Conde que, ao ver as raparigas prateadas com as antenas na cabeça, rodeadas de comida por todos os lados, quis ir chamar a ASAE e a Polícia Judiciária.
“A vizinha já viu isto?. Isto é um caso de polícia. Pelos vistos vão comer as raparigas e puseram os aperitivos junto ao traseiro delas, para acompanhar.”. E, dizendo isto, enfia-se debaixo da mesa de uma delas, munido do tal saco misterioso.
A moçoila desata a gritar pelo Carlos Humberto que, satisfeito, continuou como se nada fosse, a cumprimentar as altas individualidades. Nisto o meu vizinho saltou lá debaixo, de pedra-pomes em punho, a dizer que as mecinhas tinham as unhas imundas e que era preciso alguém fazer alguma coisa.
Está claro que eu fingi que não era nada comigo. Disfarcei e comecei a circular por entre os convivas, só para ouvir as conversas.
Estava lá uma vereadora vestida “made in China”, com um vestido-quimono, acetinado, de fundo creme, estampado de riscos pretos, castanhos e beiges, com uma écharpe castanha à volta do pescoço e um casaco castanho, ao dependuro no braço esquerdo. Mecinha muito brega, aquela. Mal vestida, de cabelos compridos, sem corte e penteados aos canudos, coisa do século XIX, que já não se usa nos dias de hoje. Tive vontade de lhe deixar a morada e o telefone do meu cabeleireiro, para ela marcar uma sessão e um lifting. Ao lado estava um colega seu, de partido, de casaco desabotoado e segurando um cálice de vinho do Porto como se fosse uma tigela da sopa dos pobres da Sagrada Mansão. Falta de “chá”.
O Papa-hóstias lá estava também, untuoso no seu fato e gravata azul de motorista dos TCB’s, com o seu ar inconfundível de azeiteirola, a tentar falar com o holandês e os outros que não lhe passaram cartuxo.
O novo Padre da Paróquia estava lá também com o seu ar de desportista radical, ao lado da Regina Janeiro que também ia muito mal vestidinha e com os cabelos desgrenhados.
No meio daquilo tudo, quem se safou foram os dois velhotes que não arredaram pé das mesas dos comes e bebes, até ao final. Comiam e bebiam como se aquele fosse o último dia das suas vidas. Gandas velhotes!
O meu vizinho também acabou por se safar bem, pois eu enfiei-o numa das nossas lojas, onde ele, desvendando finalmente o segredo do seu saco misterioso, começou a mostrar as fotos que tirou debaixo da mesa, aos interiores das mecinhas prateadas e das moçoilas que se aproximavam para atacar aquele creme cor de rosa.
O meu vizinho estava muito satisfeito. Não estava feliz, porque isso de felicidade tem muito que se lhe diga.
Assim acabou a inauguração e eu consegui passar despercebida.
Para o ano haverá mais, noutro concelho aqui perto.

O MACACO DA SAGRADA MANSÃO



O bicho por lá anda, pendurado em tudo quanto é galho.

É um macaco poliglota.

Dizem as más línguas que não é só ele que tem o vício.

Será que o outro também já tem calo?

Cala-te boca!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

ACHOU-SE!



Estava encostado à minha porta, quando cheguei a casa, esta noite.

Não tem cartão nem qualquer outra identificação.

Entrego a quem provar pertencer.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

BONS TEMPOS!

Quando eu fazia de pau de cabeleira da minha irmã mais velha e tive de gramar esta música centenas de vezes, enquanto ela dançava e namorava com o actual marido, o meu cunhado preferido, oficial dos Comandos, que não fez como alguns portugueses que se piraram para França e Argel, para fugir à tropa e que agora são os herois desta Cananga sem rumo.

domingo, 2 de novembro de 2008

I'M SO SAD TODAY!



Será isto que restará de nós, quando partirmos um dia?

sábado, 1 de novembro de 2008

PARA TI, RUI



Sentimos muito a tua falta.

Não te perdoo, teres-nos deixado para sempre.

Acordo muitas vezes de noite e imagino-te, sentado no escritório, a ler aquele livro que não chegaste a acabar.

Não tiveste tempo.

Fazes-me falta, amigo.

Descansa em paz!

Hoje, vamos cantar para ti.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O FORUM



Terça-feira fui convidada por uma empresa nossa cliente, para a inauguração do Forum do Barreiro.

Não sei porquê, considero-o um empreendimento que veio cavar um pouco mais funda a sepultura dos pequenos comerciantes barreirenses.

Decidi não ir à inauguração, embora as pressões que tenho recebido, sejam muitas.

Depois acresce o facto de já estar frio e eu não estar com pachorra para paneleirices de inaugurações. Até porque, segundo consta, o estacionamento e as acessibilidades vão ser um caos.

Prefiro ficar neste meu canto, tranquila e aquecida, a ler um bom livro.

Vai haver pessoas que se vão deslumbrar e consumir sem regras.

Vai haver ofertas de descontos, de cartões de crédito sem juros e outras artimanhas que os menos avisados não saberão evitar.

Vai ser mais uma machadada na situação difícil de muitas famílias do Barreiro.

Vou ficar por aqui, no dia 4, e esperar que não aconteça o que estou a prever.

domingo, 26 de outubro de 2008

O JANTAR



Hoje fui jantar ao sítio do costume.

É Domingo e a D.ª Mimi teve o seu dia de folga.

Ainda bem, porque intromete-se sempre naquilo que como ou deixo de comer.

Obriga-me a comer sopa e pratalhadas de comida, eu que até sou um "pisco".

Estou sempre à espera que chegue o fim de semana para não a ter à "perna".

Hoje consolei-me e deixei o empregado do restaurante a falar sozinho e a pensar que sou maluca.

Pedi um bife grelhado com duas rodelas de ananaz e azeitonas com mel. Apeteceu-me molhar as azeitonas em mel, antes de as comer.

Os restantes comensais olhavam-me desconfiados.

Caramba, já não se pode comer à vontade?

Que se lixe!

Para amanhã já estou a pensar em filetes de pescada com bananas fritas e requeijão.

COISAS DO "MANTORRAS"



Hoje acordei às sete da manhã, ao som estridente do meu novo telemóvel, fornecido pela empresa.

Ainda não me habituei a ele o suficiente, para mudar os tons e personalizar algumas funções.

Ia eu dizendo que saltei da cama, esbaforida, com a sensação de estar dentro da Igreja de Notre Dame, a ouvir tocar os sinos, tal era o chinfrin do toque do telemóvel.

Atendi.

Do lado de lá, uma voz histérica debitava frases sem nexo.

Pedi-lhe que se acalmasse e falasse pausadamente.

Falava-me de médico, de clínica e de IVG.

Eu não percebia nada.

Por fim, a senhora mais calma, lá me foi dizendo que o problema era o meu Mantorras e a sua cadela "Fifi", uma caniche de dois anos e que a responsabilidade era minha.

Ora o meu Mantorras até tem estado na quinta de um amigo meu, o Eduardo, que gosta muito dele e quer ficar com o bicho, quando me fôr embora.

Fiquei baralhada.

Ao fim de alguns minutos a tentar perceber a conversa, lá descortinei que o Mantorras se escapou para a vizinha do Eduardo, "saltou" na tal caniche e agora a dona quer que eu mande castrar o cão e que seja eu a pagar a "IVG" da bicha, porque, segundo o veterinário, o Mantorras é um Bull Mastif e as crias, de tão grandes que são, poderão matar a "Fifi", ao nascerem.

Isto só podia acontecer comigo.

Que culpa tenho eu que a "Fifi" seja uma desavergonhada?

Caniche que se preze, não devia "transar" por aí à toa, ainda por cima com um cão daquele tamanho.

Tive pena da dona da "Fifi".

O irmão do Eduardo é veterinário e vai fazer a "IVG".

Castrar o Mantorras é que está fora de questão.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O CASAMENTO



Tenho andado furiosa.

E o caso não é para menos.

Alguém anda a espalhar aos quatro ventos no Barreiro, que vou casar no fim do ano, com um conhecido socialista barreirense, muito mais velho que eu.

O caricato da questão é que nem nos conhecemos pessoalmente e acho até que o senhor é comprometido.

O boato já chegou aos ouvidos da minha família que me tem ligado, muito surpreendida.

O meu pai já se disponibilizou até a arcar com todas as despesas.

Os meus amigos estão em polvorosa e entusiasmados, a pensar na festança.

Ligam-me três e quatro vezes ao dia a perguntar a data e a oferecerem-se para cantar na cerimónia.

Eu estou mesmo furibunda.

Toda a gente que me conhece sabe que, se um dia eu me casar, é porque devo estar completamente bêbeda.

Ninguém tem o direito de dispôr dessa forma do bom nome de duas pessoas.

Se apanho quem se lembrou de semelhante, não responderei por mim.

Mas eu vou descobrir. Olá se vou!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

HERESIA OU ARTE?



O sapo crucificado é uma obra polémica do falecido artista alemão Martin Kippenberger, que a criou no ano de 1990.

Segundo dizem, representa o próprio autor que era feio e alcoólico.

Ainda se encontra exposta no museu italiano de Bolzano, apesar de Bento XVI ter movido o céu e a terra, para que fosse retirada da exposição.

As questões que se põem são as seguintes:

Heresia ou arte?

Hipocrisia ou convicção?

Quem atira a primeira pedra?

O TAROT



Esta coisa de ser uma pessoa ocupada, tem muito que se lhe diga.

Não me esqueci que prometi ao meu vizinho, Conde do Barreiro Velho, uma dissertação sobre o dito, e sobre todas as coisas que normalmente nunca são faladas, quando o assunto é o Barreiro Velho.

Vizinho, não me esqueci de si. Como sou perfeccionista, tenho de estruturar bem aquilo que vou escrever, para sair uma coisa perceptível por todos, já que tenho a fama de escrever, quase sempre, só para alguns e nas entrelinhas.

Por falar em escrever, tenho-me divertido imenso com alguns comentários aos meus artigos no Rostos. Constato aquilo que o meu vizinho me tem dito milhentas vezes: ninguém, ou quase ninguém, entende aquilo que eu pretendo dizer. É patético.

Quando tal, aparece sempre um zé dos anzois que não percebeu nada daquilo que leu, mas que bota escritura como se tivesse entendido tudo, tim tim por tim tim.

Os meus preferidos são os Socialistas ressaibiados. Esses são os que me dão maior gozo, sobretudo porque aparecem sempre uns queridos a defender-me e que lhes dão forte e feio naquelas cabeças. Bem feito. Nem me dou ao trabalho de lhes responder. Leio e rio-me a bandeiras despregadas.

Encontrei, assim, uma nova forma de passar o tempo, graças ao Director Sousa Pereira que, quanto a mim, também não desgosta nada de ver o circo a pegar fogo.

Uma das minhas alunas de Direito Fiscal, é taróloga. Até aqui tudo bem, não fosse o facto de, volta e meia, ela querer prever-me o futuro através das cartas de tarot.

Hoje informou-me que a minha carta de tarot, para esta semana, é a Morte.

Fez-me saber que, apesar de ser uma carta assustadora, é muito positiva e radical e significa grandes mudanças na vida de uma pessoa.

Não pude deixar de pensar: será que é desta que vou ser barbaramente assassinada, no Barreiro, por delito de opinião?

Tudo é possível.

sábado, 11 de outubro de 2008

A ENXAQUECA



Não sei porquê, nunca gostei do termo "enxaqueca". Acho que tem algo de erótico e de pornográfico, ao mesmo tempo.

Hoje acordei às quatro da manhã com uma daquelas valentes.

Por norma, e porque não posso, nunca costumo tomar nada para aquelas dores horríveis. Utilizo o sistema de fechar tudo e enfiar-me na cama, no escuro, até que ela passe.

Como não aguentava mais, desci à cozinha e tomei um copo de leite morno com um Nolotil.

Resultado: acordei às cinco da tarde com a minha empregada e a minha amiga Isabel, debruçadas sobre mim,a pensar que eu já tinha morrido.

A minha amiga cardiologista mais uma vez me passou umas valentes "gáspeas", porque não ligo nada ao controle das tensões arteriais que sou obrigada a fazer diariamente e não faço.

Sou daquelas pessoas que pensam que o nosso destino está escrito em qualquer lado e não adiantará muito fugir dele.

Se tiver de morrer, que seja.

Mas pelo menos ainda queria ver o Benfica campeão.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

FINALMENTE, FIM DE SEMANA!



Já há muito tempo que não ansiava assim tanto um fim de semana.

A semana foi muito dura e difícil de passar.

Fim de ano, balanços, projecções, programações e o diabo a quatro.

Para complicar, as aulas que dou numa Universidade Privada, em Lisboa, ao final do dia, que exigem muito do meu esforço e dedicação.

Hoje de manhã, durante uma pausa para tomar o meu chá, passei os olhos pelo Jornal on-line "Rostos".

Li a moção de solidariedade e de desagravo para com Madalena Alves Pereira do Partido Socialista do Barreiro, que terá sido "ofendida" pela Comissão de apoio a Vítor Ramalho.

Não pude deixar de me rir para dentro, com tanta falta de oportunidade dos subscritores de tal moção.

Os problemas no seio de um partido, quaisquer que eles sejam, entendo eu, deverão ser resolvidos em sede própria e nunca na praça pública, como foi feito.

Alguém, muito bem, mandou retirar o texto do "Rostos", que já contava com dois comentários desfavoráveis, um deles bastante jocoso de uma "Maria Chulé".

Não foi dada qualquer explicação aos leitores.

Pelo teor da moção, verificamos que existe uma grande falta de maturidade política por parte de quem actualmente está à frente dos destinos do Partido Socialista do Barreiro.

Não foi nada bonito de se ler.

Ainda bem que não sou militante de nenhum partido.

Que Deus me guarde de o ser.

Não iria aguentar muito tempo.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

MAIS UM DIA...



Hoje foi mais um dia.

Depois de um dia para esquecer lá na empresa, conheci a minha nova turma de Finanças Públicas, horário pós laboral, e fiquei agradavelmente surpreendida.

A maior parte dos alunos são membros de forças de segurança e oficiais de justiça, com vontade de investir em si próprios e no seu futuro.

Lá lhes fui dizendo que serei sua professora só este semestre, porque estou de partida, uma vez mais.

Os mais atrevidotes tentaram saber o motivo por que me vou embora.

Sem entrar em grandes pormenores, lá fui dizendo que sou nómada por excelência e que só estou bem onde não estou, como dizia o falecido Variações.

Riram-se e ouvi uma voz que disse: "Fique connosco, porque, quem sabe, não encontrará junto de nós o tal local que procura?".

Fiquei a pensar.

Seria tão bom se fosse assim tão fácil.

Tão bom e tão conveniente.

sábado, 4 de outubro de 2008

NAS BRUMAS DE TIMOR



Ontem fui almoçar ao Porto, devido a afazeres profissionais.

Aproveitei a hora de almoço para reencontrar aqueles amigos com quem já não estava há muito tempo e de quem já sentia saudades.

Uma delas, assistente social, colaboradora em várias instituições de solidariedade social e ONG's, trouxe à baila o caso da menina timorense operada a um tumor cerebral, no Hospital de S. João no Porto.

Ficámos todos siderados quando nos contou que a menina, depois da operação, está sem qualquer apoio do Estado português. Nem alojamento para ela e para o pai, deram, nem lhes pagam os transportes.

Houve um ricaço qualquer do Porto que se disponibilizou a receber SÓ a criança, pelo que o pai teve de ser alojado, através da Segurança Social, noutro local distante da filha.

A criança que não fala português, deixou de comer e chorava horas e horas a fio pela companhia do pai que se viu impedido, por imposição da falta de apoio, de estar junto da sua menina.

Um bombeiro do Porto, nascido em Timor, ao ter conhecimento da situação, prontificou-se desde logo a receber, na sua modesta casa, a menina e o pai desta, o que veio a acontecer, sem qualquer apoio oficial.

Eles lá estão em casa do dito bombeiro que é casado, tem dois filhos e aufere um vencimento mensal de pouco mais de seiscentos euros. O comandante dos bombeiros também disponibilizou transporte para ambos se deslocarem aos tratamentos, sempre que fôr necessário.

Gerou-se no almoço um movimento de solidariedade que vai permitir que o bombeiro e a sua família, bem como a menina e o pai, tenham todas as condições para fazer face a todas as despesas, já que a menina se encontra com uma dieta líquida muito dispendiosa.

É este o Estado que temos. Um Estado que apregoa a solidariedade entre os povos e que depois os abandona à sua sorte.

VERGONHA!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

FALTA DE TEMPO



O dia para mim devia ter 48 horas.

O trabalho aperta e falta-me tempo para fazer as coisas de que mais gosto.

Quando dou por mim, já é noite cerrada e o dia já passou. Não há direito!

Eu que gosto tanto de ler, de ouvir música e conversar com os amigos, sinto que a cada dia que passa, cada vez é mais difícil passar bons bocados em sã camaradagem.

Terão de me desculpar. Não será por mal que não corresponderei às vossas expectativas, como amiga.

O ano escolar começou e com ele aquelas aulitas de Fiscal e Finanças Públicas que dou, para não perder o jeito de ensinar.

As férias judiciais terminaram e há que pôr aquele monte de processos, em dia.

A família também precisa da minha companhia.

Enfim, eu gostava muito, mas cheguei à conclusão de que não sou imensa.

domingo, 28 de setembro de 2008

SALVÉ 29/09/2008 - PARABÉNS, MECINHO DR. CC



Não, não vou torturá-lo.

Não vou fazer-lhe maldades.

Contratei um fotógrafo espião que lhe tirou esta foto luminosa.

O Mecinho estava feliz da vida, como se pode ver pelo semblante radioso e iluminado.

Que será que ele estaria a conjecturar? Que ideia seria aquela?

Será que estava a imaginar a Regina Janeiro a torturá-lo?

Nunca se saberá.

Neste seu Aniversário, desejo muitas felicidades e longa vida ao jovem Dr. Carlos Alberto Correia que é uma excelente pessoa, com um coração enorme e um amigo de mão cheia.

TUDO DO MELHOR PARA SI.

MUITAS FELICIDADES!

IMPARÁVEL!



2-0 e os resto são cantigas.

O Leão foi devorado pela Águia.

Venha o próximo!

sábado, 27 de setembro de 2008

GIGI L'AMOROSO

Ao jeito de uma tarantela, para o "Mecinho" Dr. CC, aqui vai o GIGI.

Sabia que GiGi era o "nick-name" do Mário Soares, quando era pequeno?

Ora vamos lá dançar os dois
.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

PAROLES, PAROLES, PAROLES

Esta é dedicada ao meu amigo Dr. Jorge Fagundes.

Vai um pézinho de dança?

Ora vamos lá. Prometo que não o piso muito.
.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

A GRIPE



Ainda estou com aquela malfadada gripe que me fez "aterrar" durante o fim de semana.

"Foi castigo", disse o Dr.Luís, por eu não ter querido tomar a vacina, a semana passada, antes de viajar.

Mas o que é facto é que, de cada vez que tomo a tal vacina, a gripe ataca-me ainda com mais força e deixa-me de rastos.

Expliquei isso ao médico que me chamou irresponsável.

Estou com nariz de bêbeda e cara de quem fumou uns charros valentes.

Hoje não posso dar beijokas a ninguém.

Amanhã, acho que vou levar um cobertor e a minha almofada preferida para o serviço.

Não seria a primeira vez que fecho a porta do gabinete e me deito debaixo da secretária para dormir uma soneca, sem ninguém a "chatear".

Há três anos, fiquei fechada no meu piso, quase até de manhã.

O segurança ia tendo uma apoplexia quando, ao fazer a ronda, viu a minha sombra reflectida, com os cabelos desgrenhados, no espelho da sala de reuniões, às escuras.

Pareci-lhe um fantasma e ele desatou logo a fazer o sinal da cruz.

Nunca me diverti tanto, como nessa noite.

O homem ficou mesmo assustado.

Ainda há quem acredite em "almas do outro mundo".

Ainda hoje nos rimos muito, quando falamos sobre o assunto.

domingo, 21 de setembro de 2008

O RETRATO



Hoje acordei com uma grande vontade de fazer maldades.

Deitei abaixo um "outdoor" da Câmara Municipal do Barreiro e trouxe-o para a minha porta, a fim de fazer uso dele.

Quem não gostou nada da ideia foi o meu ilustre vizinho, o Conde do Barreiro Velho, que nestas coisas é muito parcimonioso.

Fui pedir-lhe a ferramenta emprestada para pregar o meu retrato, aquele que tirei há menos de quinze dias e ele começou logo a resmungar:

"Lá está você com as suas invenções! Mas cabe lá na cabeça de alguém pregar um retrato na Avenida Alfredo da Silva? Ainda para mais que agora a Câmara aumentou em 300% as taxas de publicidade?

Você não anda boa da cabeça. Fez-lhe mal a viagem de avião. E aviso-a já, que não quero chinfrim aqui à porta. Vá martelar ali para o lado dos ciganos, que assim já não incomoda ninguém. Ora essa!".

Este meu vizinho anda sempre mal disposto. Mas eu compreendo-o perfeitamente. Não é por mal.

- "Vizinho, chegue-me aí os pregos, se faz favor". "E ajude-me a erguer esta coisa, para eu fazer a esquadria e não ficar torto".

- "Você anda a abusar. Olhe lá, já meteu as licenças à Câmara, para pendurar essa coisa? É que já estou a ver os índios barreirenses que a "adoram", munidos de arco e flecha, a tentar acertar-lhe nas ventarolas. Vai provocar ajuntamentos".

Este meu Vizinho veio de férias muito pessimista.

E eu importo-me lá com os índios ou com o que quer que seja?

O que eu quero mesmo é que o retrato seja colocado na Avenida Principal e distraia os transeuntes das medidas dos lancis e da largura da rua.

Percebeu Vizinho?

Este meu Vizinho é um "must".

sábado, 20 de setembro de 2008

USAM A IVG COMO MÉTODO NORMAL DE CONTRACEPÇÃO



VERGONHA!

Acabei de saber hoje que a interrupção voluntária da gravidez está a ser usada como método contraceptivo.

A acusação é do director do serviço de obstetrícia do Hospital de Guimarães.

O médico diz que em menos de um ano já foram realizadas 190 interrupções voluntárias de gravidez (IVG) no hospital.

Em 30% dos casos, as mulheres não voltam para a consulta de revisão, o que para José Furtado é prova do facilitismo criado, havendo mesmo situações de interrupções sucessivas. Casos pontuais, mas que revelam a atitude negligente das mulheres que recorrem à interrupção voluntária da gravidez.

Para José Furtado, dado preocupante que revela também falhas do Estado. “Acho que não é uma sociedade responsável, onde se penaliza tudo o que é negligente, e não se é capaz prevenir esta situação. As instâncias de saúde não são capazes de sensibilizar as mulheres para a contracepção e não arranjam mecanismos paralelos para facilitar uma contracepção adequada”.

Apesar de as cerca de 13 mil interrupções voluntárias da gravidez já realizadas, serem inferiores às 20 mil estimadas pelo Governo, José Furtado considera o número preocupante. Confrontada com esta realidade, a ministra da Saúde, Ana Jorge, declinou comentar esta denúncia.

Há pessoas a passar fome por este país fora, enquanto “vaquinhas” aleivosas se servem do erário público, para dar asas à libido.

Quando estiverem com o cio, cosam a passarinha com fio do Norte ou enfiem-se numa banheira com gelo.

Irresponsáveis de MERDA!

sábado, 13 de setembro de 2008

JARDIM PROIBIDO



Gosto imenso de falar com as minhas plantas.

É uma "panca" antiga, já dos tempos de escola, em que tinha de pôr um feijão a germinar, para ser estudado na aula do falecido Dr. Lacerda.

Tenho um pequeno jardim onde plantei algumas flores e quatro árvores de fruto: uma cerejeira, uma laranjeira, um pessegueiro e uma romãzeira.

A romãzeira, preguiçosa, não havia meio de dar fruto.

Ontem, sentada ao sereno da noite, entabulei com ela uma conversa de bêbado.

"Então eu plantei-te e tu só bebes água e adubo, mas fruta, nada. Acho que te vou substituir por outra. Assim, como assim, parto em breve e és capaz de ficar para aí a morrer, porque ninguém te vai tratar tão bem como eu te tratei. Nem sequer uma romã me deste. És mesmo ingrata!".

Está claro que ela não me ligou nenhuma. Nem sequer me respondeu.

Acabei o meu chá e fui-me deitar.

Hoje de manhã, quando abri a porta da cozinha, que dá para o jardim, vi uma pequena bola rosada, a despontar da romãzeira.

Fiquei a pensar.

Será que ela ouviu o que eu disse?

PARABÉNS, PEDRO BALONAS!



Ele é um homem de Coimbra.

Jovem arquitecto de 42 anos, muito talentoso.

Acaba de ganhar o concurso público internacional para a requalificação da zona ribeirinha do Porto e Gaia.

As duas cidades vão contar com mais duas pontes e uma passagem pedonal que ligará um circuito de cerca de 4 kms onde todos poderão andar a pé. A vantagem para o comércio tradicional, é mais do que evidente.

O Rui Rio também está de parabéns, pelo muito que se tem batido pela sua cidade.

O Pedro Balonas é PORTUGUÊS e ganhou um concurso a que concorreram outros Gurus da arquitectura internacional.

Parabéns, Pedro.

Que os teus sonhos nunca se desvaneçam.

Apoiar-te-ei sempre, querido amigo.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

CENAS DE UM "CASAMENTO"



Grande azáfama ali para os lados da casa dos pobres.

Fala-se que vai haver casório, por aquelas bandas.

Os convivas começam a chegar, vindos de todos os quadrantes sociais e políticos, não vá o diabo tecê-las.

Os paparazzi saltam os muros para obter as fotos mais sensacionalistas.

O serviço de catering estará a cargo de uma empresa de Viseu e a ementa será baseada numa chispalhada de porco-rifeiro, com todos.

O pai dos noivos (eles não sabem que são irmãos) pediu um empréstimo à Cofidis, para pagar a boda.

A ASAE quer ver as facturas.

Mas o dito arranjou facturas falsas e fugiu ao fisco.

Será que ainda vai haver casamento?

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

JÁ TE FOSTE, MAS VAIS TER DE VOLTAR



Quando morrer, também quero receber esta notificação.

(Clicar na imagem para ler)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

À ROSARINHO E AOS SEUS PAIS



Hoje fui convidada a jantar no Barreiro Velho, em casa de umas pessoas de quem já quase não me lembrava, pois conheci-as quando era ainda muito pequena, quando vinha visitar os meus avós.

Ultimamente tenho andado muito em baixo de forma, porque sinto saudades. Por isso aceitei o convite. Precisava de estar com alguém que me falasse do meu avô e me ajudasse a reviver os bons momentos que passámos juntos.

Isto nunca me aconteceu.

Fiquei surpreendida pela forma como essas pessoas me receberam em sua casa. Uma casa humilde mas limpíssima, transpirando harmonia e paz.

Senti-me como se estivesse no céu, rodeada de anjos.

Tinham em cima de uma antiga cómoda, fotografias daquele tempo: a minha falecida amiga Rosarinho e eu, o meu avô num grupo de operários da CUF, a minha avó com os seus alunos, onde estava também o dono da casa e a cadela Lassie que eu e a minha falecida amiga costumavamos vestir com a roupa das bonecas.

Eu, que já não choro, senti um ardor nos olhos, difícil de controlar.

Foram buscar vários albuns de fotografias e, numa atrás de outra, lá estava eu com os meus caracois brancos, que todos os rapazes com quem brincava, teimavam em puxar, para ver se eram verdadeiros.

Fiquei sem palavras.

Aquela família incluiu-me e aos meus, na sua história de vida e nas suas recordações.

Senti-me tão pequena.

Senti-me tão inútil.

Senti-me tão mal.

Talvez porque só agora tenha compreendido que afinal há sempre alguém que nos estima e que gosta de nós, embora tenhamos esquecido que essa pessoa existe e que um dia fez parte da nossa vida e nos ajudou a crescer.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

RENTRÉE



Acabaram-se as férias de Verão.

Tudo a postos para mais um ano de trabalho intenso.

Não sei porquê, sinto uma certa nostalgia em relação ao que me rodeia.

É como se já sentisse saudades antes de ter partido.

O ritual da escolha das malas, das roupas e das coisas que vou querer levar, é desgastante, porque talvez no fundo de mim, eu quisesse ficar por aqui.

Fico com um nó na garganta e aquele frio na barriga, porque sei que agora será de vez.

Vou levar o xaile de lã que me aconchegou nas noites perdidas de leituras vãs e aquela manta colorida que um dia me ofereceram numa aldeia do Nordeste Transmontano, para me agasalhar das saudades que irei sentir.

Ficam para trás as rosas vermelhas num envelope, os lenços bordados e aquelas tardes que não vou esquecer jamais.

Até que a morte me separe.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

RED BULL AIR RACE



Ela aí está finalmente!

O ano passado não pude assistir, porque estava fora de Portugal, em trabalho.

Este ano vou lá estar na primeira fila, na Ribeira do Porto.

Os meus amigos nunca me perdoariam se falhasse o evento.

Eu não me perdoaria se não fosse cumprimentar o meu favorito, Peter Bensenyei, o piloto húngaro que conheci há dez anos no Mónaco, em circunstâncias muito cómicas, que não posso contar aqui.

Sexta-feira à noite a "Inbicta" terá mais uma habitante que sou "euzinha".

De nariz no ar, conto não perder pitada dos treinos e da corrida.

Acresce o facto de estar em boa companhia.

Que vença o melhor, de preferência o Peter.

Vou torcer por ele.