sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

NÃO SÃO ROSAS, MEUS SENHORES!



Sob o lema “habituem-se” e como uma “chicotada psicológica”, o Governo de José Sócrates, mais uma vez, prepara-se para agitar o país para “tempos de mudança”.
Podemos supor que chegou agora a vez de uma nova estratégia, para pior, através da alteração da lei eleitoral para as autarquias.
E porque só a inteligência humana é limitada (a estupidez humana infelizmente não tem limites), resolveu atirar poeira aos olhos dos portugueses, pensando que estes são uns idiotas.
Também o Presidente do PSD, Dr. Luís Filipe Menezes, se congratula com o acordo entre PS e PSD, acerca da Nova Lei Eleitoral das Autarquias, garantindo que este acordo "satisfaz e orgulha" o partido e que ”foi dado um passo em frente”.
Atendendo a que as bases dos partidos em questão não foram ouvidas acerca do assunto e a discussão não se generalizou, tal passo em frente representa a queda num abismo profundo para onde foram atirados todos os valores de um Estado de Direito.
A lamentar igualmente é o facto de no acordo estar firmado que os Presidentes de Junta (eleitos indirectos das Assembleias Municipais) perderão a capacidade de voto nas Assembleias Municipais. Se isto não é um revés na política autárquica local dos últimos 33 anos, então o que será?
Só falta mesmo começar a mandar fuzilar os Presidentes das Juntas de Freguesia.
PS e PSD juntaram-se, mais uma vez, e tudo indica que é para continuar.
Estamos perante um atentado grosseiro à democracia e às conquistas do 25 de Abril.
Este pacto entre PS e PSD visa alterar e manipular os votos livremente expressos pelos cidadãos, cujo objectivo é bipartidarizar as eleições locais entre o PS e PSD, retirando e anulando todas as vozes incómodas.
Tal é a podridão a que chegámos e tal será o destino dos homens livres, se nada fizerem: o da fogueira, queimados por dizerem aquilo que todos sabemos, por revelarem aquilo que nos vai destruindo por dentro como nação, mas que não temos coragem para enfrentarmos.
Que o ano de 2008 nos devolva a esperança de que este estado de coisas possa definitivamente mudar.
Está nas mãos de cada um, no ano de 2009.

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