sábado, 19 de janeiro de 2008

O BALÃO



Um homem que se deslocava num balão de ar quente, a dada altura compreendeu que se encontrava perdido. Decidiu então reduzir a altitude.

Já próximo do solo, avistou uma mulher e interpelou-a nestes termos:

Peço desculpa de a importunar, mas será que a Senhora podia ajudar-me?
Estou perdido. Prometi a um amigo que me encontraria com ele há uma hora atrás, mas a verdade é que não sei onde estou.

A mulher em baixo respondeu-lhe:

O Senhor encontra-se num balão de ar quente que paira no ar a cerca de 8 metros acima do solo. A sua posição situa-se entre os 40 e 41 graus de latitude Norte e entre os 59 e 60 graus de longitude Oeste.

A Senhora é de certeza uma funcionária pública - disse o balonista.

- De facto sou funcionária pública. Como é que adivinhou? - perguntou a mulher admirada.

- Bom - disse o balonista - tudo o que me disse é muito burocrático, formal e com um sentido obscuro. Até pode ser tecnicamente correcto, mas não resolve o meu problema. A verdade é que eu não sei o que fazer com a informação que me deu e continuo a não ter a mínima ideia onde me encontro.
Continuo perdido. Para ser franco, não me ajudou em nada. Se alguma coisa daqui resultou, foi que a Senhora só contribuiu para atrasar a minha viagem.

A mulher respondeu - O Senhor deve ser um ministro.

Na verdade, sou o Primeiro Ministro - disse o balonista - mas como é que descobriu?

- Fácil - disse a mulher - o Senhor não sabe onde está nem para onde vai.
Atingiu a posição onde se encontra com uma grande dose de ar quente.
Fez uma promessa e não tem a mínima ideia como a vai cumprir.
Espera e pretende que pessoas que estão abaixo de si resolvam o seu problema. A realidade é que o Senhor está exactamente na mesma posição em que se achava antes de me encontrar, mas agora, vá-se lá saber porquê, isso é culpa minha!...

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