sábado, 19 de janeiro de 2008

"A-VERDADEIRA"



Vários amigos e conhecidos têm-me desafiado para contar coisas sobre mim, neste meu blog.
A escolha deste "nick name" é uma história tão engraçada, que não resisto a contá-la aqui.
Na vida real, muitas vezes não gostamos do nome que os nossos pais nos puseram, mas carregamo-lo a vida toda quer queiramos, quer não. Assim sendo e se o mudasse agora, nesta altura da minha vida (devo estar na pré-adolescência), poderia vir a ser responsável por algum trauma difícil de controlar no futuro. Esta coisa das identidades tem muito que se lhe diga. Quem sabe, quando chegar à idade adulta...
Mas como ia dizendo, a história da “Verdadeira” é muito simples de contar. Não há duas sem três e, apesar de detestar o meu nome, tenho consciência que não sou a única a usá-lo. Comprovei-o quando no meu local de trabalho apareceu uma outra colega com a mesma graça.
O curioso da questão é que os outros colegas, de cada vez que se referiam em particular à minha pessoa, diziam sempre: “A Verdadeira”. Nunca consegui entender o porquê e levei a coisa para o facto de a antiguidade ser um posto e, por esse motivo, me considerarem “a genuína” como se a outra colega fosse uma espécie de imitação.
“A- Verdadeira” nasceu nas caixas de comentários de outros blogs. Alguns já não existem. Outros, já não os visito. À medida que fui crescendo, descobrindo, amadurecendo, passei a ser muito mais criteriosa nas escolhas de leitura.
O primeiro blog que li, tal como tantos outros que por aqui andam hoje, foi "O meu Pipi". A propósito disso, tenho uma história hilariante, uma peripécia muito saborosa de entre várias que me têm acontecido ao longo da minha vida de moçoila divertida e irreverente. Na presença da minha melhor amiga e falando ao telefone com o marido dela (a quem eu tinha apresentado o blog) perguntei-lhe – “Já foste hoje ao Meu Pipi?”. Enfim ... não calculam a bronca que eu arranjei nesse dia. Equívocos desfeitos, lá consegui manter a amizade. A par de "O meu Pipi", eu ia lendo e ajavardando o “ Barreiro Velho”, para desespero do meu amigo VTM.
Quando já navegava bem pela blogosfera, descobri um Blog de um colega, onde fui desafiada a “postar”. Foi das experiências mais ricas e divertidas que vivi. Aceitei o desafio para vestir a pele de um homem e assinei alguns textos como tal. Uma "fraude" tão divertida como difícil. Mas ficou o bichinho de “ postar”.
Foi então que “conheci” os blogs do Kira, do Dr. Carlos Alberto Correia, do Vladimiro, do Dr. Cabós Gonçalves, do Jorge Santos e de alguns outros com quem tenho alguma empatia. Comentadora militante nesses espaços de bons textos e boa disposição, fui alimentando a minha vontade de descobrir como era isto dos blogs, acabando eu própria por criar e conquistar o meu espaço, a pedido de alguns amigos que gostam de ver o circo pegar fogo.
Hoje, no meio deste grupo de pessoas fantásticas, com quem eu rio, discuto, partilho e com quem me comovo às vezes, encontrei novos amigos. Amigos que já passaram, há muito, do virtual para o real.
Por isso, hoje vou ficar por aqui com a certeza de que a amizade existe.
Beijokas com todos os sabores possíveis e imaginários.

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