sábado, 23 de fevereiro de 2008

O HOMEM DO VINHO



Vinho, esse precioso néctar, que fala sempre verdade, inspirador de poetas e da arte do relacionamento, a bebida mais higiénica e saudável de todas, segundo Louis Pasteur.

Quando se critica o preço praticado nos restaurantes, esquecemo-nos por vezes de considerar a relação preço/qualidade. Sim, porque se não queremos beber qualquer "morraça", a qualidade paga-se.

Todos nós sabemos que os preços dos vinhos comuns estão indexados à produção do vinho do Porto, porque não existe consenso entre os produtores desses vinhos e os produtores do vinho do Porto, que utilizam na sua produção a aguardente vínica, que é caríssima.

Em tempos, alguns deputados do PS levantaram essa questão dos preços dos vinhos, mas é de estranhar, já que têm a maioria e, com isso, a faca e o queijo na mão, para que seja aprovada legislação sobre o assunto.

Sítios há onde o vinho pode ser servido mais barato: nos bares de algumas associações, colectividades e partidos políticos.

No Barreiro é preciso ter cuidado com o vinho. O que está a ser servido na célebre campanha que termina dia 8 de Março de 2008, é um vinho comum, desencorpado, trepador, cuja única finalidade é a de "fazer boca" aos espertalhaços que contam com a ingenuidade dos provadores.

Por isso, nada de consumir vinho só pelo rótulo, qualquer que seja a proveniência, porque não há coisa pior que uma ressaca.

E de ressacas andamos nós fartos.

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