terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

O ROSTO DE MONSIEUR LAPALISSE



Apesar de não ser fumadora, nestes pequenos intervalos que faço, para arejar as ideias, não posso, nunca, deixar de pensar em tudo o que me rodeia.

Por vezes sou forçada a fazer juízos de valor, porque há coisas que já não consigo entender muito bem.

Estava um destes dias a escrever um "post" sobre o Dr. Cabós Gonçalves e o facto de ter sido eleito o Rosto do Ano na vertente cidadania, quando simultaneamente me veio à ideia a nomeação do Rosto do Ano 2007, na vertente solidariedade.

Não consegui reprimir uma daquelas gargalhadas que só eu sei dar e que contagiam e despertam a curiosidade de quem estiver por perto.

Como não tive tempo para escrever sobre as duas coisas, deixei para hoje estes pequenos momentos de reflexão.

Foi nomeada a Santa Casa da Misericórdia do Barreiro, para Rosto do Ano 2007, na vertente solidariedade.

É aqui que se instala aquela dúvida metódica, que me penetra o cérebro e fere as minhas convicções mais puras.

Uma Santa Casa da Misericórdia tem de ser solidária por natureza. Para isso é que foi criada: para ser solidária e não deverá ser reconhecida por esse facto. É essa a sua função.

E se atentarmos que são o Estado, os cidadãos e a Igreja que a viabilizam, não podemos deixar de pensar que uma Santa Casa não poderá deixar nunca de prosseguir a solidariedade.

Alguém, de forma Lapalissiana, foi acometido de uma crise de falta de imaginação e de criatividade ou então caíu na tentação de beijocar um traseiro, na expectativa de que vai ficar bem com Deus e com o Diabo.

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