domingo, 2 de março de 2008

OS BANQUEIROS DE DEUS



Consta que Roberto Calvi, o ex-presidente do Banco Ambrosiano, encontrado morto em Londres há 26 anos, foi assassinado, segundo peritos indicados por juízes em Roma.
O painel de peritos afirmou que Calvi, apelidado de "o banqueiro de Deus" pelas suas relações com o Vaticano, não podia ter-se suicidado, como foi sugerido de início.
Segundo os especialistas, não havia no pescoço de Calvi ferimentos característicos de enforcamento e as mãos dele nunca tocaram nas pedras encontradas nos bolsos das suas roupas.
O resultado das investigações, baseado numa nova autópsia ao corpo de Calvi, foi revisto por dois juízes em Roma, que iriam decidir se deveriam ordenar um julgamento por assassinato envolvendo a Máfia.
Os investigadores suspeitavam que Calvi foi morto pela Máfia por não ter reembolsado os seus "depósitos". O resultado das investigações deveria ter sido entregue oficialmente aos juízes, segundo o promotor de Roma, Salvatore Vecchione.
Segundo o jornal italiano La Repubblica, o filho de Calvi, também chamado Roberto, disse que embora estivesse convencido de que a Máfia matou o seu pai, isso terá sido feito em nome de terceiros.
"Por trás da Máfia, há alguém", disse ele, acrescentando: "Os políticos que deram essa ordem precisam ser encontrados."
O corpo de Calvi foi encontrado amarrado pelo pescoço a uma viga da ponte de Blackfriars, em Junho de 1982, poucos dias depois da falência suspeita do Banco Ambrosiano, controlado pelo Vaticano.
A família sempre disse que a sua morte não tinha sido causada por suicídio.
Quando Calvi chegou a Londres, andava foragido, utilizando um passaporte falso.
As transacções irregulares de Calvi levaram o banco à beira da falência, com dívidas superiores a 1 bilião de dólares.
O caso acabou por se transformar num dos maiores escândalos políticos e financeiros em Itália.
Houve intensa especulação de que a Máfia estaria envolvida, assim como um grupo maçónico pouco conhecido chamado P2.
O corpo de Calvi foi exumado, depois de a família insistir na tese de que ele tinha sido assassinado.
Calvi era um membro da loja maçónica secreta direitista P2, e também tinha ligações com a Máfia Siciliana.
Inicialmente, o médico legista afirmou que se tratava de suicídio, mas depois da insistência da família, um segundo inquérito deixou a questão em aberto.
Nos últimos anos surgiram novos indícios que sugerem que Calvi foi assassinado pela Máfia. A Máfia queria impedir que ele divulgasse detalhes sobre as ligações entre a Máfia, o Vaticano e a loja maçónica P2.

Até hoje, tudo continua no segredo dos deuses.

Máfia, Maçonaria, Vaticano e Opus Dei safaram-se bem.

Aqui, entre nós, também há banqueiros de Deus.

Onde é que eu já ouvi esta história?

Sem comentários: