domingo, 23 de março de 2008

A SEGUNDA VIDA



Ainda não tive pachorra para brincar ao Second Life.

Ainda não entrei lá porque me conheço. Conheço o nível da minha compulsão e essa coisa de criar personagens e interagir com elas, meio realidade, meio blogue e meio loucura total, deve ser algo de que não saberia libertar-me tão cedo.

Se eu decidir fazer parte daquela realidade virtual, de certeza que não vou conseguir sair por iniciativa própria.

No dia em que eu entrar, é certo e sabido que irei ficar por lá. Faço um blog lá dentro e só sairei num carro da polícia ou de ambulância.

Das poucas vezes que joguei The Simms, diverti-me à brava.

Criei vários personagens que me divertiram imenso e aos meus amigos.

Todos os dias tenho resistido à tentação de construir o Barreiro na Second Life e farto-me de rir sozinha só de imaginar o impacto que teria nos outros avatares, a construção de uma cidade de malucos, como o é a cidade do Barreiro.

É uma ideia que renasce, à medida que conheço a cidade e os seus habitantes.

Rio porque acho que a loucura alheia é mais colorida que a minha e, cada vez mais, me convenço que, de perto, ninguém é normal.

Vou adormecer sobre a ideia e, quem sabe, por estes dias, não acordarei com uma vontade incontrolável de reconstruir o Barreiro e transformá-lo numa cidade paraíso virtual, com uma ponte até Chelas e uma cidade do cinema.

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