terça-feira, 29 de abril de 2008

IPO



Não, não vou escrever sobre essa nobre Instituição que é o IPO.

Ultimamente tenho andado furibunda e com vontade de pegar num cacete e levar tudo à minha frente.

Tenho um Fiat Seicento Sport há cerca de cinco anos, que utilizo apenas para pequenas deslocações dentro das cidades do Barreiro e de Lisboa. Gasta pouco, é cómodo e já deu 160 km/h no IC 21.

Tenho-o quase sempre na garagem e só o utilizo quando me apetece passar despercebida.

Há dias, lá teve de ir à Inspecção Periódica Obrigatória, conforme está estipulado na lei.

Tenho-o sempre impecável de mecânica, de pneus e tudo o mais, sempre assistido na marca, pelos melhores mecânicos.

Para meu espanto, o cromo que fez a inspecção, queria-me "chumbar" a viatura, utilizando os mais diversos expedientes. Desde pôr os limpa-pára-brisas a trabalhar a seco para dizer que as escovas não funcionavam, passando pela direcção, pelos pneus comprados há menos de seis meses, pelo travão de mão afinadíssimo.

Não havia dúvida de que aquele infeliz estava apostado em dar-me cabo do juízo.

Bateu-se nitidamente ao "carcanhol" e lá tive de puxar dos galões.

O homem e o seu patrão azeiteiro estão em maus lençois.

Pensaram que as duas loiras eram burras.

Não havia necessidade...

segunda-feira, 28 de abril de 2008

O BOLO



A parte pior das festanças.

É o colesterol, a obesidade, os diabetes, a hipertensão.

Que se lixe!

Um dia, não são dias.

Este foi confeccionado no Algarve, à base de amêndoa, doce de chila e fios de ovos.

Uma delícia!

O NOIVO



O noivo estava lindo com as suas "damas" de honor.

Todos eles moçoilos casadoiros e bons "partidos".

Gostei principalmente do facto de se terem vestido todos de igual.

Rivalizaram connosco.

Hoje já não vou aos casamentos com a mesma alegria, porque sei que já não é para toda a vida.

domingo, 27 de abril de 2008

REERGUENDO ABRIL...



Quando chega o dia 25 de Abril, não há cão nem gato que não queira chamar a si as bondades de tão gloriosa data, afirmando à boca cheia que se comemora a liberdade, a democracia e as conquistas dos trabalhadores.
Resolvi fazer este “post” e tecer algumas considerações sobre a matéria, depois de ter lido um comunicado da Federação das Mulheres Socialistas do Distrito de Setúbal, em que as moçoilas fazem a destrinça entre trabalhadores e trabalhadoras, cidadãos e cidadãs. Eu que pensava que as mecinhas eram pela igualdade do género, fiquei deveras surpreendida com a distinção.
Mas há outras coisas que me chamaram, de igual modo, a atenção.
Depois de uma introdução com vários considerandos beligerantes com Cravos, Mário Soares e Salgado Zenha à mistura, não esquecendo de passar a mão pelo pêlo do Zé Povinho que igualmente classificam de “astuto”, elas entraram naquele discurso esgotado que só convence quem for maluquinho.
Os “visionários” deste Governo têm deitado por terra todas as conquistas que foram feitas naquela bela e longínqua madrugada do 25 de Abril.
Em 34 anos da Revolução de Abril nunca Portugal esteve tão enrascado como está agora. Se em 1974 vivíamos num país de mínimos sociais, hoje vivemos, apesar das facilidades apregoadas, num país de mal-estar, num país pobre onde os níveis de exigência são baixos, onde o facilitismo e o desenrasca imperam, num país onde a maioria dos cidadãos não tem acesso aos mais elementares bens de consumo, já não têm protecção social, onde se é punido por delito de opinião, onde os alunos batem nos professores, onde despudoradamente reinam as “cunhas” e os tráficos de influências.
Este Partido Socialista autocrático e autista tem sido o principal obreiro de todas estas desconquistas, com a colaboração e a indiferença das diferentes forças políticas e até deste povo sofredor e resignado, que tem sido, nestes últimos três anos, exaurido até à medula.
Portugal aderiu à União Europeia e está na sua cauda. Tem uma moeda única que compete com o dólar, com as inevitáveis consequências que daí advêm. Aprovou um Tratado de Lisboa que limita a sua soberania. Os jovens licenciados em Portugal têm de se fazer ao mundo, se não quiserem acabar numa caixa de hipermercado ou numa bomba de gasolina.
Dizem elas que não aceitam que se olhe para Portugal de forma miserabilista e fatalista, porque se orgulham do percurso democrático alcançado, que consideram um percurso progressista. Depois falam daquilo que dizem ser as grandes “criações” do Partido Socialista.
Seria bom que o rendimento mínimo garantido fosse efectivamente recebido por quem dele verdadeiramente necessita, que o complemento solidário para os idosos não tivesse as rasteiras que tem (se for um casal de idosos, não recebe cada um “de per se”).
Seria bom que não continuassem a passar a mensagem de que as contas públicas estão em ordem, porque tal não corresponde à verdade. A despesa pública tem aumentado substancialmente e apenas se limitaram a extinguir e a fundir serviços que agora se verifica serem essenciais. O salário mínimo é menos de metade do de outros países da UE.
Orgulham-se de ter despenalizado a Interrupção Voluntária da Gravidez. Verifica-se que há hospitais a não atender doentes de oftalmologia e de outras valências, por falta de meios. Mas as verbas para abortar lá continuam disponíveis, ao arrepio do que é razoável e sensato.
Introduziram uma Lei da Paridade que trata as mulheres como borregas prontas a serem marcadas e tosquiadas por um partido qualquer. Fizeram aprovar uma alteração à Lei do Divórcio sem terem em conta o Direito da Família e acabaram com o progresso em nome de todo o progresso.
Dizem que a alteração ao Código do Trabalho está na ordem do dia e que virá também ela marcar a agenda do progresso em Portugal. Era bom que assim fosse. Ao contrário do que estas Senhoras defendem, a nossa legislação laboral é das mais flexíveis da Europa porque a par de um mercado rígido de trabalho, existe um mercado totalmente flexível, baseado nos recibos verdes, tão ao gosto dos patrões, que lhes permite despedir os efectivos, sempre que entenderem.
O tal bem-estar social será sempre dos patrões e estou em crer que, com este Governo, os recibos verdes apenas mudarão de cor, passando a ser cor de rosa.
Antes de se fazer um Código do Trabalho deveria primeiro educar-se a classe empresarial que em Portugal é totalmente irresponsável. Se não houver empresários empreendedores, nunca poderá haver investimento.
Graças a este PS, aquela revolução dos cravos que acordou Portugal há 34 anos, trazendo ondas de esperança num futuro melhor, está a morrer um pouco todos os dias.

Mas o nosso Povo é sereno e acordará, no momento certo, para reerguer Abril.

VIAJANDO



Quando viajo de avião tenho tempo mais do que suficiente para pensar, meditar, analisar e tirar conclusões sobre todas as coisas que constituem a nossa rotina e a nossa razão de viver.

Actualmente, em Portugal, estamos a atravessar tempos de mudança, ainda que não tenhamos plena consciência desse facto.

Tenho pensado muito nas minhas viagens de Copenhaga a Estocolmo de comboio.

Por lá, esse meio de transporte equipara-se em velocidade aos nossos Alfas, embora menos luxuosos e dotados de menos serviços de apoio aos passageiros.

Normalmente, leva-se cerca de cinco horas de viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista.

Se eu não fosse crítica acérrima do projecto TGV e conhecendo a realidade económica e social daqueles países, daria comigo a pensar se os nórdicos, representantes únicos dos PIB e superavites orçamentais, serão mesmo uns palermas.

Se não conhecesse bem o seu modo de vida, perguntaria onde gastarão eles os abundantes recursos financeiros resultantes da substancial criação de riqueza.

A resposta está bem à vista na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus Museus e Escolas de Arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas de apoio à terceira idade e à juventude.

Percebe-se bem por que não construíram estádios de futebol megalómanos e desnecessários, por que não constroem aeroportos em cima de pântanos, nem optam por ter comboios que só agradam a meia dúzia de multinacionais .

O chamado TGV que agora queremos para Portugal, é um transporte adaptado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.

Encontramo-lo em Espanha e França devido à referida pressão de certos grupos estrangeiros que fornecem essas tecnologias.

Não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos, porque os respectivos governos são sensatos.

O TGV em Portugal diminuirá em apenas 30 ou 40 minutos a distância de Lisboa ao Porto, à custa de um investimento faraónico de cerca de 7,5 mil milhões de euros que não trará qualquer benefício à economia do País.

Como é um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, constitui um presente envenenado para as várias gerações de portugueses que, com maior ou menor engenharia financeira vão ter de o pagar.

Com esses 7,5 mil milhões de euros poderiam construir-se mil escolas básicas e secundárias ultra-modernas que substituíssem as mais de cinco mil obsoletas agora existentes (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um).

Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para construir hospitais e aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.

sábado, 26 de abril de 2008

PORCARIAS



O Provedor poisou cinco notas de cem euros em cima de uma mesa do bar do seu Partido, para pagar o resto das quotas que a brigada do reumático não tinha pago nas últimas eleições de 8 de Março.

Enquanto estava distraído a conferir os nomes de todos os velhotes e os talões multi-banco que a sua empregada tinha baralhado, um porco que por lá andava a estagiar, comeu-lhe as notas todas.

O criado míope, que andava por ali a varrer, sugeriu ao Provedor que desse bagaço ao animal para ele arrotar, de forma a que as notas voltassem todas inteirinhas cá para fora.

Como já não havia bagaço no bar, o dito cujo Provedor levou o porco para o seu novo refeitório da Rua Miguel Bombarda e pediu três bagaços: dois para si e outro para o bicharoco.

Passado pouco tempo, o homem dá um pontapé no rabo do porco e este arrota uma nota.
Mais uns minutos, mais um pontapé, mais uma nota.

O seu confrade Vereador, visita da casa e amigo do peito de longa data, com um fetiche por porcos, aproxima-se e pergunta:

- Eu estarei a ver bem?

Sem responder, o Provedor dá novo pontapé no traseiro do porco.

O bicho dá um novo arroto e logo de seguida surge uma nova nota.

O Vereador ficou de tal forma encantado que, tirando um maço de notas do bolso do casaco não resistiu fazer uma proposta de compra de tão maravilhoso animal:

- Ó confrade Provedor, dou-lhe já 50 mil euros por esse porco e não se fala mais no assunto.

- Vendido, diz o outro!

O Provedor pega no dinheiro, deixa o porco com o confrade Vereador e vai-se embora, todo feliz da vida, esfregando as mãos de contentamento.


Título do Jornal do Barreiro, no dia seguinte: “VEREADOR GANANCIOSO MATA PORCO A PONTAPÉ”.

VOLTEI!



Cá estou eu de regresso, após umas merecidas férias.

Vou arrumar as "tralhas" e depois voltarei aqui à conversa, para pôr em dia as novidades e os comentários sobre as mesmas.

Já sei que há muitas novidades, algumas delas escaldantes.

Como todas as férias, quando estavam a saber bem é que tivemos de regressar, para tristeza do meu pequenote que já começava a falar português com sotaque.

Gostei muito de rever as duas lateiras, companheiras de tantas peripécias na FDUC.

Mas daqui a pouco há mais e iremos de férias novamente.

Assim Deus e o meu patrão o permitam.

sábado, 19 de abril de 2008

FÉRIAS, FINALMENTE!



Vou de férias.

Vou ser mãe a tempo inteiro.

Uma semana inteirinha só para nós dois.

Vou desligar o telemóvel e fingir que morri.

A todos desejo que fiquem bem por cá.

Beijokas!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

CIDADE "INBICTA"



O Porto sempre foi uma das minhas cidades preferidas.

Hoje sou sua habitante e estou em plena Ribeira, num hotel muito agradável da cidade.

Chove torrencialmente e o vento parece querer arrastar tudo consigo.

Já jantei e estou confortavelmente instalada no meu quarto, de onde vejo as pontes que unem Vila Nova de Gaia à Cidade "Inbicta".

Não posso deixar de pensar que o Barreiro também poderia ter uma zona ribeirinha como a do Porto.

Os bares e restaurantes da ribeira contribuem para que haja movimento e funcionam como atracção turística, pois são muito procurados devido à sua localização frente ao rio Douro.

Acho que o Presidente Carlos Humberto deveria vir ver como se faz.

Daqui, da varanda do meu quarto, convido-o a vir tomar um caneco e olhar a cidade.

O SATÉLITE ESPIÃO




Ainda dizem que os Americanos não estão atentos.

Brinquei num "comment", com o Echelon e os Vortex, dizendo que estão apontados ao Barreiro.

Os fulanos puseram-me sob "escuta".

Olhem-me só para aquele coraçãozinho solitário, no lado esquerdo do mapa dos "cuscos no mundo". É um satélite.

Acho que é desta que vou para Guantânamo, em vez de ir de férias para a Madeira.

Hi, people!

Que fixe!

terça-feira, 15 de abril de 2008

A MINHA NICKY



Fez hoje quatro anos.

É uma cadela meiga, linda e muito inteligente.

Adora brincar com crianças.

Por cá, querem acabar com a raça dela.

Pergunta-se:

Não seria melhor educar certos donos?

domingo, 13 de abril de 2008

É SÓ MAIS UM PROJECTO!



Li num Jornal on-line da cidade do Barreiro, que o novo Presidente da Comissão Política Concelhia do PS da cidade, vai seguir o mesmo projecto do líder da anterior Comissão.

Se o Dr. Mateus vai seguir o projecto do seu antecessor, estamos feitos, porque nada foi feito.

Aliás, muitas vezes me tenho perguntado o que terá sido feito do PS do Barreiro.

Será que hibernou?

Desde 2006 que não temos dado por ele e temos a sensação de que, como oposição na CM, se tem limitado apenas ao papel de “olheiro”, sem uma estratégia definida, limitando-se a criticar, sem apresentar soluções.

Agora falam em dar rosto à pobreza.

A verdadeira pobreza existente no Barreiro, não tem rosto porque não é só aquela que ressalta e que está à vista. Infelizmente, há pessoas muito pobres na cidade, que por dignidade, orgulho e vergonha, se escondem. É a chamada pobreza envergonhada que não tem tido a ajuda de ninguém. Há que saber identificar esses casos e tentar ajudar.

Se há pessoas a pagar 300 euros por um barraco, como foi dito na entrevista, é porque certamente podem pagar.

Eu sei que dá mais sainete e votos fazer umas visitinhas ao estilo compasso, pela chamada pobreza institucionalizada de bairros sociais e de zonas já referenciadas. Muitos dos seus habitantes já estão a receber o rendimento social de inserção e não o receberiam se a Segurança Social tivesse feito uma avaliação cuidada das necessidades de cada um.

Também já estamos fartos de que o Barreiro Velho e o Bairro das Palmeiras venham sempre à colação, de cada vez que há eleições ou tomadas de posse deste ou daquele partido.

Durante as campanhas, todos choram baba e ranho, mas passado o momento, o bairro lá volta ao seu estatuto de bairro “maldito” e ninguém quer saber dele para nada.

Estranhamente, os Programas Prohabita, Recria e outros do género, nunca foram implementados no Barreiro. Agora servem de arma de arremesso de todos os partidos, quando nenhum está isento e todos têm culpas no cartório, por essa falha grave.

O combate à pobreza nunca se fez com relatórios, visitas guiadas ou meras intenções.

É preciso ACÇÃO e um elevado espírito de missão.

Vamos voltar, de novo, à pescadinha de rabo na boca.

Mais relatórios?

Mais roteiros?

Mais visitas?

Tenham dó!

O BI-DOUTOR



Tenho-me divertido imenso, por estes dias.

Temos um colega novo que é um cromo.

Ou melhor, é um "Cromagnon".

É licenciado em Direito e em Sociologia.

A secretária passou a texto um trabalho dele, manuscrito, que se destinava a uns autos.

Por aqui, não costumamos anteceder os nomes nem as assinaturas, de "Dr.".

O homem reclamou, por escrito, à Administração.

Vai daí, a jovem secretária, furiosa, acrescentou à assinatura do dito, o título de "Bi-Doutor".

Lá tive que gerir a crise e serenar os ânimos.

Que seria de mim, sem estes pedacinhos de vida que tanto me divertem e fazem história?

O BURRO



Dizem que está em vias de extinção.

Sempre teve uma conotação negativa.

Não é justo tratarmos assim o animal que testemunhou o nascimento de Jesus Cristo.

Por aqui, há-os aos montes.

Uns mais do que outros.

sábado, 12 de abril de 2008

UM BOM PRESIDENTE



Vai ganhar em 2009

É uma pessoa simples, honesta e trabalhadora

Tem feito mais em dois anos que os outros, todos juntos, em cinquenta

Não se lhe conhecem "vícios"

Tem sentido de humor

É inteligente

É charmoso

Vou votar nele.

AS NOVAS TECNOLOGIAS



Quem havia de dizer...

sexta-feira, 11 de abril de 2008

O MELHOR DO NOSSO ENSINO - Clicar na imagem, para ampliar



Por vezes tenho de lidar com textos que me fazem pensar.

A composição mostrada na imagem, foi elaborada durante um exame de português, por um aluno do ensino secundário.

O que estará mal neste país?

Há coisas que não conseguimos explicar, por muito que tentemos.

A BARREIRA



Hoje passei a barreira dos 10.000 visitantes.

Fico contente por saber que a minha escrita não agrada a toda a gente.

Que seria do amarelo se todos gostassemos do encarnado?

Vou continuar por cá, pois tenho muito mais amigos que inimigos.

Não posso deixar de formular um desejo: "Longa vida aos meus inimigos, para que possam assistir de pé à minha glória!".

terça-feira, 8 de abril de 2008

SENTIDOS PÊSAMES



Apresento ao Dr. Cabós Gonçalves e à sua Família, as minhas sentidas condolências pelo falecimento de seu pai que era uma pessoa de bem.

O Barreiro ficou mais pobre.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

A MARCA DA BESTA



Já que temos dias mundiais para tudo, não posso deixar de pensar que deveria haver um dia por ano dedicado à Besta, essa alimária que nos persegue para todo o lado e que insiste em infernizar-nos a vida, como se a vida já não fosse difícil, nos dias que correm.
Sem querer atingir ninguém em particular, mas também, o meu discurso destina-se a uma Besta qualquer.
Gostaria de dedicar este meu “post” a todas as Bestas que conheço e àquelas que vou conhecendo, em especial e a saber:
- Às Bestas que têm governado o país exaurindo os pobres que cada vez têm menos dinheiro para sobreviver, e todos os contribuintes honestos que pagam os seus impostos, para alimentar um Estado que pouco ou nada tem feito por eles.
- Às Bestas dos empresários portugueses que não fazem nada pelo país mas que gostam de exibir os seus carros topo de gama, o seu fatinho Armani, o seu telemóvel de última geração, enquanto os empregados ficam à porta, a “ganir”, por falta de pagamento dos ordenados.
- Às Bestas dos media que têm transformado Portugal num circo de celebridades “ad-hoc”, medíocres, que outra coisa não sabem senão viver de aparências.
- Às Bestas daqueles jornalistas que não percebem a diferença entre uma pocilga e os artigos que diária ou semanalmente escrevem, acreditando que chafurdar na merda lhes confere o estatuto de intocáveis, sem ter a consciência que só são intocáveis porque ninguém se lhes chega perto, por causa do fedor.
- Às Bestas dos deputados da Nação, agarrados que nem lapas a direitos adquiridos e a regalias desajustadas à realidade de Portugal.
- Às Bestas da oposição, que não conseguem, por manifesta incapacidade, desempenhar o papel que lhes está destinado.
- Às Bestas dos convencidos que têm a mania que os chatos andam de avião.
Finalmente, àquela grandessíssima Besta comunista e barreirense, que tem andado na net, de blogue em blogue, a insultar toda a gente, como se ele e o seu partido fossem os donos da verdade e do Mundo.

domingo, 6 de abril de 2008

O SOL DA MEIA NOITE



Como todas as pessoas, tenho dias melhores e outros piores.

Tudo depende da forma como encaro a vida e os problemas que me surgem no dia a dia.

Regra geral sou uma pessoa calma, cordata, serena e gosto muito do meu espaço, aquele lugar onde vivo e passo as minhas horas de lazer, na companhia dos meus cachorros, dos meus amigos, de colegas, da família e de todas as pessoas que gostam de mim.

Tempos houve em que "fugi" de Portugal à procura não sei bem de quê.

Cheguei à conclusão que afinal o que sempre procurei está aqui bem perto de mim, só que eu nunca consegui ver.

Fui atrás do sol da meia noite, quando tinha um sol enorme e quente a sorrir para mim, a acariciar-me.

Mas as mágoas eram tantas que eu ceguei.

Estraguei tudo.

Agora só me resta contar os dias, os meses, os anos e esperar que pelo menos alguém possa ser feliz.

OS CONCORRENTES



Estou mortinha que chegue o dia do concurso público internacional para a construção da nova ponte Barreiro-Chelas.

Ou será antes Chelas-Barreiro?

Estou "troncha" de curiosidade para saber qual vai ser a Empresa seleccionada.

Será portuguesa?

Será estrangeira?

Ferreira do Amaral, ex-ministro do governo PSD, foi para a Lusoponte.

Jorge Coelho, ex-ministro do PS, vai para a Mota-Engil, empresa especialista nessa área.

Será que a história se irá repetir?

O CAMPEONATO



Ontem fiquei triste.

Aqueles azeiteiros do FCP andaram pelas ruas do Porto e de outras cidades, a festejar a vitória.

Fiquei triste pelo meu BENFICA que tem tudo para ser o melhor e não foi.

É nestes momentos que me apetecia ir para longe, curtir as mágoas.

Estou a pensar em pedir à CMB que me venda Alburrica, para lá construir a minha ilha deserta e assim poder isolar-me das tristezas da vida, que dão cabo de mim.

sábado, 5 de abril de 2008

OS DISSIDENTES



O Blog Angolana anuncia em primeira-mão que António José Seguro e Manuel Alegre são candidatos a colaboradores no Angolana-a-verdadeira.blogspot.com.

Depois de se sentirem traídos por José Sócrates e por terem provas de que Sócrates é apologista da palavra de honra dos políticos, em que promessa de político não é para cumprir, José Seguro e Manuel Alegre contactaram a Angolana, demonstrando a sua disponibilidade para colaborar com a mesma.

Manuel Alegre e José Seguro juntam-se assim a milhares de socialistas e outros anarcas e intelectuais de esquerda descontentes, que formularam um pedido oficial (com cunhas) para colaborar no Angolana.

A Angolana, dado o excesso de trabalho resultante do anúncio da construção da nova ponte, viu-se obrigada a contratar mão de obra barata, vinda directamente da China e de Taiwan, para responder a todas as solicitações. (Na foto: Sede e Redacção do Blog Angolana, ontem à noite).

A Verdadeira comunica que, brevemente, anunciará se António Seguro e Manuel Alegre serão admitidos como colaboradores.

Até lá, não percam e vão ao circo com o último espectáculo trágico-cómico agendado para o Barreiro, intitulado “A Ponte da Boa Esperança”!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

A PONTE BARREIRO-CHELAS



O Ministro Mário Lino foi castigado e lá teve de dar a mão à palmatória.

Afinal a Margem Sul não é aquele deserto que ele disse que era.

Em 2013, tudo indica que haverá ponte.

Eu só acreditarei quando for lançado o concurso internacional de adjudicação.

Depois não vou ter desculpa para me esquivar dos lateiros e lateiras amigos, porque vou ficar a vinte minutos do Mundo e já não posso rejeitar convites para a pândega, com a desculpa de ser uma seca ir do Barreiro para Lisboa e voltar.

Em 2013 já serei "cota".

Em 2013 espero que haja inauguração.

Em 2013 espero, muito sinceramente, que o Barreiro renasça das cinzas.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

CENAS DE UM HOSPITAL



Vai fazer dois anos que tive um problema grave, de saúde, que me obrigou a partilhar o inferno com o meu vizinho VTM, durante três longos dias.

Não ficámos por lá, porque o diabo achou demais nós dois juntos no mesmo caldeirão e resolveu cuspir-nos e dar-nos mais uma oportunidade.

De vez em quando, quando a tal luz vermelha acende, vou ter com a minha amiga Isabel, médica cardiologista num conhecido hospital, a quem recorro para "desligar" essa lâmpada que me pode apagar para sempre.

Hoje foi o caso. Encontrei-me com ela nas urgências, apesar de não gostar de hospitais.

Como qualquer urgência que se preze, tudo estava um pandemónio e havia pancadaria da grossa, à boa maneira lusitana.

Tentei indagar o motivo. A minha amiga contou-me.

Tratava-se de três trabalhadores portugueses que foram com mais seis trabalhar para Espanha, numa carrinha de nove lugares.

A meio do caminho, a carrinha avariou e os nove tiveram de alugar um taxi e voltar para trás.

Três deles, ao regressar a casa, encontraram as respectivas mulheres na cama com outros indivíduos.

Foi pancadaria de criar bicho. Elas e os amantes ficaram em estado crítico.

Os três cornudos encontraram-se no hospital e vai de malhar nos vizinhos, nos amigos e parentes que se aproximavam para saber do estado de saúde dos adúlteros.

A polícia tardou a aparecer e era sangue por todos os lados.

Enfim, foi o fim da macacada!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

POEMA "CERÂMICA"




"Os cacos da vida, colados,
formam uma estranha xícara,
sem uso,
ela nos espia do aparador"

(Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira, 1 de abril de 2008

HIV



Tenho um caso entre mãos, que me tem feito perder o sono e a vontade de brincar.

Um casal heterosexual, na casa dos cinquenta e oito anos, em que o homem é portador do vírus HIV, sem que a outra parte o saiba.

Ele quer pedir o divórcio, ao fim de quarenta anos de matrimónio, porque não tem coragem de encarar a mulher que o amou uma vida inteira e lhe deu quatro filhas.

Não tem coragem de lhe dizer que lhe foi infiel, quando ela o julgava a melhor pessoa do mundo.

Entre lágrimas, confessou-me: "Foi só uma vez, uma única vez. Não sei o que me deu naquele dia, porque sempre amei a minha mulher e ainda a amo muito. Não quero infectá-la e por isso quero divorciar-me. Foi só uma única vez. Por favor, ajude-me!".

Meu Deus, por favor, faz com que eu esteja à altura.