quinta-feira, 3 de abril de 2008

CENAS DE UM HOSPITAL



Vai fazer dois anos que tive um problema grave, de saúde, que me obrigou a partilhar o inferno com o meu vizinho VTM, durante três longos dias.

Não ficámos por lá, porque o diabo achou demais nós dois juntos no mesmo caldeirão e resolveu cuspir-nos e dar-nos mais uma oportunidade.

De vez em quando, quando a tal luz vermelha acende, vou ter com a minha amiga Isabel, médica cardiologista num conhecido hospital, a quem recorro para "desligar" essa lâmpada que me pode apagar para sempre.

Hoje foi o caso. Encontrei-me com ela nas urgências, apesar de não gostar de hospitais.

Como qualquer urgência que se preze, tudo estava um pandemónio e havia pancadaria da grossa, à boa maneira lusitana.

Tentei indagar o motivo. A minha amiga contou-me.

Tratava-se de três trabalhadores portugueses que foram com mais seis trabalhar para Espanha, numa carrinha de nove lugares.

A meio do caminho, a carrinha avariou e os nove tiveram de alugar um taxi e voltar para trás.

Três deles, ao regressar a casa, encontraram as respectivas mulheres na cama com outros indivíduos.

Foi pancadaria de criar bicho. Elas e os amantes ficaram em estado crítico.

Os três cornudos encontraram-se no hospital e vai de malhar nos vizinhos, nos amigos e parentes que se aproximavam para saber do estado de saúde dos adúlteros.

A polícia tardou a aparecer e era sangue por todos os lados.

Enfim, foi o fim da macacada!

Sem comentários: