segunda-feira, 7 de abril de 2008

A MARCA DA BESTA



Já que temos dias mundiais para tudo, não posso deixar de pensar que deveria haver um dia por ano dedicado à Besta, essa alimária que nos persegue para todo o lado e que insiste em infernizar-nos a vida, como se a vida já não fosse difícil, nos dias que correm.
Sem querer atingir ninguém em particular, mas também, o meu discurso destina-se a uma Besta qualquer.
Gostaria de dedicar este meu “post” a todas as Bestas que conheço e àquelas que vou conhecendo, em especial e a saber:
- Às Bestas que têm governado o país exaurindo os pobres que cada vez têm menos dinheiro para sobreviver, e todos os contribuintes honestos que pagam os seus impostos, para alimentar um Estado que pouco ou nada tem feito por eles.
- Às Bestas dos empresários portugueses que não fazem nada pelo país mas que gostam de exibir os seus carros topo de gama, o seu fatinho Armani, o seu telemóvel de última geração, enquanto os empregados ficam à porta, a “ganir”, por falta de pagamento dos ordenados.
- Às Bestas dos media que têm transformado Portugal num circo de celebridades “ad-hoc”, medíocres, que outra coisa não sabem senão viver de aparências.
- Às Bestas daqueles jornalistas que não percebem a diferença entre uma pocilga e os artigos que diária ou semanalmente escrevem, acreditando que chafurdar na merda lhes confere o estatuto de intocáveis, sem ter a consciência que só são intocáveis porque ninguém se lhes chega perto, por causa do fedor.
- Às Bestas dos deputados da Nação, agarrados que nem lapas a direitos adquiridos e a regalias desajustadas à realidade de Portugal.
- Às Bestas da oposição, que não conseguem, por manifesta incapacidade, desempenhar o papel que lhes está destinado.
- Às Bestas dos convencidos que têm a mania que os chatos andam de avião.
Finalmente, àquela grandessíssima Besta comunista e barreirense, que tem andado na net, de blogue em blogue, a insultar toda a gente, como se ele e o seu partido fossem os donos da verdade e do Mundo.

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