domingo, 13 de abril de 2008

É SÓ MAIS UM PROJECTO!



Li num Jornal on-line da cidade do Barreiro, que o novo Presidente da Comissão Política Concelhia do PS da cidade, vai seguir o mesmo projecto do líder da anterior Comissão.

Se o Dr. Mateus vai seguir o projecto do seu antecessor, estamos feitos, porque nada foi feito.

Aliás, muitas vezes me tenho perguntado o que terá sido feito do PS do Barreiro.

Será que hibernou?

Desde 2006 que não temos dado por ele e temos a sensação de que, como oposição na CM, se tem limitado apenas ao papel de “olheiro”, sem uma estratégia definida, limitando-se a criticar, sem apresentar soluções.

Agora falam em dar rosto à pobreza.

A verdadeira pobreza existente no Barreiro, não tem rosto porque não é só aquela que ressalta e que está à vista. Infelizmente, há pessoas muito pobres na cidade, que por dignidade, orgulho e vergonha, se escondem. É a chamada pobreza envergonhada que não tem tido a ajuda de ninguém. Há que saber identificar esses casos e tentar ajudar.

Se há pessoas a pagar 300 euros por um barraco, como foi dito na entrevista, é porque certamente podem pagar.

Eu sei que dá mais sainete e votos fazer umas visitinhas ao estilo compasso, pela chamada pobreza institucionalizada de bairros sociais e de zonas já referenciadas. Muitos dos seus habitantes já estão a receber o rendimento social de inserção e não o receberiam se a Segurança Social tivesse feito uma avaliação cuidada das necessidades de cada um.

Também já estamos fartos de que o Barreiro Velho e o Bairro das Palmeiras venham sempre à colação, de cada vez que há eleições ou tomadas de posse deste ou daquele partido.

Durante as campanhas, todos choram baba e ranho, mas passado o momento, o bairro lá volta ao seu estatuto de bairro “maldito” e ninguém quer saber dele para nada.

Estranhamente, os Programas Prohabita, Recria e outros do género, nunca foram implementados no Barreiro. Agora servem de arma de arremesso de todos os partidos, quando nenhum está isento e todos têm culpas no cartório, por essa falha grave.

O combate à pobreza nunca se fez com relatórios, visitas guiadas ou meras intenções.

É preciso ACÇÃO e um elevado espírito de missão.

Vamos voltar, de novo, à pescadinha de rabo na boca.

Mais relatórios?

Mais roteiros?

Mais visitas?

Tenham dó!

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