terça-feira, 6 de maio de 2008

O PROSTITUTO



Começou a sua saga no seio do partido comunista. Mudou de quarto e calcorreia agora os ministérios e as igrejas do seu novo partido, em busca de melhor cama, exibindo os seus dotes “abundosos”.

Diz-se heteropolítico, bipolítico ou homopolítico, religioso quanto baste, consoante a oportunidade do momento e o desejo de quem pagar mais ou der mais benesses.

Tem clientes certos que aparecem como “espectadores nocturnos” a quem presta bons serviços como “Boy”.

Pelo meio há um certo círculo que perpassa as questões sociais, e que englobam a participação do sujeito e do outro.

Deste modo, é correcto afirmar, então, que essas suas representações são acompanhadas de valores estabelecidos politicamente.

A crise política do partido e a sua falta de vergonha estão vinculadas como justificativas para o exercício pleno da sua actividade, tolerada por todos, à vista da cidade.

Não passa de um Boy de programa, que tem dado apalpões à esquerda e à direita, fornicando tudo e todos, sempre numa óptica de prazer e de desejo, pronto a satisfazer-se a si próprio, qual ditadorzeco de alcova, sedento de poder.

Personagem de uma condição social pautada pelo oportunismo, pode afirmar-se que todos os seus desejos se tornaram públicos e condenáveis quando se expôs a uma relação de promiscuidade entre o religioso e o pagão.

Começou agora a dar beijocas e a apalpar o seu antigo amante, em movimentos descarados de trocas e de sedução.

O Prostituto nunca tem o objectivo de permanecer com alguém porque está sempre disposto a vender-se a qualquer um.

Com este movimento de trocas, toques e sedução fica difícil estabelecer um código único para classificar o perfil de tão hedionda criatura.

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