quinta-feira, 22 de maio de 2008

ZARA



Uma das coisas que gosto de fazer, é de ir às compras nos fins de semana.

Nós, as mulheres, gastamos rios de dinheiro em pequenas coisas que os homens dizem sempre não ter utilidade nenhuma.

É genético e é isso que nos faz ser diferentes.

Gosto de ir à Zara. Não porque seja actualmente a loja espanhola que mais vende no mundo inteiro, mas porque lá me divirto imenso só de olhar as compradoras que, frenéticas, tentam arranjar este ou aquele modelo que lhes sirva, mesmo que não exista o tamanho delas.

No sábado passado, assisti à batalha travada por uma gordinha que passou horas a tentar entrar numas calças que qualquer pessoa via, à vista desarmada, não ser o seu tamanho.

As empregadas riam-se à socapa e a moçoila lá continuava a tentar, até que o fecho lhe saltou.

Tive pena dela e meti conversa no intuito de a convencer de que o melhor seria fazer uma dieta ou tentar uma loja especializada em tamanhos grandes.

Eu levava na mão dois vestidos 36 que fazia intenção de provar, para ver qual deles me ficaria melhor. Visto 34 ou 36, dependendo do modelo.

A rapariga nem me deixou falar. Num ápice, e para minha surpresa, deitou a mão aos vestidos e desapareceu no interior da cabine de provas.

Passados uns minutos veio cá fora pedir a minha opinião.

Não me contive e desatei a rir.

Lembrei-me daquele velho ditado que refere qualquer coisa como "meter o Rossio na Betesga".

A rapariga parecia enfiada num colete de forças, com as banhas a ressaltar por tudo quanto era costura e achava-se linda.

Quem sou eu para lhe ter dito o contrário?

Virei costas e fui almoçar.

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