quarta-feira, 18 de junho de 2008

AINDA ME SINTO ASSIM



Ora cá estou eu de novo.

Voltei após alguns dias de muito trabalho, tristeza e alguma solidão.

Sou "tuga" de alma e coração e detesto aqueles fulanos. Não sobreviveria muito mais tempo se por lá continuasse a ter de olhar para aquelas caras e ouvir aquelas vozes a falar aquele inglês macarrónico, que não se entende.

Dá a ideia de que gozam connosco e que o fazem de propósito.

Após dois "jetlags" em pouco tempo, uma reacção negativa às vacinas que tive de tomar, uma crise de fígado e vários ataques de saudade, sobrevivi.

O ser humano é uma caixa de Pandora. Quando pensamos que vamos morrer, eis que ressuscitamos e agarramos a vida como uma tábua de salvação.

A minha vida é aqui. Não tive qualquer dúvida disso quando fui convidada a ficar até ao fim do mês, "à pala" das duas empresas, e não aceitei.

Os que foram comigo, por lá ficaram e só regressarão no final do mês.

Eu fiquei triste por ter perdido o Santo António e alguns convívios com os amigos cá de Portugal. Não irei perder o S. João nem o S. Pedro.

Quero visitar a exposição da Ana Vieira, quero comer os linguados do Leão D'Ouro, as bolas de manteiga da Moderna, quero cheirar os odores deste Barreiro que me acolheu, quero andar por aí, sem rumo.

Vou descansar apenas uns dias e voltarei, depois, para vos contar como foi por lá.

De uma coisa fiquei com a certeza: Jacarta, "jamé!", "jamé!".

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