sexta-feira, 27 de junho de 2008

EU, MECINHA (2)



Agora que já vos fui apresentada formalmente pela Verdadeira, passo a explicar os motivos que me levaram a vir aqui apresentar o meu livro, sobre a vida que levei e levo com o CC míope, da casa dos pobres, que toda a gente conhece.

Estou desgostosa porque aquele não dá mesmo nada para a "caixa". Eu, moçoila fogosa e ardente, tinha necessidade de algo bom, como aquela marquesa do chocolate rançoso. Essa tem mais sorte do que eu porque sempre pode andar no "truca-truca" com o motorista Ambrósio que tem cara de quem gosta muito e de quem dá as voltas todas, como deve ser e mete bem as mudanças.

Aquele misericordioso, quando está em repouso, mede apenas quatro centímetros. O meu sobrinho Joãozinho, quando era bébé, era bem mais abonado que ele.

Como estou desgostosa, há que dar a conhecer ao Mundo o meu descontentamento, para que as mulheres do Barreiro, não caiam em semelhante logro. Ele paga bem, é verdade, mas como vamos nós fazer o serviço, se não temos com o quê?

Depois arranjou agora umas pulseiras fatelas que usa no pulso direito, a modos para amarrar a dita cuja e esticá-la bem esticada para a Marilyn Monroe poder ter um ponto de referência para apertar o broche.

É que se não fôr assim, ela desaparece e nunca mais ninguém lhe põe a vista em cima.

Amanhã voltarei aqui para dar conta de mais alguns episódios do meu livro sobre a minha vida sexual e depravada com o míope CC.

Preparem-se porque as cenas vão ser picantes. Digo picantes porque o CC gosta que lhe besuntem o dito com pimenta, para, diz ele, ficar com a sensação de uma relação picante. De outra forma, seria tudo menos picante.

É assim como quando as enfermeiras nos põem sacos de água quente, para nos apanharem as veias. Eu a ele, para lhe conseguir apanhar qualquer coisa, tenho de usar laca e umas talas que pedi emprestadas aos bombeiros do Barreiro.


(continua)

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