sábado, 12 de julho de 2008

ADEUS RUI, ATÉ SEMPRE!



Hoje o Rui deixou-nos para sempre, aos 43 anos.

Partiu, a sorrir, desta vida tão efémera.

Disse-me que já estava preparado há muito e que não sentia qualquer medo.

Eu fiquei ali, ao seu lado, a vê-lo partir, sem poder fazer nada.

Limitei-me a falar baixo, a sussurrar, enquanto o meu amigo iniciava a sua viagem sem retorno, agarrado à minha mão.

Por que será que sussurramos perante a morte?

Não sei.

Teve tempo de dizer que gostava muito de todos os amigos e que deixava uma carta escrita para cada um de nós que privámos com ele, nos bons e nos maus momentos.

Partiu com aquele sorriso nos lábios, que iluminava tudo à sua volta.

Era a minha árvore e o meu colo.

A minha vida, sem ele, já não vai ser a mesma.

O Rui pediu-me que cantássemos para ele, amanhã.

Eu não sei se vou ser capaz.

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