segunda-feira, 7 de julho de 2008

EU, MECINHA (3)



Ora cá estou eu novamente.

Vim até casa para mudar de roupa para a janta e como tinha um bocadinho livre, resolvi aproveitar para escrever mais um capítulo do meu romance.

Hoje fui para os lados da Santa Casa e fui lanchar ao Café Jardim.

Adivinhem quem estava lá. Um troglodita míope, vestido de mariconço que tentou seduzir-me à frente de toda a gente.

Claro que eu, moçoila que não gosta nada de exibicionismos, não lhe dei conversa nenhuma.

Quando saí do café, o dito cujo estava parado em frente ao carro do santíssimo, todo nu em pelota, exibindo a sua pilinha de anjinho barroco, que a Marilyn tem uma trabalheira do caraças para encontrar.

Fiquei a pensar com os meus botões que já não servem a laca e as talas que pedi emprestadas aos Bombeiros do Barreiro.

Acho mesmo que vou ter de o aconselhar a comprar uma prótese insuflável daquelas que até levantam quando se utiliza o comando da porta da garagem.

O homem não se convence que já está morto.

Agora parece que fez uma tatuagem na piroca a dizer: "eat me!".

Acho que alguém da casa dos pobres ou do Hospital, vai ficar engasgada com aquela minhoca anã.

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