sexta-feira, 11 de julho de 2008

OVELHICES



Na passada semana, numa entrevista à TVI, a primeira desde que foi eleita Presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite não disse quase nada sobre o que pensa fazer, se ganhar as eleições.

Entretanto foi dizendo que aceita as ligações homossexuais, embora esteja contra o seu reconhecimento, como se de um casamento se tratasse.

Ninguém se pronunciou quanto ao facto de Ferreira Leite ter manifestamente demonstrado não ter ideias para o País, mas sobre o não reconhecimento do casamento entre homossexuais, fizeram um ruído tremendo.

Tudo porque Manuela Ferreira Leite se calhar disse aquilo que a maior parte dos portugueses pensa: os homossexuais que se unam à vontade, mas daí a chamar-lhe “casamento” e terem os mesmos direitos que um homem e uma mulher que se unem com a função de constituir uma família e procriar, vai uma distância enorme.

Agora a moda – a malta anda sempre atrás da moda – é sustentar que os homossexuais têm o direito de se casarem entre si porque pagam impostos. Pagam impostos, logo, podem casar.

Para aqueles que me têm rotulado de “freira” conservadora (o que é bom conserva-se), tenho uma sugestão muito mais evoluída e progressista: mais do que um matrimónio gay, eu defendo o casamento com animais. E quem torcer o nariz não é nem moderno nem civilizado.

Como é possível negar a empatia sentida entre o pastor e uma das suas ovelhas felpudas?

Isto está bem de ver. Desde que o homem pague os seus impostos e a bichana tenha as vacinas em dia, não há qualquer motivo válido para não haver casamento.

Acho até que o tema deveria merecer prioridade, uma vez que tem profundas raízes na cultura lusitana: enquanto que em Portugal as marchas gay surgiram há meia dúzia de anos, as feiras de gado já se realizam desde os tempos do Feudalismo.

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