terça-feira, 30 de setembro de 2008

FALTA DE TEMPO



O dia para mim devia ter 48 horas.

O trabalho aperta e falta-me tempo para fazer as coisas de que mais gosto.

Quando dou por mim, já é noite cerrada e o dia já passou. Não há direito!

Eu que gosto tanto de ler, de ouvir música e conversar com os amigos, sinto que a cada dia que passa, cada vez é mais difícil passar bons bocados em sã camaradagem.

Terão de me desculpar. Não será por mal que não corresponderei às vossas expectativas, como amiga.

O ano escolar começou e com ele aquelas aulitas de Fiscal e Finanças Públicas que dou, para não perder o jeito de ensinar.

As férias judiciais terminaram e há que pôr aquele monte de processos, em dia.

A família também precisa da minha companhia.

Enfim, eu gostava muito, mas cheguei à conclusão de que não sou imensa.

domingo, 28 de setembro de 2008

SALVÉ 29/09/2008 - PARABÉNS, MECINHO DR. CC



Não, não vou torturá-lo.

Não vou fazer-lhe maldades.

Contratei um fotógrafo espião que lhe tirou esta foto luminosa.

O Mecinho estava feliz da vida, como se pode ver pelo semblante radioso e iluminado.

Que será que ele estaria a conjecturar? Que ideia seria aquela?

Será que estava a imaginar a Regina Janeiro a torturá-lo?

Nunca se saberá.

Neste seu Aniversário, desejo muitas felicidades e longa vida ao jovem Dr. Carlos Alberto Correia que é uma excelente pessoa, com um coração enorme e um amigo de mão cheia.

TUDO DO MELHOR PARA SI.

MUITAS FELICIDADES!

IMPARÁVEL!



2-0 e os resto são cantigas.

O Leão foi devorado pela Águia.

Venha o próximo!

sábado, 27 de setembro de 2008

GIGI L'AMOROSO

Ao jeito de uma tarantela, para o "Mecinho" Dr. CC, aqui vai o GIGI.

Sabia que GiGi era o "nick-name" do Mário Soares, quando era pequeno?

Ora vamos lá dançar os dois
.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

PAROLES, PAROLES, PAROLES

Esta é dedicada ao meu amigo Dr. Jorge Fagundes.

Vai um pézinho de dança?

Ora vamos lá. Prometo que não o piso muito.
.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

A GRIPE



Ainda estou com aquela malfadada gripe que me fez "aterrar" durante o fim de semana.

"Foi castigo", disse o Dr.Luís, por eu não ter querido tomar a vacina, a semana passada, antes de viajar.

Mas o que é facto é que, de cada vez que tomo a tal vacina, a gripe ataca-me ainda com mais força e deixa-me de rastos.

Expliquei isso ao médico que me chamou irresponsável.

Estou com nariz de bêbeda e cara de quem fumou uns charros valentes.

Hoje não posso dar beijokas a ninguém.

Amanhã, acho que vou levar um cobertor e a minha almofada preferida para o serviço.

Não seria a primeira vez que fecho a porta do gabinete e me deito debaixo da secretária para dormir uma soneca, sem ninguém a "chatear".

Há três anos, fiquei fechada no meu piso, quase até de manhã.

O segurança ia tendo uma apoplexia quando, ao fazer a ronda, viu a minha sombra reflectida, com os cabelos desgrenhados, no espelho da sala de reuniões, às escuras.

Pareci-lhe um fantasma e ele desatou logo a fazer o sinal da cruz.

Nunca me diverti tanto, como nessa noite.

O homem ficou mesmo assustado.

Ainda há quem acredite em "almas do outro mundo".

Ainda hoje nos rimos muito, quando falamos sobre o assunto.

domingo, 21 de setembro de 2008

O RETRATO



Hoje acordei com uma grande vontade de fazer maldades.

Deitei abaixo um "outdoor" da Câmara Municipal do Barreiro e trouxe-o para a minha porta, a fim de fazer uso dele.

Quem não gostou nada da ideia foi o meu ilustre vizinho, o Conde do Barreiro Velho, que nestas coisas é muito parcimonioso.

Fui pedir-lhe a ferramenta emprestada para pregar o meu retrato, aquele que tirei há menos de quinze dias e ele começou logo a resmungar:

"Lá está você com as suas invenções! Mas cabe lá na cabeça de alguém pregar um retrato na Avenida Alfredo da Silva? Ainda para mais que agora a Câmara aumentou em 300% as taxas de publicidade?

Você não anda boa da cabeça. Fez-lhe mal a viagem de avião. E aviso-a já, que não quero chinfrim aqui à porta. Vá martelar ali para o lado dos ciganos, que assim já não incomoda ninguém. Ora essa!".

Este meu vizinho anda sempre mal disposto. Mas eu compreendo-o perfeitamente. Não é por mal.

- "Vizinho, chegue-me aí os pregos, se faz favor". "E ajude-me a erguer esta coisa, para eu fazer a esquadria e não ficar torto".

- "Você anda a abusar. Olhe lá, já meteu as licenças à Câmara, para pendurar essa coisa? É que já estou a ver os índios barreirenses que a "adoram", munidos de arco e flecha, a tentar acertar-lhe nas ventarolas. Vai provocar ajuntamentos".

Este meu Vizinho veio de férias muito pessimista.

E eu importo-me lá com os índios ou com o que quer que seja?

O que eu quero mesmo é que o retrato seja colocado na Avenida Principal e distraia os transeuntes das medidas dos lancis e da largura da rua.

Percebeu Vizinho?

Este meu Vizinho é um "must".

sábado, 20 de setembro de 2008

USAM A IVG COMO MÉTODO NORMAL DE CONTRACEPÇÃO



VERGONHA!

Acabei de saber hoje que a interrupção voluntária da gravidez está a ser usada como método contraceptivo.

A acusação é do director do serviço de obstetrícia do Hospital de Guimarães.

O médico diz que em menos de um ano já foram realizadas 190 interrupções voluntárias de gravidez (IVG) no hospital.

Em 30% dos casos, as mulheres não voltam para a consulta de revisão, o que para José Furtado é prova do facilitismo criado, havendo mesmo situações de interrupções sucessivas. Casos pontuais, mas que revelam a atitude negligente das mulheres que recorrem à interrupção voluntária da gravidez.

Para José Furtado, dado preocupante que revela também falhas do Estado. “Acho que não é uma sociedade responsável, onde se penaliza tudo o que é negligente, e não se é capaz prevenir esta situação. As instâncias de saúde não são capazes de sensibilizar as mulheres para a contracepção e não arranjam mecanismos paralelos para facilitar uma contracepção adequada”.

Apesar de as cerca de 13 mil interrupções voluntárias da gravidez já realizadas, serem inferiores às 20 mil estimadas pelo Governo, José Furtado considera o número preocupante. Confrontada com esta realidade, a ministra da Saúde, Ana Jorge, declinou comentar esta denúncia.

Há pessoas a passar fome por este país fora, enquanto “vaquinhas” aleivosas se servem do erário público, para dar asas à libido.

Quando estiverem com o cio, cosam a passarinha com fio do Norte ou enfiem-se numa banheira com gelo.

Irresponsáveis de MERDA!

sábado, 13 de setembro de 2008

JARDIM PROIBIDO



Gosto imenso de falar com as minhas plantas.

É uma "panca" antiga, já dos tempos de escola, em que tinha de pôr um feijão a germinar, para ser estudado na aula do falecido Dr. Lacerda.

Tenho um pequeno jardim onde plantei algumas flores e quatro árvores de fruto: uma cerejeira, uma laranjeira, um pessegueiro e uma romãzeira.

A romãzeira, preguiçosa, não havia meio de dar fruto.

Ontem, sentada ao sereno da noite, entabulei com ela uma conversa de bêbado.

"Então eu plantei-te e tu só bebes água e adubo, mas fruta, nada. Acho que te vou substituir por outra. Assim, como assim, parto em breve e és capaz de ficar para aí a morrer, porque ninguém te vai tratar tão bem como eu te tratei. Nem sequer uma romã me deste. És mesmo ingrata!".

Está claro que ela não me ligou nenhuma. Nem sequer me respondeu.

Acabei o meu chá e fui-me deitar.

Hoje de manhã, quando abri a porta da cozinha, que dá para o jardim, vi uma pequena bola rosada, a despontar da romãzeira.

Fiquei a pensar.

Será que ela ouviu o que eu disse?

PARABÉNS, PEDRO BALONAS!



Ele é um homem de Coimbra.

Jovem arquitecto de 42 anos, muito talentoso.

Acaba de ganhar o concurso público internacional para a requalificação da zona ribeirinha do Porto e Gaia.

As duas cidades vão contar com mais duas pontes e uma passagem pedonal que ligará um circuito de cerca de 4 kms onde todos poderão andar a pé. A vantagem para o comércio tradicional, é mais do que evidente.

O Rui Rio também está de parabéns, pelo muito que se tem batido pela sua cidade.

O Pedro Balonas é PORTUGUÊS e ganhou um concurso a que concorreram outros Gurus da arquitectura internacional.

Parabéns, Pedro.

Que os teus sonhos nunca se desvaneçam.

Apoiar-te-ei sempre, querido amigo.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

CENAS DE UM "CASAMENTO"



Grande azáfama ali para os lados da casa dos pobres.

Fala-se que vai haver casório, por aquelas bandas.

Os convivas começam a chegar, vindos de todos os quadrantes sociais e políticos, não vá o diabo tecê-las.

Os paparazzi saltam os muros para obter as fotos mais sensacionalistas.

O serviço de catering estará a cargo de uma empresa de Viseu e a ementa será baseada numa chispalhada de porco-rifeiro, com todos.

O pai dos noivos (eles não sabem que são irmãos) pediu um empréstimo à Cofidis, para pagar a boda.

A ASAE quer ver as facturas.

Mas o dito arranjou facturas falsas e fugiu ao fisco.

Será que ainda vai haver casamento?

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

JÁ TE FOSTE, MAS VAIS TER DE VOLTAR



Quando morrer, também quero receber esta notificação.

(Clicar na imagem para ler)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

À ROSARINHO E AOS SEUS PAIS



Hoje fui convidada a jantar no Barreiro Velho, em casa de umas pessoas de quem já quase não me lembrava, pois conheci-as quando era ainda muito pequena, quando vinha visitar os meus avós.

Ultimamente tenho andado muito em baixo de forma, porque sinto saudades. Por isso aceitei o convite. Precisava de estar com alguém que me falasse do meu avô e me ajudasse a reviver os bons momentos que passámos juntos.

Isto nunca me aconteceu.

Fiquei surpreendida pela forma como essas pessoas me receberam em sua casa. Uma casa humilde mas limpíssima, transpirando harmonia e paz.

Senti-me como se estivesse no céu, rodeada de anjos.

Tinham em cima de uma antiga cómoda, fotografias daquele tempo: a minha falecida amiga Rosarinho e eu, o meu avô num grupo de operários da CUF, a minha avó com os seus alunos, onde estava também o dono da casa e a cadela Lassie que eu e a minha falecida amiga costumavamos vestir com a roupa das bonecas.

Eu, que já não choro, senti um ardor nos olhos, difícil de controlar.

Foram buscar vários albuns de fotografias e, numa atrás de outra, lá estava eu com os meus caracois brancos, que todos os rapazes com quem brincava, teimavam em puxar, para ver se eram verdadeiros.

Fiquei sem palavras.

Aquela família incluiu-me e aos meus, na sua história de vida e nas suas recordações.

Senti-me tão pequena.

Senti-me tão inútil.

Senti-me tão mal.

Talvez porque só agora tenha compreendido que afinal há sempre alguém que nos estima e que gosta de nós, embora tenhamos esquecido que essa pessoa existe e que um dia fez parte da nossa vida e nos ajudou a crescer.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

RENTRÉE



Acabaram-se as férias de Verão.

Tudo a postos para mais um ano de trabalho intenso.

Não sei porquê, sinto uma certa nostalgia em relação ao que me rodeia.

É como se já sentisse saudades antes de ter partido.

O ritual da escolha das malas, das roupas e das coisas que vou querer levar, é desgastante, porque talvez no fundo de mim, eu quisesse ficar por aqui.

Fico com um nó na garganta e aquele frio na barriga, porque sei que agora será de vez.

Vou levar o xaile de lã que me aconchegou nas noites perdidas de leituras vãs e aquela manta colorida que um dia me ofereceram numa aldeia do Nordeste Transmontano, para me agasalhar das saudades que irei sentir.

Ficam para trás as rosas vermelhas num envelope, os lenços bordados e aquelas tardes que não vou esquecer jamais.

Até que a morte me separe.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

RED BULL AIR RACE



Ela aí está finalmente!

O ano passado não pude assistir, porque estava fora de Portugal, em trabalho.

Este ano vou lá estar na primeira fila, na Ribeira do Porto.

Os meus amigos nunca me perdoariam se falhasse o evento.

Eu não me perdoaria se não fosse cumprimentar o meu favorito, Peter Bensenyei, o piloto húngaro que conheci há dez anos no Mónaco, em circunstâncias muito cómicas, que não posso contar aqui.

Sexta-feira à noite a "Inbicta" terá mais uma habitante que sou "euzinha".

De nariz no ar, conto não perder pitada dos treinos e da corrida.

Acresce o facto de estar em boa companhia.

Que vença o melhor, de preferência o Peter.

Vou torcer por ele.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

"MEA CULPA"



Nos meus momentos de reflexão, dou por mim a questionar-me sobre aquele sentimento que ao longo das nossas vidas nos vai corroendo e matando aos poucos: a culpa.
Por mais que medite, não consigo vislumbrar o que é e quando poderemos falar de culpa. Sempre entendi esse sentimento como um sentimento menor, que aos poucos vai tomando conta dos nossos sentidos, e que muitas vezes nos impede de evoluirmos como pessoas e de sermos nós mesmos.
Agimos com maior ou menor consciência e cometemos muitos erros que não remediamos. Causamos danos a terceiros e não temos a humildade suficiente para os assumirmos. Preferimos falar de culpa, como se esse facto fosse bastante para atenuar o erro que não reparámos.
Ninguém quer casar com a culpa
A culpa não se safa. Ninguém a quer. Nasce, morre e renasce, mas está sempre só. Ninguém gosta dela. Todos a querem longe. Cheira a cadáver.
Todos sabemos que ela existe. A culpa anda ao nosso lado, persegue-nos. Às vezes dizem-nos que todos temos a culpa, porque é a maneira mais fácil de dizer que ninguém a tem.
Mas a culpa nunca andou só. A culpa anda sempre acompanhada. Hoje anda com um, amanhã com outro. A culpa anda com todos. A culpa anda com muitos ao mesmo tempo. Deve ser por isso que ninguém a quer. A culpa sempre foi uma galdéria, uma perdida.
A culpa tem uma doença transmissível. Todos já fomos culpados em algum momento da nossa vida. A culpa já nos apanhou numa esquina qualquer, mas nós banimo-la sempre. Não queremos que saibam que a temos. Temos vergonha dela. A culpa é perigosa. A culpa é má. A culpa traz-nos problemas. A culpa não devia existir. Mas a culpa existe. A culpa está sempre presente. Às vezes a culpa é inofensiva. A culpa às vezes transforma-se, muda de nome. Por vezes chamam-lhe erro. Mas essa metáfora é uma armadilha. Por trás do erro a culpa emerge. Não há forma de fugir dela. A culpa está sempre presente. Não nos larga.
Não adianta. A culpa está lá. Não podemos fingir que não existe.
Temos de viver com ela. Temos de saber lidar melhor com a culpa. Afinal a culpa só existe porque nós existimos. A culpa existe se formos verdadeiramente culpados. Se calhar a culpa não será assim tão má. Se calhar, nós é que teremos culpa de termos a culpa.
Assunto complexo e com tantas variáveis que me parece difícil esgotá-lo. Mas, podemos sempre reflectir sobre alguns aspectos que nos proporcionem uma maior compreensão dos motivos desse sentimento que, durante toda a vida, carregamos nos ombros e nos diminui.
Culpamo-nos por tudo e por nada e culpamos os outros de igual modo. Dizemos que a culpa não pode morrer solteira e, salvo raras excepções, achamos sempre que a culpa é sempre do outro. Não me parece que este comportamento seja adequado ou dignifique a espécie humana. Entendo, antes, que a culpa tem características próprias e pode ser gerada por vários factores.
São apenas algumas causas que podem gerar o sentimento de culpa, mas a culpa pode ter outras variantes. Podemos achar que estamos doentes e a culpa é nossa, podemos pensar que temos culpa, quando nada fizemos para evitar uma qualquer situação de ruptura ou de omissão.
A minha visão sobre este ou qualquer outro assunto, nunca foi nem será uma verdade absoluta, mas também não será, de todo, descabido, se procurarmos saber por que razão muitas vezes nos sentimos culpados e culpamos os outros.
Tenho para mim que o mais indicado é sempre o assumir das nossas responsabilidades, antes de nos culparmos ou culparmos alguém, porque a culpa faz de nós vítimas da nossa própria imaturidade e apenas nos traz estagnação, não nos permitindo evoluir.
Quando assumimos a responsabilidade dos nossos erros, será uma mais-valia, pois assim seremos capazes de mudar o que quisermos.
Se assim não for, corremos o risco de, um dia mais tarde, termos necessidade de dizer que, se a culpa é nossa, poderemos pô-la em quem quisermos.
Sim, porque tem de haver sempre dois lados. O lado do Bem e o lado do Mal. O lado das vítimas, “coitadinhas” e o lado dos “culpados”, esses grandes filhos de uma culpa.

AO ESTILO DE BOCAGE...



VERSÍCULOS SATÍRICOS


O Confrade glutão
Na pobreza aferra o dente,
Expulsando quem for irmão,
Mantendo quem é parente.
Com aquele ar de merceeiro
E a mania que é doutor,
Lá reina todo lampeiro
Aquele grande estupor.
Habilidoso quanto baste,
Desfila na procissão
Todos sabem que é um traste
Aquele grande macacão.
Velhaco de profissão,
Leva a vida numa boa
Come da sopa dos pobres
E eles que comam só broa.
De azul-cueca vestido,
Calças brancas a dizer,
Lá vai o bronco garrido
Na procissão a correr.
Acompanha-o a mandona
Com enfeites de Natal
Parece uma matrafona
Num dia de Carnaval
Paga as quotas aos velhinhos,
Leva-os a passear,
Lá para os lados do PS,
Para poderem votar.
Quarenta seriam eles,
Todos da mesma morada
Viva a Santa Casinha
Que forneceu tal brigada.
O reumático impediu
Que subissem pela escada
Mas a urna lá desceu
Para aquela palhaçada.
Jesus Cristo ele saneou
Nunca tal se tinha visto
Os impostos não pagou
E agora deve ao fisco.
É mais rico o que mais rapa,
Aquele tem mão de agarrar,
Pensa ele que é o Papa
E continua a mamar.

Até quando, meus senhores,
O velhaco terá capa?