quarta-feira, 3 de setembro de 2008

AO ESTILO DE BOCAGE...



VERSÍCULOS SATÍRICOS


O Confrade glutão
Na pobreza aferra o dente,
Expulsando quem for irmão,
Mantendo quem é parente.
Com aquele ar de merceeiro
E a mania que é doutor,
Lá reina todo lampeiro
Aquele grande estupor.
Habilidoso quanto baste,
Desfila na procissão
Todos sabem que é um traste
Aquele grande macacão.
Velhaco de profissão,
Leva a vida numa boa
Come da sopa dos pobres
E eles que comam só broa.
De azul-cueca vestido,
Calças brancas a dizer,
Lá vai o bronco garrido
Na procissão a correr.
Acompanha-o a mandona
Com enfeites de Natal
Parece uma matrafona
Num dia de Carnaval
Paga as quotas aos velhinhos,
Leva-os a passear,
Lá para os lados do PS,
Para poderem votar.
Quarenta seriam eles,
Todos da mesma morada
Viva a Santa Casinha
Que forneceu tal brigada.
O reumático impediu
Que subissem pela escada
Mas a urna lá desceu
Para aquela palhaçada.
Jesus Cristo ele saneou
Nunca tal se tinha visto
Os impostos não pagou
E agora deve ao fisco.
É mais rico o que mais rapa,
Aquele tem mão de agarrar,
Pensa ele que é o Papa
E continua a mamar.

Até quando, meus senhores,
O velhaco terá capa?

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