segunda-feira, 22 de setembro de 2008

A GRIPE



Ainda estou com aquela malfadada gripe que me fez "aterrar" durante o fim de semana.

"Foi castigo", disse o Dr.Luís, por eu não ter querido tomar a vacina, a semana passada, antes de viajar.

Mas o que é facto é que, de cada vez que tomo a tal vacina, a gripe ataca-me ainda com mais força e deixa-me de rastos.

Expliquei isso ao médico que me chamou irresponsável.

Estou com nariz de bêbeda e cara de quem fumou uns charros valentes.

Hoje não posso dar beijokas a ninguém.

Amanhã, acho que vou levar um cobertor e a minha almofada preferida para o serviço.

Não seria a primeira vez que fecho a porta do gabinete e me deito debaixo da secretária para dormir uma soneca, sem ninguém a "chatear".

Há três anos, fiquei fechada no meu piso, quase até de manhã.

O segurança ia tendo uma apoplexia quando, ao fazer a ronda, viu a minha sombra reflectida, com os cabelos desgrenhados, no espelho da sala de reuniões, às escuras.

Pareci-lhe um fantasma e ele desatou logo a fazer o sinal da cruz.

Nunca me diverti tanto, como nessa noite.

O homem ficou mesmo assustado.

Ainda há quem acredite em "almas do outro mundo".

Ainda hoje nos rimos muito, quando falamos sobre o assunto.

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