domingo, 26 de outubro de 2008

COISAS DO "MANTORRAS"



Hoje acordei às sete da manhã, ao som estridente do meu novo telemóvel, fornecido pela empresa.

Ainda não me habituei a ele o suficiente, para mudar os tons e personalizar algumas funções.

Ia eu dizendo que saltei da cama, esbaforida, com a sensação de estar dentro da Igreja de Notre Dame, a ouvir tocar os sinos, tal era o chinfrin do toque do telemóvel.

Atendi.

Do lado de lá, uma voz histérica debitava frases sem nexo.

Pedi-lhe que se acalmasse e falasse pausadamente.

Falava-me de médico, de clínica e de IVG.

Eu não percebia nada.

Por fim, a senhora mais calma, lá me foi dizendo que o problema era o meu Mantorras e a sua cadela "Fifi", uma caniche de dois anos e que a responsabilidade era minha.

Ora o meu Mantorras até tem estado na quinta de um amigo meu, o Eduardo, que gosta muito dele e quer ficar com o bicho, quando me fôr embora.

Fiquei baralhada.

Ao fim de alguns minutos a tentar perceber a conversa, lá descortinei que o Mantorras se escapou para a vizinha do Eduardo, "saltou" na tal caniche e agora a dona quer que eu mande castrar o cão e que seja eu a pagar a "IVG" da bicha, porque, segundo o veterinário, o Mantorras é um Bull Mastif e as crias, de tão grandes que são, poderão matar a "Fifi", ao nascerem.

Isto só podia acontecer comigo.

Que culpa tenho eu que a "Fifi" seja uma desavergonhada?

Caniche que se preze, não devia "transar" por aí à toa, ainda por cima com um cão daquele tamanho.

Tive pena da dona da "Fifi".

O irmão do Eduardo é veterinário e vai fazer a "IVG".

Castrar o Mantorras é que está fora de questão.

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