sábado, 11 de outubro de 2008

A ENXAQUECA



Não sei porquê, nunca gostei do termo "enxaqueca". Acho que tem algo de erótico e de pornográfico, ao mesmo tempo.

Hoje acordei às quatro da manhã com uma daquelas valentes.

Por norma, e porque não posso, nunca costumo tomar nada para aquelas dores horríveis. Utilizo o sistema de fechar tudo e enfiar-me na cama, no escuro, até que ela passe.

Como não aguentava mais, desci à cozinha e tomei um copo de leite morno com um Nolotil.

Resultado: acordei às cinco da tarde com a minha empregada e a minha amiga Isabel, debruçadas sobre mim,a pensar que eu já tinha morrido.

A minha amiga cardiologista mais uma vez me passou umas valentes "gáspeas", porque não ligo nada ao controle das tensões arteriais que sou obrigada a fazer diariamente e não faço.

Sou daquelas pessoas que pensam que o nosso destino está escrito em qualquer lado e não adiantará muito fugir dele.

Se tiver de morrer, que seja.

Mas pelo menos ainda queria ver o Benfica campeão.

Sem comentários: