quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O CASAMENTO



Tenho andado furiosa.

E o caso não é para menos.

Alguém anda a espalhar aos quatro ventos no Barreiro, que vou casar no fim do ano, com um conhecido socialista barreirense, muito mais velho que eu.

O caricato da questão é que nem nos conhecemos pessoalmente e acho até que o senhor é comprometido.

O boato já chegou aos ouvidos da minha família que me tem ligado, muito surpreendida.

O meu pai já se disponibilizou até a arcar com todas as despesas.

Os meus amigos estão em polvorosa e entusiasmados, a pensar na festança.

Ligam-me três e quatro vezes ao dia a perguntar a data e a oferecerem-se para cantar na cerimónia.

Eu estou mesmo furibunda.

Toda a gente que me conhece sabe que, se um dia eu me casar, é porque devo estar completamente bêbeda.

Ninguém tem o direito de dispôr dessa forma do bom nome de duas pessoas.

Se apanho quem se lembrou de semelhante, não responderei por mim.

Mas eu vou descobrir. Olá se vou!

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