terça-feira, 21 de outubro de 2008

O TAROT



Esta coisa de ser uma pessoa ocupada, tem muito que se lhe diga.

Não me esqueci que prometi ao meu vizinho, Conde do Barreiro Velho, uma dissertação sobre o dito, e sobre todas as coisas que normalmente nunca são faladas, quando o assunto é o Barreiro Velho.

Vizinho, não me esqueci de si. Como sou perfeccionista, tenho de estruturar bem aquilo que vou escrever, para sair uma coisa perceptível por todos, já que tenho a fama de escrever, quase sempre, só para alguns e nas entrelinhas.

Por falar em escrever, tenho-me divertido imenso com alguns comentários aos meus artigos no Rostos. Constato aquilo que o meu vizinho me tem dito milhentas vezes: ninguém, ou quase ninguém, entende aquilo que eu pretendo dizer. É patético.

Quando tal, aparece sempre um zé dos anzois que não percebeu nada daquilo que leu, mas que bota escritura como se tivesse entendido tudo, tim tim por tim tim.

Os meus preferidos são os Socialistas ressaibiados. Esses são os que me dão maior gozo, sobretudo porque aparecem sempre uns queridos a defender-me e que lhes dão forte e feio naquelas cabeças. Bem feito. Nem me dou ao trabalho de lhes responder. Leio e rio-me a bandeiras despregadas.

Encontrei, assim, uma nova forma de passar o tempo, graças ao Director Sousa Pereira que, quanto a mim, também não desgosta nada de ver o circo a pegar fogo.

Uma das minhas alunas de Direito Fiscal, é taróloga. Até aqui tudo bem, não fosse o facto de, volta e meia, ela querer prever-me o futuro através das cartas de tarot.

Hoje informou-me que a minha carta de tarot, para esta semana, é a Morte.

Fez-me saber que, apesar de ser uma carta assustadora, é muito positiva e radical e significa grandes mudanças na vida de uma pessoa.

Não pude deixar de pensar: será que é desta que vou ser barbaramente assassinada, no Barreiro, por delito de opinião?

Tudo é possível.

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