sábado, 13 de dezembro de 2008

ARRUMOS



Sempre que se aproxima o Natal, tenho quase como certa a tarefa de me pôr a arrumar tudo aquilo que ao longo do ano vou encafuando nas gavetas, nas despensas, nos armários, em tudo o que dê para fechar e dar a impressão que está tudo muito "arrumadinho".

Já comecei pelos livros e pelos CD's. Ao longo do ano tenho muitas ofertas de editoras que me oferecem livros e discos e nunca cheguei a saber porquê. Conheço-os mal, não tenho grande intimidade com a maior parte deles, mas eles lá me vão enviando as suas obras que eu, por não ter tempo para ler nem ouvir tudo, vou guardando, na esperança de um dia poder sentar-me descansadamente a ler e a ouvir música.

É também nesta altura que tenho muitas solicitações de organizações de cariz social que pedem ajuda para poderem prosseguir os seus objectivos.

Já enviei a primeira remessa para uma associação barreirense, cujo presidente foi amigo e funcionário do meu avô nas oficinas da CUF. Uma caixa de CD's e romances novinhos em folha. Jazz, hip-hop, fado, folclore e os romances todos de Nicholas Spark (que detesto), Irwing Wallace, Hemmingway, etc., etc.

Dantes oferecia-os a uma pessoa de quem gostei muito. Agora atiro-os para um canto e espero que se amontoem para oferecê-los na primeira oportunidade à primeira pessoa que precisar deles.

O mesmo se passa com as roupas.

Sou moçoila que compra por impulso. Passo numa loja e se gosto de qualquer coisa, compro mesmo sem antes experimentar. O resultado é montes de roupas e de sapatos novos que fazem a alegria de muitas pessoas, nesta altura do ano.

Mas há uma coisa que me entristece.

A observação que me fazem sempre e que eu acho canalha: "Tem a certeza que quer dar isto? Está tudo novo. Nem sequer foi estreado.".

Fico com um frio na barriga e quase que me apetece chorar.

Eu, que já deixei de chorar há muitos anos atrás.

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