domingo, 15 de fevereiro de 2009

EM PAZ



Hoje preciso de escrever.

Há dias em que uma pessoa não é de ferro.

Acordei ao som do meu telemóvel barulhento. Aquele que só recebe chamadas de família e de amigos que considero mesmo amigos.

Quando ele toca, fico logo em sobressalto, pois é sinal que algo de grave ou de importante se passou.

Não me enganei.

Recebi a notícia que a minha inquilina mais idosa, aquela velhinha adorável, faleceu durante a madrugada deste Domingo.

Estou triste. Era uma senhora de 95 anos, sozinha, sem família, que desde os 8 anos de idade, serviu em casas de altas individualidades portuguesas e estrangeiras.

Aprendeu a ler e a escrever, porque uma das meninas de uma dessas famílias, resolveu ensinar-lhe. Era uma senhora no trato e na aparência e eu deleitava-me a ouvi-la contar as suas histórias de vida, que sempre me encantaram.

Escrevia as suas memórias num caderninho e alguns poemas da sua autoria.

Há seis anos fizemos um trato: eu deixá-la-ia morar naquela casa sem pagar nada e em troca ela deixar-me-ia o seu caderninho, em testamento.

Diz quem viu, que o tal caderninho lá estava em cima da mesinha de cabeceira, ao seu lado, com uma dedicatória à minha pessoa e a cópia de um testamento dentro, a fazer-me herdeira de todos os seus pertences que incluem uma gata siamesa e um periquito verde.

Estou triste.

Pessoas como ela, deviam ser eternas.

Como pode alguém morrer sem ter um abraço?

Deus por vezes é cruel.

Ela não merecia isso.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Sorry Suzanne, The Hollies

Se voltasse atrás no tempo, faria as mesmas coisas, menos uma.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O QUARTO SEGREDO

sábado, 7 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

ZINGARA

MÚSICA DE FINAIS DOS ANOS 60.

QUEM NÃO SE LEMBRA DESTE MECINHO?

GOSTO DE O OUVIR E CANTAR COM ELE, ENQUANTO TRABALHO.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

BOLAS DE MANTEIGA



Morro de saúdades do Barreiro e de alguns amigos barreirenses.

Como por aqui está muito frio, tenho-me vingado no chá e nos bolos de chocolate que aqui são muito saborosos e bem feitos.

Ontem tive imensa vontade de comer bolas de manteiga e, vai daí, telefonei à minha tia Vivi que me deu a receita pelo telefone.

Pus a D.ª Mimi a fazer bolas de manteiga que não sairam iguais às que costumava comer na Moderna, mas que deram para matar saúdades.

Até as fotografei para a posteridade.

Têm bom aspecto e sabem bem. Mas não ficaram iguais às que o Senhor João vende na Moderna.

Enfim, não se pode ter tudo.