quinta-feira, 30 de abril de 2009

PARA A PEQUENA BEATRIZ


Matilde, foi o mais parecido com o que tu pretendias.

O pasteleiro é artista e pode ser que ele valorize o bolo, com outros elementos, como fez com o da Inês.

Dia 4 de Maio já estou no Barreiro.

O que eu não faço por uma amiga...

Andar à procura do Noddy.

MAIS UM FIM DE SEMANA



Mais um fim de semana prolongado.

Hoje foi um dia complicado, véspera da minha partida para Trás-os-Montes, para ultimar os preparativos do casamento da D.ª Mimi.

Nunca pensei que um casamento desse assim tanto trabalho a organizar.

Ainda vou tendo a sorte de ter alguns amigos mais experientes nestas andanças, que têm colaborado e me têm desonerado de muitas tarefas.

A parte da Igreja já está resolvida, com as flores e a música cantada pela minha antiga tuna e por mim própria que prometi à noiva caprichar na interpretação.

O maestro escolheu os temas todos para as diversas fases da cerimónia e eu até já soube que o Padre da Paróquia convidou os dois lares de idosos da zona, a levar os seus utentes para assistirem à missa e terem a Comunhão. Com o consentimento dos noivos, é claro.

Diz o Padre que os idosos daquela zona, estão muito limitados em termos de ocupação de tempos e que todos são muito religiosos, não estando habituados a assistir à missa com um coral como o nosso, que integra quatro ex-cantadores de fado de Coimbra, muito conhecidos na nossa praça.

O copo de água vai ser na aldeia, ao ar livre e, como os velhotes não são assim tantos, convidei-os a todos para a boda.

A D.ª Mimi está radiante. Já tem a sua toilette quase pronta e fica-lhe mesmo a "matar".

Isto da toilette é que foi mais complicado. Inicialmente tinha ido com ela à casa Belinha aqui no Barreiro, porque me disseram que eram simpáticas e que lá poderia encontrar trajes para noivos e acompanhantes, com uma certa variedade e qualidade.

Detestei. As empregadas muito antipáticas e as roupas muito fora daquilo que eu estava à espera para uma cerimónia de casamento.

Quando pedi para a D.ª Mimi experimentar três vestidos dos que me pareceram mais apropriados para a idade dela, começaram por dizer que era melhor ir na semana seguinte porque iam chegar novos modelos e talvez encontrasse algum que agradasse mais.

Palavra que não percebi. Mas elas não estão ali para vender, para atender o cliente?

Deu-me a ideia que estavam ali a fazer um bruto frete e que não estavam interessadas em realizar capital.

Perderam mais do que ganharam. Optei por contactar uma modista que está a fazer o vestido por medida.

É claro que vai ficar muito mais caro, mas a D.ª Mimi merece. Não a quero ver vestida no dia do seu casamento com um modelo que é usado por uma infinidade de pessoas. afinal trata-se de um dia especial e, como tal, tudo tem de ser especial.

Esta madrugada lá vou eu para Saldonha.

Sei que por lá está muito frio e a chover mas vou ficar numa casa que tem uns quartos muito acolhedores, com edredons de penas e colchões fofinhos, como eu gosto, daqueles que uma pessoa se enterra e só fica o nariz de fora.

Se tudo correr bem, segunda-feira estarei de volta.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

domingo, 26 de abril de 2009

AO ESTILO DE GLENN MILLER - ADORO!

"Ex nihilo"


Mais um dia de trabalho intenso.
Entro apressada e esfomeada no Restaurante. Escolho uma mesa afastada, num canto, pois quero aproveitar o pouco tempo de que disponho, neste dia atribulado, para comer e acabar a programação que vou ter de enviar aos espanhois, por e-mail, para a reunião do dia seguinte, pela manhã.
Peço um prego no prato, uma salada e um sumo de laranja natural. Não sei porquê, quando estou com pressa, opto sempre pelo velho bife com batatas fritas e um ovo a cavalo. Mas o ovo tem de ser virado e bem passado. Vá-se lá saber porquê.
Abro o notebook e apanho um valente susto, com aquela vozinha sumida, atrás de mim:
- Senhora, tens uma moeda?
- Não, não tenho, miúdo.
- Só uma moedinha, por favor. É para comprar um pão.
É uma criança. Detenho-me a olhar para ele e, por momentos, fico tentada a correr com aquele pequeno intruso. Mas algo me faz mudar de ideias.
- Está bem. Vou pedir um pão para ti.
As minhas caixas de correio electrónico estão cheias de mensagens. Fico distraída a ler poesias e rio das piadas malucas que muitos amigos têm por hábito enviar-me. Uma das músicas que me mandaram, faz-me voltar a Londres e às boas recordações de tempos idos.
- Senhora, podes pedir para pôr margarina e queijo no pão?
De novo um sobressalto. Percebo que a criança ainda se encontra ali.
- O.K., vou pedir. Mas depois vais ter de me deixar trabalhar, porque estou muito ocupada.
Chega a minha refeição e, com ela, o meu constrangimento. Faço o pedido do rapaz e o empregado pergunta-me se quero que o mande embora. A minha consciência impele-me a dizer que está tudo bem, que o deixe ficar e peço mais um prego no prato e um sumo de laranja igual ao meu.
Ele senta-se na minha frente e pergunta:
- Que estás a fazer?
- Estou a ler e-mails.
- O que são e-mails?
- São mensagens electrónicas, enviadas por pessoas, via internet.
Sabia que ele não ia perceber nada mas, para me livrar de mais perguntas, digo:
- É como se fosse uma carta. Só que via internet.
- O que é internet?
- É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas: notícias, música, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem de tudo um pouco, este mundo virtual.
- E o que é virtual?
O sacana do puto não desarma. Resolvo dar-lhe uma explicação simplificada, na esperança de que não perceba nada, desista de fazer perguntas e me deixe comer descansadamente e sem remorsos.
- Virtual é uma coisa que imaginamos. É algo que não podemos ter nem tocar. É lá que criamos um monte de coisas que gostariamos de fazer. Criamos fantasias e transformamos o Mundo.
- Isso deve ser mesmo muito porreiro. Gostei!
- Então já percebeste o que quer dizer “virtual”?
- Sim. Eu também vivo nesse tal mundo virtual.
- Porquê? Tens computador em casa?
- Não. Mas o meu mundo é como esse que tu disseste... virtual. A minha mãe trabalha a dias e está o dia inteiro fora de casa. Chega muito tarde a casa, quase não a vejo. Eu cuido do meu irmão mais novo, que passa o dia a berrar com fome. Às vezes dou-lhe água para ele pensar que é sopa.
Tenho uma irmã mais velha que passa os dias a dormir e as noites fora de casa. A vizinha diz que ela anda a vender o corpo, mas eu não percebo, pois ela volta sempre com o corpo.
- E o teu pai? Que faz o teu pai?
- O meu pai está preso há muito tempo. Está numa cadeia do Norte e não podemos visitá-lo, porque não temos dinheiro para as viagens.
Mas eu imagino sempre que estamos todos juntos, em casa, como uma família, com muita comida, muitos brinquedos e que ando naquele colégio do Alto da Paiva. Gostava de ser médico, um dia. Isto é virtual, não é, senhora?
Não lhe respondi. Fechei o notebook. Dou por mim com aquele ardor nos olhos, que às vezes não consigo controlar, eu que até já deixei de chorar, há muitos anos atrás.
Em silêncio, aguardo que a criança devore a refeição. Pago a conta e dou-lhe o troco.
Retribui-me com o mais belo e sincero sorriso que já recebi em toda a minha vida.
- Obrigado, senhora. És uma gaja porreira!
Naquele preciso momento, tive consciência do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias.
Não cheguei a perguntar como se chamava aquele pequeno grande ser.
Entre o nada e o virtual, a realidade cruel rodeia-nos, de verdade, mas vamos sempre fazendo de conta que não a percebemos.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

ALDA LARA - QUADRAS DA MINHA SOLIDÃO




Fica longe o sol que vi,
aquecer meu corpo outrora...
Como é breve o sol daqui!
E como é longa esta hora...

Donde estou vejo partir
quem parte certo e feliz.
Só eu fico. E sonho ir,
rumo ao sol do meu país...

Por isso as asas dormentes,
suspiram por outro céu.
Mas ai delas! tão doentes,
não podem voar mais eu...

que comigo, preso a mim,
tudo quanto sei de cor...
Chamem-lhe nomes sem fim,
por todos responde a dor.

Mas dor de quê? dor de quem,
se nada tenho a sofrer?...
Saudade?...Amor?...Sei lá bem!
É qualquer coisa a morrer...

E assim, no pulso dos dias,
sinto chegar outro Outono...
passam as horas esguias,
levando o meu abandono...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

QUEM SE LEMBRA DESTA MÚSICA?

Acho que deve ter sido inspirada no Lago dos Cisnes, porque o refrão assim o faz lembrar.

A MÚSICA DAS LIMPEZAS

Agora sem a D.ª Mimi, sou eu que tenho "acumulado" as tarefas caseiras.

Quem ouvir esta música, no Barreiro, já sabe que sou eu a aspirar ou a fazer qualquer outra tarefa doméstica.

Canto com eles e danço.

Nada de chamar a polícia
.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

BENFICA FOREVER!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

RECUERDOS

Gosto de ouvir esta música, quando estou a trabalhar em pareceres.

Inspira-me.

sábado, 18 de abril de 2009

O JANTAR



Há pouco tocou o telefone fixo. Admirei-me, porque quase ninguém tem aquele número e quando alguém liga, quase sempre é engano.

Atendi por descargo de consciência, a preparar a frase habitual do "não há aqui ninguém com esse nome. Deve ser engano".

Mas enganei-me redondamente.

Do lado de lá aquela voz jovial do meu amigo Luís, Barreirense e socialista até à ponta dos cabelos, que me queria convidar para um jantar.

Perguntei-lhe como soube o meu número de casa, que não vem na lista telefónica. Não quis dizer, certamente para não comprometer alguém em quem confiei.

Pois bem, o Luis queria convidar-me para o jantar comemorativo do 25 de Abril, organizado pelo PS numa quinta em Coina.

Não reprimi umas boas gargalhadas. Já há muito que não me ria assim.

Claro que recusei.

O desgraçado do Luis ainda era expulso do PS, se aparecesse comigo no tal jantar.

SESIMBRA


Agora tenho passado menos tempo no Barreiro.

Há uns tempos que andava a pensar mudar-me para junto do mar, para um sítio onde pudesse apanhar sol, divertir-me e, ao mesmo tempo, perto de Lisboa.

Hesitei entre Sines, Costa da Caparica e Sesimbra, mas foi esta última que me levou a decidir por uma vida saudável à beira mar.

Tenho notado diferença no meu estado de espírito matinal, que já não é tão corrosivo.

Levanto-me todos os dias às seis da manhã e vou andar meia hora junto ao mar. Depois regresso a casa, tomo o meu duche e o pequeno almoço e, por volta das oito, lá rumo a Lisboa para mais um dia de trabalho.

À noite já não me custa tanto o regresso, porque faço os possíveis para chegar a tempo de ver o sol pôr-se, mesmo em frente da janela do meu quarto.

Com o tempo, acho que o Barreiro se irá diluir nas minhas memórias e a casa que lá tenho, servirá para alojar aqueles amigos de fora, que de longe em longe me visitam.

Ainda não mudei a residência, porque em Outubro quero votar no Carlos Humberto para Presidente da CMB.

Foi uma promessa que fiz a mim própria e que vou cumprir, a menos que morra até lá.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

DEVEM TER-ME DADO PENTOTAL



Não deram nada.

Eu é que estive a ver umas fotografias antigas, daquelas que guardamos porque as pessoas envolvidas, em tempos significaram algo para nós e fiquei com vontade de falar sobre isso.

Ainda tenho a foto do tal ex-namorado transmontano socialista, que encontrei ali na Rua 1.º de Dezembro, junto ao Café Jardim,no Barreiro, com ar de gay, pela forma como estava vestido e adornado.

Fiquei e ainda estou na dúvida.

Agora penso muitas vezes: será que naquele tempo ele já não gostava de mulheres?

BATENDO OUTRA VEZ NO CEGUINHO...



E voltando à conversa do "casa que não casa ou descasa", houve uma vez um ex-namorado, no tempo em que eu ainda acreditava nas pessoas, que dizia que ia arranjar outra, porque eu nunca queria dormir com ele, em sua casa, ali para os lados da Verderena.

Nem em sua casa, nem em lado nenhum. Aquele era só para as folgas. E não pensem mal de mim porque, quando digo "folgas", são folgas mesmo. Aquelas horas relaxantes, misturadas entre o trabalho e o lazer, do género de uns fins de semana de mergulho, passeios a cavalo ou moto 4, coisas assim. Nada de maus pensamentos.

Há homens que pensam que nós mulheres somos bonecas insufláveis.

"Ó pázinho, se é assim, então paga a alguém que vá dormir contigo", dizia-lhe eu.

Eu até sou muito liberal nesses aspectos, porque é através dessas pequenas coisas que eu meço a fidelidade, o gostar de alguém, a cumplicidade.

Resultado: O fulano não se fez rogado e lá foi mais um com a da tia às costas.

Kaneko!

Acho que vou deixar de querer companhia para as folgas.

Mais vale só, que mal acompanhada.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

FALANDO COM OS MEUS BOTÕES...


Dizia-me esta manhã, uma das minhas amigas, aquela com quem tenho uma maior relação de proximidade:

- "Não percebo. Por que não te casas?".

Depois veio com aquela treta do: "és bonita, elegante, culta,etc., etc., etc.".

Já começo a ficar saturada.

Não faço, nem nunca fiz do casamento a minha prioridade.

Não porque não tenha tido essa oportunidade, mas porque constatei que há sempre um grande interesse material nessa questão e em relação à minha pessoa.

Até prova em contrário, vou ficar livre da Silva para fazer sempre o que me der na real gana.

E depois há outra coisa: sempre detestei dividir a minha cama e a minha casa de banho, com alguém.

É superior às minhas forças.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O MEU PARAÍSO



Apaixonei-me, logo que abri as janelas de par em par.

Ele ali está, prontinho para me acolher nas suas águas.

Vou ter tempo, todos os dias, para um rápido passeio à beira mar e, quem sabe, um reconfortante mergulho, antes de me embrenhar na selva de Lisboa.

A minha solidão já não vai pesar tanto, porque terei a companhia do Sol e da Lua, sempre que a saudade me bater à porta.

OS MONOS AMARELOS ÀS RISCAS


Cheguei hoje das minhas curtas férias Pascais, em terras de Trás-os-Montes.

Ao chegar a casa, deparei-me com um mono amarelo, caído à entrada da minha garagem.

Recolhi-o e enfiei-o num dos "moloks" que há aqui perto de casa.

Não sem antes ler o que lá estava escrito: "Acha que os jardins são para embelezar?" perguntam eles, com a maior cara de pau de todos os tempos.

Ainda me lembro das obras na Avenida Alfredo da Silva, quando era executivo o Partido Socialista do Barreiro.

Daquelas crateras a céu aberto onde me estatelei um dia e dei cabo das minhas sandálias Chanel, que me custaram uma pipa de massa.

Não fosse um trabalhador amparar-me a queda, desconfio que as consequências teriam sido bem diferentes e gravosas para a minha pessoa.

Apeteceu-me guardar o mono e pespegá-lo à porta da sede do PS, na Miguel Bombarda, com um recado em letras garrafais: "NÃO POLUAM VOCÊS O AMBIENTE!".

Que falta de imaginação!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

PÁSCOA FELIZ!



Esta madrugada rumarei a Nordeste, para passar a Páscoa com familiares e amigos de longa data, em Peredo e Saldonha, passando por Castro Vicente.

É uma data que gosto de festejar, muito mais do que o Natal.

Não sei porquê.

A VELHA CASA DA MURALHA


Sempre tive um grande fetiche por casas velhas e tenho um fascínio muito grande por janelas.

Nas minhas andanças pelo Norte de Portugal, comprei uma casa numa aldeia, casa essa a caír de podre, mas que penso agora reconstruir.

É toda em pedra e teria sido uma casa de habitação, não fosse as grades de ferro que ornamentam as janelas.

Alguém da aldeia me disse que existe uma lenda à volta daquela casa. Diz a lenda que o senhor daquelas terras era casado com uma mulher muito bela, que um dia se enamorou de um pobre pastor.

Contam que o pastor terá aparecido misteriosamente morto junto ao seu rebanho, na montanha, e a bela senhora encarcerada, até morrer, pelo seu marido tirano.

Dizem que os seus fantasmas ensombram, até hoje, a casa e os caminhos da aldeia e que foi um risco eu tê-la comprado, porque não vou conseguir lá viver.

Como sou curiosa demais e não acredito em fantasmas, faço conta de lá passar uma boa parte das minhas férias, quando estiver reconstruida.

Da maneira que eu sou, acho que não vai haver fantasma que resista.

domingo, 5 de abril de 2009

OS MALDITOS



Enquanto na Europa e nos Estados Unidos se morre de doenças motivadas pela obesidade, África debate-se com o maior flagelo de todos os tempos: A FOME.

E, no entanto, África é um Continente riquíssimo que está neste momento a ser vítima de neo-colonialismo, por parte de todos aqueles que querem enriquecer facilmente e depressa.

Os governantes dos países africanos, colaboram na delapidação das riquezas.

O seu Povo morre de fome e de inanição. É desumano deixar crianças morrer de fome.

É preciso alertar as consciências.

Precisamos ser solidários e ajudá-los a dizer BASTA!

Sailling

Belíssima canção para curar qualquer coisa.

Il est Mort le Soleil

Uma das canções mais bonitas de sempre.

A PÁSCOA


Vamos entrar em mais uma semana de Páscoa.

Este ano vou passá-la entre amigos em terras do Norte, mais concretamente no Nordeste Transmontano, na aldeia de Saldonha.

E isto porque vou ter de começar os preparativos do casamento da D.ª Mimi, que será em Julho.

Como madrinha que vou ser, comprometi-me a tratar de tudo, deixando aos noivos apenas a tarefa de se conhecerem melhor e de aproveitarem os últimos tempos de celibato.

O maior problema que irei ter, é convencer o padre católico a fazer o casamento, porque o noivo é Protestante.

A minha irmã mais nova também casou com um não católico e tivemos de tratar de tudo junto do Bispo da zona, que acabou por dar a tal autorização, ao fim de muitos requerimentos e papeladas.

Achei um disparate. Afinal não somos filhos do mesmo Deus?

O Padre daquela Paróquia é um padre jovem e todo modernaço e já confessou que por ele não vê qualquer inconveniente na celebração.

Eu quero que a D.ª Mimi seja muito feliz e sei que essa felicidade também passa por ter um casamento segundo as regras da Santa Madre Igreja.

Vou fazer os possíveis e até os impossíveis, para que tal aconteça.

Mas, para já, estou a sonhar com aquela bôla de carne, feita por uma senhora de Saldonha, que mora na Rua do Terreiro e que me estraga com mimos.

É de comer e chorar por mais.

Não lhe vou resistir.

sábado, 4 de abril de 2009

"CONTRADIÇÕES"



Não resisti a transcrever o texto que se segue, escrito pelo insígne Professor de Arqueologia da Universidade do Porto, Vítor Oliveira Jorge, proprietário do Blog "Trans-ferir.blogspot.com", um dos meus preferidos.

Em poucas palavras e numa curta reflexão, ele disse tudo. Ora leiam esta pérola de texto:

"O extremo desgosto que uma puta provoca é que deixou de ser uma pessoa inteira, e se tornou, mesmo que por momentos, uma mercadoria. E nessa qualidade é impossível estabelecer com ela uma relação de pessoa a pessoa, quer dizer, desenvolver uma fantasia, antes ou depois do seu "serviço". A cumplicidade não existe, tudo está reduzido à abstracção plana do dinheiro.
E todavia, gostamos de uma mulher em atitude provocante, de uma mulher a quem nos apetece chamar "puta" quando atingimos ou estamos prestes a atingir a esfera do auge, quando penetramos no círculo do seu íman: mal de nós se não fosse assim. Mas aí traímos uma velha tendência para a desqualificação como mercadoria do nosso mais íntimo e profundo alvo de desejo: a vontade de espezinhar, de reduzir a um objecto, o ser com quem procuramos ter prazer, a quem procuramos dar prazer. Ou seja, no imaginário mais íntimo de nós, homens, está de certo modo sempre uma "puta" como objecto de desejo. Uma mercadoria. E por isso nos é tão difícil conjugar a amiga que é uma pessoa, com a mesma amiga que nos desperta desejo, e que temos secretamente de ver como puta, de imaginar como puta, para a poder desejar. Contradição insanável que conduz necessariamente à frustração. E que cada vez mais é uma contradição simétrica, pois existe também do lado da mulher, olhando o homem como um puro objecto de gozo. O gozo em estado puro é uma mercadoria abstracta, um produto do capitalismo. O seu cerne indecoroso, porque matou as pessoas, tornando-as mercadorias na sua consciência e na sua própria fantasia cúmplice.
Por mim tenho a honra (ou a secreta frustração?!...) de nunca ter sido cliente de uma puta, de nunca ter conseguido, de nunca ter sido objecto de um serviço, de uma troca económica desse tipo. É-me impensável. Um homem que "vai a putas" vai sempre a putas quando está com qualquer outra mulher. Mas, não seremos afinal todos um pouco assim, apenas em graus diferentes de experiência/frustração?... sejamos honestos nas nossas contradições.
Estes temas são sempre desagradáveis, porque querendo (supostamente) abstrair, uma pessoa está sempre é a falar de si. Daí o carácter impúdico, no sentido de subtilmente pornográfico, castrador, de qualquer sexologia. O discurso trai a vontade do desabafo quando se esconde por detrás dos protocolos da ciência: como a enfermeira nua debaixo da bata profissional, ou o médico disfarçadamente libidinoso palpando clinicamente a "sua paciente", cheio de atenção objectiva.".

quarta-feira, 1 de abril de 2009

DIA DAS MENTIRAS


Hoje é o dia das mentiras.

De uma forma ou de outra, todos os orgãos de comunicação social, pregaram hoje as suas partidas.

O Rostos on-line, não foi excepção.

Pregou uma valente partida com a história do novo movimento "MIB" do Vereador João Soares e toda a malta engoliu.

O que me deixa deveras apreensiva, porque da forma que a notícia é dada, qualquer pessoa, com dois dedos de testa, deveria saber que se trata de uma valente mentira.

O Sousa Pereira está de parabéns, porque conseguiu "levar na corrida", os tinhosos todos que se julgam pessoas muito por dentro do que acontece politicamente no Barreiro.

Estou a divertir-me imenso a ler todos aqueles comentários.