sábado, 9 de maio de 2009

O BARCO



Sempre adorei o mar.

Talvez por ter nascido numa cidade com belas praias e uma corrente fria, famosa no mundo inteiro.

Sempre disse que um dia havia de comprar um pequeno barco.

Um dia tirei a carta de marinheiro e estou a pensar tirar a de patrão de costa.

Fui adiando esse sonho, por falta de tempo.

Agora vou ter tempo para pensar no modelo e no espaço que vou ter de arranjar para ele, na garagem.

Porque o Verão está a chegar e eu quero VIVER.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A MELHOR VOZ DE TODOS OS TEMPOS

O HOSPITAL




Hoje tive um dia deveras atribulado, em termos de trabalho.

É Sexta-feira, dia 8, dia de programar o que vai ser feito no mês seguinte.

Ainda por cima tive de deixar tudo pronto, para o meu colega gerir durante a minha ausência forçada.

Como se isso não bastasse, tive de ir comprar uns quantos pijamas, que não estou habituada a usar, porque pela cara da enfermeira-chefe, arraçada de pitt-bull, desconfio que me obrigavam a vestir uma daquelas batas azuis, horrorosas, curtas, sem botões, só com umas tirinhas a apertar, se eu tivesse a veleidade de lá aparecer vestida com um dos meus négligés transparentes, comprados nos últimos saldos do Harrods, em Londres.

Aproveitei também para dar uma espreitadela àquele que será o meu quarto durante os próximos tempos.

Tudo muito limpo, muito impessoal, nos conformes, como mandam as regras da saúde privada.

Só espero não receber a visita daquele anjo loiro, de olhos azuis, que há três anos me quis levar, sabe-se lá para onde.

Seria um desperdício.

É que eu sinto que ainda tenho tanta coisa para fazer e para dar...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A MENSAGEM


Hoje tive uma reunião, logo pela manhã, ali para os lados da Avenida da Índia, em Lisboa.

Antes, fui pôr o carro na revisão, porque da marca já me tinham ligado duas vezes a avisar para não me esquecer que já estava marcada. A revisão, após a rodagem, é muito importante, dizem eles. Como não percebo nada dessas coisas, fui obediente e às oito e meia lá estava eu, mais o meu "chiante", à porta da oficina.

Como já estava atrasada, apanhei um táxi que me deixou um quarteirão antes, em virtude de o movimento que se fazia sentir em Lisboa, àquela hora.

Chegada à reunião, lembrei-me que o melhor seria enviar um sms ao secretariado, mais concretamente à Carla, para lhe pedir que o nosso motorista me fosse buscar por volta do meio dia.

Mensagem enviada, lá fui desempenhar o meu papel de representante da empresa numa nova aquisição.

Era meio dia e dez quando acabou. Desci e como não tinha carro, todas as pessoas me ofereceram boleia que eu recusei, por estar à espera do motorista.

Eram cerca das 13 horas e o Senhor Joaquim não aparecia. Resolvi ligar à empresa para saber o que se passava e disseram-me que não tinham recebido a minha mensagem.

Fui confirmar ao telemóvel e, azar dos azares, dei conta que a mandei para um troglodita cujo número já devia ter apagado há muito tempo. Só ainda não o fiz por preguiça e falta de tempo.

Tenho por hábito não escrever o nome completo das pessoas. Gravo os números com a primeira letra do nome, acrescida de um número.

Depois, deu o que deu. Tempos infinitos à espera de alguém que me fosse buscar.

Mas aquele calhorda podia ao menos ter enviado a mensagem de volta, que eu tinha percebido logo o engano.

É mesmo um troglodita.

Dificilmente irá mudar.

Nunca pensei que ele fosse tão básico.

terça-feira, 5 de maio de 2009

COISAS DO DIABO



Há coisas do Demo, nesta vida.

Vem uma gaja descansada de viagem, depois de um fim de semana prolongado, passado em beleza, a contemplar as montanhas e os vales, junto aos rios Azibo e Sabor, quando se depara com a triste realidade de que é uma trabalhadora dedicada e responsável e, como tal, terá de dar seguimento às solicitações jurídicas, que encontrou logo pela manhã, em cima da secretária, junto à chávena do chá e à foto daquele troglodita que passa o dia a olhar para ela, com aquela expressão que é um misto de paneleirice e taradice sexual.

Eu explico. Aquela foto foi posta de propósito, por mim, em cima da secretária onde trabalho, porque a mesma funciona como "estímulo", naqueles dias em que a tendência é "amolecer" e ficar "boazinha".

Isso, comigo, não pode acontecer. De repente olho para a foto e a raiva é tanta, que o que tiver para resolver, no momento, é resolvido, nem que seja à porrada.

Mas ia eu dizendo, sobre a história de encontrar processos em cima da secretária, postos na minha ausência, que já não pode uma trabalhadora ausentar-se, porque há sempre um abusador que se aproveita.

Estranhei ser só um processo e fiquei de pé atrás, porque me cheirou a coisa "bicuda". Normalmente os bicos calham-me sempre a mim porque, dizem os restantes colegas e o patronato, eu tenho uma capacidade nata para "dar a volta ao texto".

Comecei a ler e surpreendi-me, porque era um pedido de anulação de um casamento celebrado religiosamente, há um mês atrás.

Aconteceu realmente. Não foi sonho, nem história de cordel.

Um casamento bem, com todos os "matadores" e o noivo estava a pedir a anulação, com base em factos constatados por si e por terceira pessoa, provados com elementos apensos ao processo, encerrados num envelope.

Continuei a ler. "Durante o copo de água, o noivo mandou suspender o baile e avisou os convidados que tinha uma pequena surpresa para cada um deles e que não saissem dos seus lugares, porque a mesma iria ser distribuida dentro de um envelope.

Assim foi. Um a um os convivas começaram a abrir os envelopes e, de repente, a sala foi varrida por um "sururu" e um coro de protestos indignados.

Os envelopes continham uma foto onde se via a noiva no "truca-truca" com um dos padrinhos, patrão do noivo".

Mais abaixo, o meu colega escreveu: "O noivo informou os circunstantes que já sabia da história há algum tempo e contratou um detective particular para obter as provas que necessitava, para desmascarar os traidores".

Pergunta-se: Porquê ter consumado o casamento?

Não teria sido mais fácil uma conversa privada para resolver a questão, sem pôr ninguém em xeque?

Como eu o compreendo. Vingança, pura vingança.

Ao continuar com a farsa do casamento, obrigou o pai da noiva a pagar uma boda para 300 convidados e a arcar com todas as despesas que um casamento comporta, ao mesmo tempo que punha a noiva e a sua família, de rastos perante a sociedade.

Agora vou ter de ser eu a "traduzir" aquela pessegada toda para linguagem jurídica.

Movida pela curiosidade, dei uma olhadela às tais fotos do "truca-truca".

Kaneko!

Já estou a imaginar a cara do D. José Policarpo.

AS MEMÓRIAS SÃO LIXADAS

sábado, 2 de maio de 2009

Dance with my father

I miss you so much!