quarta-feira, 6 de maio de 2009

A MENSAGEM


Hoje tive uma reunião, logo pela manhã, ali para os lados da Avenida da Índia, em Lisboa.

Antes, fui pôr o carro na revisão, porque da marca já me tinham ligado duas vezes a avisar para não me esquecer que já estava marcada. A revisão, após a rodagem, é muito importante, dizem eles. Como não percebo nada dessas coisas, fui obediente e às oito e meia lá estava eu, mais o meu "chiante", à porta da oficina.

Como já estava atrasada, apanhei um táxi que me deixou um quarteirão antes, em virtude de o movimento que se fazia sentir em Lisboa, àquela hora.

Chegada à reunião, lembrei-me que o melhor seria enviar um sms ao secretariado, mais concretamente à Carla, para lhe pedir que o nosso motorista me fosse buscar por volta do meio dia.

Mensagem enviada, lá fui desempenhar o meu papel de representante da empresa numa nova aquisição.

Era meio dia e dez quando acabou. Desci e como não tinha carro, todas as pessoas me ofereceram boleia que eu recusei, por estar à espera do motorista.

Eram cerca das 13 horas e o Senhor Joaquim não aparecia. Resolvi ligar à empresa para saber o que se passava e disseram-me que não tinham recebido a minha mensagem.

Fui confirmar ao telemóvel e, azar dos azares, dei conta que a mandei para um troglodita cujo número já devia ter apagado há muito tempo. Só ainda não o fiz por preguiça e falta de tempo.

Tenho por hábito não escrever o nome completo das pessoas. Gravo os números com a primeira letra do nome, acrescida de um número.

Depois, deu o que deu. Tempos infinitos à espera de alguém que me fosse buscar.

Mas aquele calhorda podia ao menos ter enviado a mensagem de volta, que eu tinha percebido logo o engano.

É mesmo um troglodita.

Dificilmente irá mudar.

Nunca pensei que ele fosse tão básico.

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