sexta-feira, 8 de maio de 2009

O HOSPITAL




Hoje tive um dia deveras atribulado, em termos de trabalho.

É Sexta-feira, dia 8, dia de programar o que vai ser feito no mês seguinte.

Ainda por cima tive de deixar tudo pronto, para o meu colega gerir durante a minha ausência forçada.

Como se isso não bastasse, tive de ir comprar uns quantos pijamas, que não estou habituada a usar, porque pela cara da enfermeira-chefe, arraçada de pitt-bull, desconfio que me obrigavam a vestir uma daquelas batas azuis, horrorosas, curtas, sem botões, só com umas tirinhas a apertar, se eu tivesse a veleidade de lá aparecer vestida com um dos meus négligés transparentes, comprados nos últimos saldos do Harrods, em Londres.

Aproveitei também para dar uma espreitadela àquele que será o meu quarto durante os próximos tempos.

Tudo muito limpo, muito impessoal, nos conformes, como mandam as regras da saúde privada.

Só espero não receber a visita daquele anjo loiro, de olhos azuis, que há três anos me quis levar, sabe-se lá para onde.

Seria um desperdício.

É que eu sinto que ainda tenho tanta coisa para fazer e para dar...

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