quinta-feira, 24 de setembro de 2009

PORQUE É OUTONO...



No Outono os dias começam a ficar mais frescos e a noite chega mais cedo, por entre a folhagem. Acabou-se o Verão e, com ele, os dias despreocupados.

O relógio volta a ter o seu lugar de destaque, comandando os instantes e roubando memórias.

Sinto sempre uma certa nostalgia, quando começa o Outono. Fico com a sensação que uma nova vida vai surgir e que tudo vai ser diferente, daí em diante.

Depois vem o ritual: roupas que se guardam, objectos que se arrumam e se esquecem até ao ano seguinte.

O Outono, este ano, entrou quente e radioso e, como tal, nem parece Outono.

Olho para a lareira e sinto saudades.

Saudades das noites frias, enroscada em pantufas e pijamas confortáveis, dos chás quentes, perfumados, e das bolachas caseiras, com sabor a mel e a canela.

Sinto saudades.

Saudades da tua aldeia, do fogo aceso, crepitante, e do calor do teu abraço.

Porque é Outono.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

MENTIRAS E OUTRAS CRETINICES



Detesto que me mintam. Prefiro que não digam nada, que se calem ou esqueçam que eu existo.

"Não fui eu", disseram. Mas eu sei de fonte limpa, que foi e voltará a ser, se houver oportunidade.

Aviso: da próxima vez que me deres música, não vai ser nada pacífico. Exigirei a verdade, nua e crua, porque não sei conviver com mentiras.

Por isso, da próxima vez que aconteça, vais ter de te haver comigo.

Depois não digas que não te avisei.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Cat Stevens - Uma das mais belas canções de sempre

Faz-me lembrar o meu Avô.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

"SETEMBRO" - NA ESPERANÇA DE UM PAÍS MELHOR

QUANDO CHOVE NO BARREIRO



Costumo não gostar do que vejo da janela do meu quarto, voltada para o Barreiro Velho. Geralmente só aumenta a saudade que sinto da minha casa, aquela de verdade.

Mas hoje choveu.

E choveu diferente.

Uma chuva vagarosa, ritmada.

Deu para imaginar-te como uma brisa fresca a entrar-me pela janela.

E deu-me vontade de sorrir.

Pura imaginação.

A chuva continua a cair noite dentro.

Há pouco, quedei-me uns minutos a contemplar a cidade e cheguei mesmo a sentir-me gelada de solidão.

Acho que sempre gostei de estar por aqui embora, no fundo, eu saiba que não passo de uma estrangeira.

Ao longe, escondido na bruma, lá está o teu prédio. Daqui, parece um arranha-céus.

Não sei porquê, parece-me mais distante agora, sob a luz desta cidade que adormece.

Vou adormecer, para acordar de manhã e ter a certeza.

Que mais uma noite eu amei o Barreiro.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O SAPO



Hoje o PSB engoliu o maior sapo da sua história.

A inauguração do Mercado 1.º de Maio não podia ter corrido melhor e foi um sucesso.

Viram-se sorrisos nos rostos daquelas pessoas simples que laboram como operadores nas diversas lojas e bancas, daquele espaço. Todos foram unânimes em admitir que o Mercado 1.º de Maio tem agora condições excepcionais e rivaliza com qualquer congénere europeu.

De um modo geral, até os mais críticos deram a mão à palmatória, porque a obra ficou bonita de se ver.

A estátua de Alfredo da Silva foi a cereja no topo do bolo e constituiu a grande surpresa, tão bem guardada durante o tempo que duraram as obras.

O holandês afirmou alto e bom som, sem qualquer pejo, que a CMB está bem entregue a Carlos Humberto.

Vi lá três monos, com o seu ar enfastiado, debaixo de um sol abrasador, trajados de escuro, quais aves de mau agoiro.

Até me admiro como nenhum deles ainda não se apressou a escrever um artigo de opinião no "Rostos", reclamando a paternidade da obra do Mercado 1.º de Maio, para o PSB.

Só faltava essa!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

POLÍTICAS À PARTE


Prometi a várias pessoas que viria aqui brevemente escrever um "post" sobre a situação política no Barreiro e não só.

Após as tradicionais férias de Verão, voltamos a Eleições e, consequentemente, às Campanhas Eleitorais e ao primado da política na actualidade nacional.

Isto passa-se num país onde a confiança da população no Regime, no Sistema Governativo, nas Instituições de Justiça, nos órgãos de Soberania em geral, na Administração Pública, nos detentores de Cargos Públicos e em toda a Classe Politica, é mínima, como não há memória de ter sido, depois da rebaldaria em que se tornou a chamada 1.ª República.

Algures, entre a instalação da Democracia representativa em Portugal e os nossos dias, as convicções e as crenças parecem ter desaparecido. Os sentimentos patrióticos estão reservados apenas para as selecções de futebol e as paixões por causas nobres estão reservadas para festas em discotecas, onde se angariam fundos e auto-promovem pseudo-vedetas.

A intriga intra-partidária fede de tanta ausência de solidariedade entre correlegionários, de desrespeito pelos líderes e por incumprimento dos compromissos assumidos em Congresso.

A intriga inter-pardidária recrudesceu e o debate tornou-se arrogante e de baixo nível.

O poder não responde às questões da oposição. Dribla, evita e foge às perguntas, fingindo-se insultado por elas.

Os Adversários já se não detestam por diferenças doutrinárias. Agora odeiam-se por inveja de cargos de poder e de acesso a altas remunerações ou pelo domínio de grupos financeiros essenciais à nossa debilitada economia. Em alternativa, agora são solidários nas mesmas fraquezas e na desmedida ambição pessoal que cultivam ao arrepio do que é razoável.

O carácter dos políticos é constantemente colocado em causa, apenas porque eles,na generalidade, o não possuem.

A psicologia política vigente não é a de servir o Povo mas a de servir-se da “coisa pública”.

A integridade é cada vez menor e os armários estão a abarrotar de esqueletos vestidos com fatos Armani, comprados em Paris e NY.

A culpa é também nossa (de todos nós). Há muito que nos demitimos, por laxismo e preguiça mental, de exercer o direito de voto e da obrigação de fiscalizar a acção daqueles que se intitulam políticos. Colocámos as “jóias da democracia” nas suas mãos rapinantes.

Criticámos os políticos de carreira. Confundimos carreira com carreirismo político e agora temos amadores analfabetos e pára-quedistas no exercício do poder, misturados com oportunistas e saqueadores. Todos eles apressados e preocupados em enriquecer-se a si próprios, aos amigos, família e afilhados.

Vem aí de novo a Campanha Eleitoral mas esta, ainda que em tempo de crise, bate todos os recordes de despesismo e gastos de um modo obsceno, sendo que o exemplo pior é dado pelo mesmíssimo partido que exige mais e maiores sacrifícios aos portugueses.

É por estas e por outras que não podemos classificar de "política", tudo aquilo que se está a passar no nosso País, ao nível do referente paradigmático.

O Barreiro não é excepção. O PSB está enfermo da mesma doença.

Vai caber às pessoas de bem, descomprometidas e com sentido crítico, colocar uma ordem e um sentido naquilo que peca por ser um caos de vontades e de vaidades.

Para cada veneno existe sempre um antídoto específico.

Caberá a todos nós encontrá-lo e administrá-lo com sabedoria.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Tango dos Barbudos

Hoje ao arrumar os velhos discos de vinil, encontrei uma preciosidade que julgava perdida.

O Tango dos Barbudos, que consegui comprar em Bruxelas, o ano passado, gravado em CD. Apressei-me a passá-lo para o MP4 que me acompanha sempre.

O resultado é que dou por mim, muitas vezes, a dançar sozinha, com os colegas todos a olhar com aquele ar de comiseração, como quem diz: "Coitada! Passou-se! São os efeitos da gripe A. Em casa de ferreiro, espeto de pau".

Será que aquele morcão ainda se lembra de como gostavamos de ouvir e dançar esta música, nos nossos tempos de crianças?

Aposto que ele não a tem em CD, nem em MP4.

Ainda bem. Ao menos serei só eu a fazer "figuras tristes" e a dançar "sola".

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O REGRESSO


Ora cá estou eu novamente, depois de umas longas e merecidas férias, para dar continuidade a uma série de coisas que tenho programadas e que espero poder levar a cabo, até ao final do ano.

Prometi ao José Gil que iria escrever um "post à maneira", depois do meu regresso de férias, mas o que é facto é que fui acometida de uma certa preguiça mental, doença muito comum no pós período de ócio e que leva o seu tempo a curar.

Vou fazer os possíveis para cumprir o prometido, até porque há outras pessoas interessadas em ver o circo a pegar fogo.

Até lá, aguardem com serenidade, porque isto de vir de férias e ter mudado de casa, tem que se lhe diga. Primeiro que tudo volte aos seus lugares e à normalidade e que eu saiba localizar os meus pertences, no meu novo espaço, vai levar o seu tempo.

Acresce o facto de ter estado uma boa parte das férias sem "portátel", porque, por descuido e incúria, resolvi dar-lhe um banho de mar, numa praia alentejana. O resultado foi que o dito computador jaz algures numa lixeira daquelas paragens.

Logo que tenha os meus livros todos catalogados e arrumados nas estantes respectivas, então virei aqui, para cumprir o prometido.

Beijokas para todos.

Desculpem não ter respondido a todas as mensagens e e-mails, mas foi-me mesmo impossível.