domingo, 29 de novembro de 2009

CONTAGEM DECRESCENTE


A partir deste momento começou a contagem decrescente para as minhas ansiadas férias de Natal.

O tempo corre vertiginosamente e parece que ainda ontem regressei das férias de Verão.

Este ano, se a Gripe A não pregar nenhuma partida ao pessoal, vão ser uns dias de preguiça, que se prolongarão até ao início de 2010.

O local já está escolhido.

Vou pedir ao Pai Natal que me ponha o Marcos Perestrello e o Aguiar Branco, no sapatinho, vestidinhos como os mecinhos da foto.

sábado, 28 de novembro de 2009

VOLUNTARIADO


Nos dias que correm a pobreza é extensa e toda a ajuda é pouca, para colmatar todas as necessidades.

Quando posso, tiro alguns momentos aos meus tempos de lazer, e tento sempre contribuir para que algumas pessoas possam ter um mundo melhor.

Como eu, outras pessoas há, que assim fazem, mas são muito poucas para um universo tão grande de carências sociais.

A nossa sociedade está cada vez mais pobre e as pessoas cada vez mais insolventes.

Nesta minha actividade, tenho reparado que da parte das juventudes partidárias, existe muito pouca solidariedade. Aliás, nunca tive o prazer de ver nenhum jovem pertencente a este ou àquele partido, a dar um pouco de si próprio, àqueles que tanto necessitam. Muitas vezes, basta só um toque cúmplice, um sorriso, um olhar de atenção.

Faço aqui um apelo: que cada jovem "adopte" um idoso. E adoptar um idoso, não quer dizer que tenha de o levar para casa. Basta apenas visitá-lo, conversar com ele e, se possível, ficar atento às suas necessidades mais prementes e tentar ajudar a resolvê-las junto das entidades competentes.

Da mesma forma, há doentes crónicos, nos hospitais, internados há meses, que nunca tiveram alguém que se chegasse perto de si e lhes sorrisse, ou porque não têm ninguém e vivem sós, ou a vida se encarregou de os excluir do convívio da família.

Lamento que as nossas juventudes partidárias não sejam sensíveis a este problema da exclusão social.

Gostaria de ver muitos mais jovens empenhados nesta missão.

Não doi nada!

"CONTOS PROIBIDOS" - POR QUE "DESAPARECERAM" O LIVRO E O AUTOR?



" Mas o que continha o livro afinal? Qual o motivo para as desaparições? Retomando a síntese de Vieira, que o analisou a fundo, Rui Mateus diz que Mário Soares, "após ganhar as primeiras presidenciais, em 1986, fundou com alguns amigos políticos um grupo empresarial destinado a usar fundos financeiros remanescentes da campanha. (...) Que, não podendo presidir ao grupo por questões óbvias, Soares colocou os amigos como testas-de-ferro".

O investigador Bernardo Pires de Lima também leu o livro e conserva um exemplar. "Parece-me evidente que desapareceu de circulação rapidamente por ser um documento incómodo para muita gente, sobretudo altas figuras do PS, metidas numa teia de tráfico de influências complicada que o livro não se recusa a revelar com documentos", observa.

A obra consta de dez capítulos e 47 anexos. Ao todo, 455 páginas que arrancam na infância do autor, percorrem o primeiro quarto de século do PS (desde as origens na clandestinidade da Acção Socialista) e acabam em 1995, perto do final do segundo mandato de Soares. Na introdução, Mateus escreve: "É um livro de memórias em redor do Partido Socialista, duma perspectiva das suas relações internacionais, que eu dirigira durante mais de uma década."

Os últimos três capítulos abordam o caso Emaudio - um escândalo rebentado pelo próprio Mateus e que motivou a escrita de "Contos proibidos" para "repor a verdade". Para Joaquim Vieira e Bernardo Pires de Lima, a credibilidade do livro é de oito sobre dez. "O livro adianta imensos detalhes que reforçam a sua credibilidade e nenhum deles foi alguma vez desmentido", argumenta o jornalista e actual presidente do Observatório da Imprensa.

Vieira lamenta o "impacto político nulo e nenhuns efeitos" das revelações de Mateus. "Em vez de investigar práticas porventura ilícitas de um chefe de Estado, os jornalistas preferiram crucificar o autor pela 'traição' a Soares." Apesar de, na estreia, terem tido todas as coberturas, livro e autor caíram rapidamente no esquecimento. Hoje, a obra pulula na internet em versão PDF."

Diz o Artigo de Baptista Bastos, no DN, sobre o polémico livro:


" Rui Mateus - Contos Proibidos

Ler "Contos Proibidos: Memórias de um PS desconhecido", de Rui Mateus, - fundador e ex-responsável pelas relações internacionais do PS, até 1986 - faz-nos perceber como é diferente a justiça em Portugal e noutros países da Europa.

Escrito em 1996, este livro é um retrato da personalidade de Mário Soares, antes e depois do 25 de Abril. Com laivos de ajuste de contas entre o autor e demais protagonistas socialistas, são abordados, entre outros assuntos, as dinâmicas de apoio internacional ao Partido Socialista e, em particular, a Soares, vindos de países como os EUA, Suécia, Itália, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Líbia, Noruega, Áustria ou Espanha.

Soares é descrito como alguém que «tinha uma poderosa rede de influências sobre o aparelho de Estado através da colocação de amigos fiéis em postos-chaves, escolhidos não tanto pela competência mas porque podem permitir a Soares controlar aquilo que ele, efectivamente, nunca descentralizará - o poder» (pp.151-152); «para ele, o Partido Socialista não era um instrumento de transformação do País baseado num ideal generoso, mas sim uma máquina de promoção pessoal» (p.229); e como detendo «duas faces: a do Mário Soares afável, solidário e generoso e a outra, a do arrogante, egocêntrico e autoritário» (p.237).

A teia montada em torno de Soares, com um cunhado como tesoureiro do partido, e as lutas internas fratricidas entre novos/velhos militantes (Zenha, Sampaio, Guterres, Cravinho, Arons de Carvalho, etc.), que constantemente ameaçavam a primazia e o protagonismo a Soares, são descritos com minúcia em /Contos Proibidos/.

Grande parte dos líderes da rede socialista internacional - uma poderosa rede de "entreajuda" europeia que, em boa verdade, só começou a render ao PS depois dos EUA, sobretudo com Carlucci, terem dado o passo decisivo de auxílio a Portugal - foi mais tarde levada à barra dos tribunais e muitos deles condenados, como Bettino Craxi de Itália, envolvidos em escândalos, como Willy Brandt, da Alemanha, ou assassinados como o sueco Olaf Palme.

Seria interessante todos lermos este livro. Relê-lo já será difícil, a não ser que alguém possua esta raridade.

O livro foi rapidamente retirado de mercado após a curta celeuma que causou (há quem diga que "alguém" comprou toda a edição) e de Rui Mateus pouco ou nada se sabe.


"Há 30 anos que desfilam as mesmas caras, se ouvem as mesmas vozes, se lêem as mesmas frases com monótona aridez. O País é domado por um grupo sem prestígio mas com poder".

Baptista-Bastos, "Diário de Notícias", 29-04-2009".


Quando estive na Noruega, ouvi dizer que Rui Mateus emigrou para a Suécia onde vive até hoje.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

"A FACE OCULTA"



Mário Soares, escreveu no passado dia 17 de Novembro, na sua habitual crónica de “opinião”, no DN:

" Não acabou ainda o caso Freeport, embora já esteja encerrado pela justiça inglesa, e já rebentou, de forma a quase não se falar de mais nada, em todos os meios de comunicação social, a “Operação Face Oculta”. Reconheçamos que são curiosos o espírito inventivo e o esmero com que a Polícia Judiciária ou o Ministério Público (não sei a quem atribuir a paternidade) dão nome aos escândalos que investigam… Outras operações do género, como por exemplo a “Operação Furacão”, depois dos escândalos das devassas a importantes bancos e outras empresas a que deu lugar – largamente divulgadas -, ficou tudo, como se diz, em águas de bacalhau… Com o mesmo mistério com que surgiram, desapareceram, até agora, sem deixarem rasto. Porquê? Ninguém sabe.
No caso vertente, a “Operação Face Oculta” parece ser… a da justiça."


Mário Soares está habituado a que, em relação ao seu partido, tudo fique efectivamente em “águas de bacalhau”. Desde os casos passados em Macau até ao “Face Oculta”, que ele já adivinha não vir a ter quaisquer consequências.

Ele lá sabe e nós também.

De resto, nestes tempos de "gloriosa democracia”, por que motivo não tenho acesso – em democracia, repito - ao livro de Rui Mateus, "Memórias de um PS Desconhecido"?

Não conheço detalhadamente o conteúdo do livro, não dou razão nem ao PS/Soares nem a Rui Mateus, mas gostaria de poder ler este trabalho sem ter de recorrer a sites onde apenas posso ler excertos da obra.

Quem irá reeditá-lo?

domingo, 22 de novembro de 2009

TENHO A CERTEZA



Que se o Presidente da República Portuguesa fosse outro, neste momento José Sócrates e "sus muchachos" já estariam a enviar curricula para tudo quanto é sítio, à procura de emprego.

sábado, 21 de novembro de 2009

R.I.P.



A Blogosfera perdeu, hoje, um dos seus melhores bloggers portugueses.

A voz do "Tomar Partido", calou-se, para sempre.

Era um homem de convicções, muito acima de qualquer barganha.

Que descanse em paz!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

"INNUENDO"


Hoje apeteceu-me cantar. Já há uns tempos que não o fazia.

A última vez foi em Julho, no casamento da D.ª Mimi. Cantei durante a missa e também dei o ar da minha graça, durante o copo de água, juntamente com o grupo de lateiros e lateiras que fazem o favor de ser meus amigos, desde os tempos de Faculdade.

Às vezes sou como que compelida a fazê-lo, sem que tenha plena consciência disso.

Hoje foi um desses dias. Apeteceu-me invadir a Igreja e satisfazer aquele estranho desejo.

O Padre Manuel não estava, mas eu atraquei-me ao orgão como se fosse a última coisa que ia fazer hoje e comecei a cantoria, para espantar aquele mal que de vez em quando me assalta de mansinho.

A Igreja estava feérica, iluminada apenas por alguns círios e uma luz ténue, proveniente de uma das janelas da sacristia.

Não estava mais ninguém.

Só eu.

Comecei por uma Avé-Maria muito tímida, que se foi elevando ao sabor dos sentimentos.

Quando canto a Avé-Maria, sinto-me como que rodeada por algo que não sei explicar. É uma paz, uma tranquilidade, um sentir que existe qualquer coisa para além de nós, que vale e vincula independentemente daquilo que possamos sentir.

No calor da emoção, dei conta que Ele estava ali. Observava-me de pé, sereno, olhando-me com os Seus olhos azuis, como se fossem lagos.

As Suas vestes brancas adejavam e aquele olhar tão doce, debruçado sobre mim, dizia-me que não era a mim que vinha buscar.

"Só vim ouvir-te cantar", disse-me Ele, ternamente.

Acordei sobressaltada com o Padre Manuel a chamar por mim. Tinha adormecido na Igreja, enquanto esperava por ele, para combinarmos a festa do Presépio de Natal.

Senti um vazio enorme a rasgar-me o peito.

Eu estava preparada.

Mas Ele não me quis.