sexta-feira, 29 de outubro de 2010

QUEM TEM MEDO DO FMI?


O Dr. Silva Lopes, aos 77 anos, foi nomeado Administrador da EDP Renováveis, após ter deixado de ser Administrador do Montepio Geral, de onde recebeu uma indemnização no valor de mais de 400.000 euros, a juntar à correspondente reforma e ainda à choruda reforma que aufere como ex-governador do Banco de Portugal.

Esta criatura foi a tal que também defendeu recentemente o congelamento de salários e o não aumento do salário mínimo nacional, a bem da competitividade da economia portuguesa.

Na última entrevista que deu aos orgãos de comunicação social, demonstrou o seu pavor à vinda do FMI a Portugal, pois, a seu ver, tal terá graves implicações nos cortes salariais e nas leis laborais portuguesas, em virtude de as medidas de austeridade que terão de ser implementadas, para salvar a economia.

Pois é, meu Caro Dr., se o FMI tiver que vir, que venha, pois nós os portugueses que trabalhamos afincadamente e damos no duro, já estamos cansados de sermos gamados indecentemente por parasitas que vivem à custa daquilo que produzimos e que são pagos a peso de ouro, com os nossos impostos.

Seria muito bom que o FMI viesse DE UMA VEZ POR TODAS e começasse por disciplinar os lucros da banca, os ordenados de alguns "gestores", que em muitos casos são largamente superiores ao que ganha o Presidente da República Portuguesa, os off-shores e os cambalachos entre empresas, que são feitos por aí à descarada.

Seria muito bom que o FMI promovesse a extinção de todos aqueles Institutos que foram criados apenas para acoitar "boys" e "girls" sem qualquer qualificação profissional, que o único mérito que possuem é o de andar a colar cartazes e a agitar bandeirinhas nas campanhas eleitorais.

Claro que o meu Caro Dr. também seria apanhado na "maré", pois é dos tais que recebe por vários "carrinhos".

Olhe, eu não me importo nada que venha o FMI. E, como eu, tenho a certeza que a maior parte dos portugueses que vivem do seu trabalho e pagam os seus impostos, também não.

Venha ele, o mais rápido possível.

Senão, qualquer dia destes, não muito distante, teremos por aí os chineses a obrigar-nos a comer só arroz chao-chao.

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