sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL? EM PORTUGAL NÃO É, DE CERTEZA!



Estamos quase no Natal.

Não é segredo para ninguém que detesto o Natal.

Não pela Festa em si, mas por tudo aquilo que o Natal traz.

Ele realça a pobreza, os sentimentos mesquinhos das pessoas, o consumismo desenfreado, toda aquela panóplia de "santidade" a metro e espécie de terrorismo urbano, traduzido na indiferença pelo "outro", que eu não consigo suportar.

As Festas de Natal das empresas, a hipocrisia das "Comissões de Humanização", agora tão em voga e criadas pelos Recursos Humanos dos vários serviços e organizações, que acham que é só no Natal que devem tratar bem os trabalhadores, que terão direito a uma ceia fatela, quinze dias antes e paga pelo próprio, e à presença dos "Senhores Directores" que os incentivarão a comer e a calar, senão vão todos para o "olho da rua".

Nós, Portugueses, não eramos assim. Qualquer coisa acabou com a nossa identidade e com a nossa capacidade de amar o próximo como a nós próprios.

Mas, reflectindo bem, se não nos amamos a nós mesmos, como poderemos amar os outros?

Este ano, caguei e não integrei a tal Comissão de Humanização, porque nunca tive jeito para ser palhaça.

Respeito demais o meu próximo, para o sujeitar a tais vexames.

Não vou desejar a ninguém Feliz Natal nem Bom Ano Novo, porque isso seria uma tremenda sacanice da minha parte, atendendo a que há pessoas com muita fome no nosso país, que não vão ter sequer um prato de sopa para comer.

Para muitos, este Natal será um sonho mau, um autêntico pesadelo.

Feliz Natal?

Para quem?

Só se for para as aves rapinantes do costume.

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