domingo, 26 de Dezembro de 2010

O CÓMICO




O discurso de Natal de José Sócrates, fez-me recordar o Ministro da Informação do Saddam Hussein.

Também Al-Sahhaf, o cómico, afiançava aos iraquianos e ao mundo, que o Iraque estava a ganhar aos americanos, mesmo depois de saber que estes já se encontravam na praça principal de Bagdad, e que várias televisões internacionais já os tinham filmado, pela cidade inteira, a derrubar todas as estátuas do ditador.

Sócrates, com o seu ar de papalvo angelical, também está convencido que vai continuar a "coisar" o povo português, por muito mais tempo.

O seu discurso foi patético, próprio de um vendedor de automóveis, como dizia o outro.

Continua a mentir descaradamente, com aquela lábia de quem está agarradinho ao poder e não quer de lá saír. Aliás o homem frisou bem que não se demitiria e que não é pessoa para enjeitar dificuldades.

Acho muito bem. Só que não o ouvi, em parte nenhuma do discurso, a referir-se à responsabilidade que ele e o seu governo tiveram no estado caótico em que caíram as finanças públicas.

Escusa-se com a crise, a culpa é da crise, quando todos sabemos que foi o regabofe total e a ausência de programas e de estratégias, que levaram Portugal ao poço fundo em que se encontra.

Não contente com o facto de nos ter "coisado", todos estes anos, veio agora, descaradamente, para a televisão, com falinhas mansas, oferecer-nos "alfinetes de peito", como prenda de Natal.

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